sábado, 21 de abril de 2012

História do Esporte - Na Idade Média


O Esporte na Idade Média
A periodização eurocêntrica estabelece que Idade Média está compreendida entre o século V e o século XV. Ou seja, tem início em 476, com a queda de Roma, após a ocupação pelos hérulos, até a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos, em 1453. Esse período durou aproximadamente mil anos.

De acordo com Oliveira (1983, p.33), podemos analisar a época medieval submetendo-a a uma divisão em dois períodos. A Alta Idade Média começa no século X e foi marcada por um grande obscurantismo cultural, fruto da decadência romana e das invasões dos povos bárbaros.

A Baixa Idade Média começa no século XI e estende-se até o século XV da era cristã. Nesse último período, a partir do século XI, apareceram grandes personalidades, destacando-se São Tomás de Aquino, o mais influente dos pensadores de um tipo de vida intelectual que predominou entre os séculos XI e XV, a escolástica.

Esse foi um período obscuro para a educação física e para as práticas esportivas. Os eventos esportivos eram marcados pela violência e os princípios esportivos deixados pela Grécia foram substituídos pela brutalidade. O cristianismo pregava o descaso pelas coisas do corpo para a salvação da alma.

Oliveira (1983, p. 34) aponta que, mesmo sem tercum destaque especial, as atividades físicas receberam uma atenção cuidadosa na preparação dos cavaleiros. A cavalaria era uma instituição destinada à minoria, quase sempre aristocrática, visando ao fiel cumprimento de proteção aos proprietários de terra.

Os cavaleiros recebiam um treinamento em que o xadrez era a única prática intelectual. Muitos deles não sabiam ler nem escrever. Eram muito hábeis em equitação, caça, esgrima, lança e arco e flecha. Os torneios e as justas representam a culminância dos exercícios físicos dos cavaleiros medievais, nos tempos de paz, como preparação para a guerra. O homem medieval, que havia abominado os espetáculos do circo e do anfiteatro, assistia agora aos combates simulados, cujos desfechos eram quase sempre trágicos.

O autor relata que, mesmo a pedagogia oficial não concedendo estímulos à prática esportiva, as atividades atingiam até as classes menos favorecidas, embora de modo tímido. Segundo Ramos (1982, p. 166), na Idade Média não existia a educação física escolar popular.

Nos pátios dos castelos e nos campos vizinhos, os jovens se adestram na esgrima e no emprego da maça. Praticavam corrida, saltos, escaladas, natação, jogos de luta e a doma de potros. Essas atividades eram privilégio da nobreza. O povo se divertia com atividades menos custosas, exercitando-se com a prática de exercícios naturais e alguns jogos tradicionais: arremessos, lutas, caças, arco e flecha, equitação e pelota.

A Inglaterra destaca-se como um verdadeiro núcleo esportivo desse período, dando preferência às atividades coletivas. Os jogos com bola eram os mais evidenciados. Dentre eles, encontramos o soule, um violento esporte jogado com as mãos e com os pés que foi o ancestral do futebol e do rugby. Na Itália, encontramos o cálcio, que foi antecessor do futebol. O jogo de malha era uma variação do soule e era praticado com um bastão. Era muito parecido com o hockey (OLIVEIRA,1983, p. 35).
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Pesquisa realizada e adaptada por:  Prof. Raul Vaz da Silva Neto – Educação Física (2012). Curso Olimpíada e Cidadania - Fascículo 2  

História do Esporte - Na Antiguidade


O esporte na Antiguidade

Mesmo que o termo esporte fosse desconhecido na Antiguidade, as atividades físicas praticadas nessa época são semelhantes às manifestações que nós chamamos hoje de esportes. Essas atividades estão presentes em vários períodos e regiões da Antiguidade. Civilizações como o Egito e a China já conheciam alguns esportes, mas essas atividades se propagaram em sua plenitude na Grécia Antiga.

A China talvez seja a civilização possuidora da mais antiga história do esporte, com registros das práticas do hipismo, da esgrima, da caça, das lutas, da natação e de uma atividade no século III, que pode ter dado origem ao futebol de hoje, o tsu-chu.

