sábado, 26 de março de 2011

MAIS PROFESSOR

Educação Física e sua especificidade
Mauricio Priess Da Costa

A Educação Física sempre passou por inúmeras crises de identidade ao longo de sua história, desde preparação do corpo para o trabalho – como na época da concepção higienista, quando visava-se formar corpos fortes, sadios e prontos para a ação – até coadjuvante de outras disciplinas, como a Língua Portuguesa e a Matemática, onde a Educação Física perde sua especificidade de trabalhar o movimento como linguagem e passa a prezar unicamente pelo aspecto motor, em vistas a melhorar o desempenho do aluno. Algumas concepções – como a da perspectiva desenvolvimentista, criada em uma época de extremo biologicismo – busca, por meio do desenvolvimento motor e cognitivo do aluno, promover também sua evolução psíquica, emocional e social. 
Práticas corporais, contudo, não estão descoladas da realidade social que as cerca. Existe uma estreita conexão dialética entre estas práticas e as relações sociais estabelecidas pelos indivíduos, gerando o que é conhecido como cultura corporal. Assim, o aluno, que já possui uma carga de relações e experiências, apropria-se das atividades propostas pelo professor atribuindo-lhe um sentido próprio que não necessariamente vai ao encontro ao significado socialmente constituído dessas atividades. O esporte pode ser vivenciado de maneira puramente lúdica pelo aluno, ao contrário de sua definição social competitiva e de esmero técnico. 
É necessária, então, uma contextualização das práticas da cultura corporal, o que é feito por meio da problematização dos conteúdos, levando em consideração os aspectos da prática corporal a ser vivenciada e sua interdependência com grandes problemas sociopolíticos, como as questões étnicas, de gênero, relações sociais de trabalho, preconceitos e outros. Os temas transversais ajudam o professor a aproximar as atividades das realidades vivenciadas pelos alunos dentro e fora da escola, permitindo uma multiplicidade de vivências de uma mesma prática e aproximando-as das significações objetivas do aluno. 
Ao contrário do que é difundido, a Educação Física crítica não nega o movimento, pelo contrário, usa-o como ferramenta indispensável para compreensão do mundo e da realidade social. A diferença desta para outras concepções é de que o movimento nas aulas de Educação Física não têm um fim em si mesmo, mas serve como ponto nevrálgico de conexão entre o aluno e a sociedade e promove uma leitura da realidade através do contexto sócio-histórico da prática vivenciada. 
A especificidade da Educação Física reside justamente na mediação do processo de sociabilização da criança e do jovem, por meio da expressão corporal como linguagem, buscando principalmente uma atuação autônoma e crítica na realidade, uma vez que existem múltiplos conhecimentos sobre determinado conteúdo. 
Essa organização da disciplina exige um profundo conhecimento, por parte do professor, da prática a ser trabalhada em aula, menos de seus fundamentos técnicos do que de sua concepção e construção ao longo da história. Deve-se conhecer a origem desse conteúdo e o que gera a necessidade de seu ensino na escola. Além disso, existe a necessidade de constante atualização, uma vez que as práticas corporais são dinâmicas e novos modos de movimentar-se surgem eventualmente. Os “bol's” (futebol, voleibol, handebol, etc), ou mesmo os conteúdos clássicos (ginástica, lutas, dança e jogos), não são mais suficientes para uma leitura social adequada, principalmente para alunos da rede pública de ensino, que já vivem o Hip Hop, o circo e o Le Parkour (prática corporal que utiliza o ambiente urbano para manobras corporais, muitas adaptadas da ginástica) na esquina de casa. 
Finalmente, o professor de Educação Física deve adequar seus conteúdos às realidades objetivas dos alunos, não apenas a seus caracteres biológicos, mas à realidade da escola, seus materiais, ambiente, relações sociais, inserção na comunidade. Este esforço permite não apenas a definição da especificidade da disciplina, mas a criação de cidadãos conscientes e principalmente críticos e atuantes em sua própria realidade social. 

Artigo publicado na revista Profissão Mestre de julho de 2010. 

Mauricio Priess da Costa é professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Curitiba, mestrando em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela mesma universidade.

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Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




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TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".