A obra intitulada Os exercícios físicos na história e na arte, de Jayr Jordão Ramos, publicada em 1982, relata várias passagens importantes do esporte na Antiguidade. Dentre elas, destacamos:

No Egito, a prática esportiva foi bastante evidenciada. A luta livre, o boxe, o arco e flecha, a esgrima, as corridas e os saltos, disputando primazia com a natação e o remo, foram os esportes de maior aceitação.

Os povos mesopotâmicos, particularmente os assírios e babilônios, pelas suas condições de vida, cheias de imprevistos e em busca constante de novas aventuras, cultivavam exageradamente a força, a agilidade e a resistência, entregando-se a atividades utilitárias.

Os hititas, povos de origem incerta, destacaram-se em todos os exercícios utilitários, sendo cavaleiros muito bons..

Os hindus apresentavam em suas atividades físicas as características médico-higiênicas, fisiológicas, morais, religiosas e guerreiras.

Os japoneses, cujas atividades físicas estavam relacionadas ao mar, em função das condições geográficas da região, desenvolviam também as atividades praticadas pelos guerreiros feudais, conhecidas como samurais.

De acordo com Oliveira (1983, p. 19), na região situada entre os rios Tigre e Eufrates, estavam os sumérios, os caldeus ou babilônios e os assírios, que cultuavam a força física e a resistência física. Eles desenvolveram a formação guerreira a partir de um adestramento no uso do arco e flecha, na prática da equitação, na luta etc.

Tubino (1992, p. 18) sustenta que assírios, caldeus, hebreus, medas, persas, fenícios e hititas tinham práticas físicas ou esportivas fundamentalmente utilitárias, sempre relacionadas às guerras com as quais invariavelmente se envolviam.

O esporte grego

Os gregos reconheciam a prática da atividade física, evidenciando os jogos e os enfrentamentos competitivos, como uma forma de preservar a saúde, um meio para adquirir a beleza e a força física, um caminho para ser reconhecido e instituir status social. Também era uma forma de treinamento para as guerras.

Os eventos que envolviam a atividade física na Grécia tinham uma finalidade educativa e faziam parte das cerimônias religiosas da época. O principal objetivo era reverenciar os deuses.

Os Jogos Gregos marcaram o conceito inicial dos esportes. Nesse período, eram disputados os Jogos Fúnebres, os Jogos Píticos, os Jogos Ístmicos, os Jogos Nemeus e os Jogos Olímpicos.
Os Jogos Fúnebres eram realizados durante os funerais de personagens notáveis. Algumas cidades, como Atenas, realizavam tais certames para honrar seus guerreiros caídos em combate.

Os Jogos Píticos, segundo Tubino (1992, p.30), disputados em homenagem a Apolo, foram criados em 528 a.C. Eram os mais antigos e compreendiam, além das provas esportivas, as competições de poesia, canto e música. Esses jogos eram celebrados em Delfos e o prêmio, que inicialmente era sob a forma de recompensa em dinheiro, passou a ser um ramo de cedro. Mais tarde, foi substituído por uma coroa de louros.

Os Jogos Ístmicos, relata Tubino (1992, p. 30), eram disputados em Corinto. A cada dois anos, havia as mesmas provas que os Jogos Olímpicos, com ligeiras adaptações. Nesses jogos, também existiam competições artísticas e intervenções de poetas e historiadores. Os vencedores recebiam uma coroa de aipo silvestre; tempos depois, essa premiação foi trocada por dinheiro.

Um dos aspectos mais importantes desses jogos foi que, ao lado dos Jogos Olímpicos, propiciaram tréguas nas guerras para o desenvolvimento das competições. Esses jogos eram realizados em honra a Poseidon, deus do mar, conhecido pelos romanos como Netuno.

Os Jogos Nemeus de acordo com Ramos (1982, p.140), eram realizados em Philius, na Nemeia, de dois em dois anos, em honra do Zeus de Kleonae. No início, tinham significação fúnebre, pois foram instituídos em honra do filho de Licurgo, morto por uma serpente.

Os atletas competiam classificados pela idade, em três categorias, nas corridas de estádio e hípica, na luta, no pugilato, no pancrácio e no pentatlo. Os concursos artísticos completavam a programação. Os vencedores recebiam uma coroa de mirto.

Os Jogos Olímpicos eram desenvolvidos em Olímpia, na Elida, de quatro em quatro em anos, em homenagem a Zeus (Júpiter), rei dos deuses. Foram disputados 293 vezes, durante 12 séculos, entre 776 a.C. e 394 d.C. (para alguns autores 393 d.C.).

Os jogos eram anunciados por arautos (portadores da trégua), que viajavam por toda a Grécia para anunciar “a trégua sagrada”, que suspendia as guerras e divulgava o início da competição. Na organização dos jogos, existia uma regulamentação precisa, dirigida pelos chamados “helenoices”. Eram pessoas de grande respeito entre os gregos e que se encarregavam de todos os aspectos organizacionais, até mesmo treinamento dos indivíduos que participavam como árbitros ou atletas.

Diem (1966 apud RAMOS, 1982, p. 133) afirma que os bárbaros e os escravos podiam assistir aos jogos, ao contrário das mulheres casadas. As infrações eram castigadas com a morte, havendo exceção apenas para as sacerdotisas casadas. Ramos (1982) comenta que, no começo, os atletas usavam apenas um pequeno calção. A partir da XV Olimpíada (720 a.C.), passaram a competir inteiramente nus. Após a vitória, o vencedor apresentava-se ao árbitro, que colocava em sua cabeça um fio de lã púrpura e lhe entregava uma palma que significava a eterna juventude.

O vencedor, considerado como o preferido dos deuses, recebia solenemente como prêmio uma coroa de ramo de oliveira silvestre.

Conforme a época, algumas recompensas foram outorgadas, como estátua no Altis (bosque sagrado), honras políticas, isenção de impostos, pensões vitalícias e dinheiro, dentre outras.

Após um período de profunda decadência, os Jogos Olímpicos foram abolidos em 394 d.C., pelo imperador romano Teodosio I, que se converteu ao cristianismo e proibiu os cultos pagãos. Flavius Theodosius (347/395 d.C.), conhecido por Teodósio I e chamado por alguns de “O grande”, foi o último imperador a governar as porções oriental e ocidental do Império Romano. Tornou o Cristianismo a religião oficial do Império e autorizou decretos banindo o paganismo dos territórios romanos. Por causa dessas leis, muitas pessoas morreram violentamente, monumentos gregos foram depredados e vários templos antigos e a biblioteca do Serapeum de Alexandria foram destruídos (RAMOS, 1982).



O esporte romano

Para um melhor entendimento do que ocorreu em Roma quanto à prática de atividades físicas, Ramos e Marinho (1983 e 1980 apud TUBINO, 1992, p. 37) estabeleceram três períodos distintos: o tempo de monarquia, o tempo dos cônsules e início das grandes conquistas e o tempo do império.

Tempo de monarquia: foi compreendido desde a fundação da cidade, em 753 a.C., até 510 a.C.; os exercícios físicos eram intencionalmente conduzidos para a preparação militar, recebendo muita influência dos etruscos.

Tempo dos cônsules e início das grandes conquistas: período em que foram incorporados ao repertório de atividades físicas, de predominância guerreira, os exercícios físicos de características higiênicas e esportivas. Foi o período de grandes conquistas, de 510 a.C. ao ano de 30 a.C.

Tempo do império: esse terceiro período, de 30 a.C. a 476 d.C., compreende a glória e a decadência do império romano; as atividades físicas já desenvolvidas anteriormente permaneceram, até que foram aos poucos substituídas pelos cruéis espetáculos circenses de gladiadores e naumáquias (simulações de batalhas navais).

Durante esses três períodos, escritores, escultores e arquitetos romanos deixaram um enorme acervo cultural ligado aos registros das práticas físicas e esportivas.

O autor afirma que os romanos caracterizam-se pelos locais especializados para estas práticas, como as termas, o circo, o anfiteatro e o estádio. Os romanos também são lembrados pelas festas conhecidas como jogos circenses, que se constituíram em jogos públicos e foram abolidos em 521 d.C. depois da invasão dos bárbaros. Esses jogos circenses eram inúmeros: os decenales, os capitólios, os acciacos, os quinquenales, os megalésios, os cesáreos, os florales, os campitalianos, os apolinários, os romanos, dentre outros. No entanto, o império romano foi, pouco a pouco, entrando em decadência e o movimento esportivo acompanhou esse caminho, deturpando até mesmo o sentido do esporte, extraordinariamente cultivado pelos gregos.

Segundo Oliveira (1983, p. 30), a mais antiga instalação esportiva de Roma era o circo, concebido para a realização das corridas de carro (a grande paixão dos romanos), corridas a pé e lutas de gladiadores. O mais antigo desses circos foi o Máximo, construído ainda no império monárquico (século IV a.C.)

O Coliseu foi o mais famoso anfiteatro romano. Teve sua origem no fim do período republicano (509/27 a.C.) e foi idealizado para abrigar festas religiosas e populares.

Tinha capacidade para acomodar 100 mil pessoas (OLIVEIRA,1983, p.30). Oliveira (1983) afirma que tanto os circos como os anfiteatros representam a decadência da civilização romana. No período imperial (a partir de 27 a.C.), transformaram-se nos locais em que multidões entusiasmadas exultavam com as deprimentes exibições dos gladiadores, lutando entre si ou com animais.

Esses locais também foram palco dos degradantes espetáculos de sacrifícios humanos, nos quais os primitivos cristãos eram devorados por feras. Todo esse contexto fazia parte da política conhecido como “pão e circo”. Os imperadores ganhavam a simpatia popular, distribuindo rações diárias de trigo e alienando a plebe com esses artifícios “esportivos”, de inspiração ideológica.


Pesquisa realizada e adaptada por:  Prof. Raul Vaz da Silva Neto – Educação Física (2012). Curso Olimpíada e Cidadania - Fascículo 2 

História do Esporte na Pré-História


O ESPORTE NA PRÉ-HISTÓRIA
A Pré-História, que corresponde à primeira etapa da evolução humana e teve início com o surgimento dos primeiros hominídeos, perto de quatro milhões de anos atrás. Ela se estende até o aparecimento dos primeiros registros escritos por volta de 4000 a.C.

Nesse período, o homem não havia criado a escrita ainda. Por isso, não existem registros escritos, apenas achados arqueológicos que podem fornecer pistas sobre o estilo de vida assim como as atividades físicas
praticadas na nessa época.

O esporte primitivo

A história da origem dos esportes pode ser confundida com a própria história da origem da humanidade. Pela necessidade da sobrevivência, o homem primitivo caminhava, corria, nadava, lutava, saltava ou lançava. As atividades físicas eram desenvolvidas com naturalidade, já que fugiam de animais predadores, lutavam com animais por comida, caminhavam e corriam longos percursos em busca de rios para instalarem suas moradias. Assim, passaram a utilizar as práticas da pesca, do nado e do mergulho. Outra atividade física habitual era a luta com outros homens pelo domínio de regiões e pela disputa da caça.

Os homens primitivos, enquanto nômades, contribuíram muito para a interpretação da atividade física a partir de sua primeira característica, o utilitarismo.

O caráter utilitário guerreiro surgiu quando o homem deixou de ser nômade, fixou-se à terra, ao lado dos grandes rios, tornou-se agricultor e passou a participar da organização dos primeiros agrupamentos humanos. Esses agrupamentos dariam origem, nos tempos seguintes, às nações dos egípcios, hindus e chineses, dentre outras.

O ser humano apresenta comportamentos que independem de seu estágio cultural. O jogo é uma dessas manifestações. Pode-se constatar, desde as épocas iletradas, a existência de atividades em forma de jogo que cumpriam um papel social de maior relevância.

O ato de atacar, defender-se e a obrigatoriedade de locomover-se de uma região para outra era constante entre os homens primitivos.

Essas ações os deixavam sempre em movimento e, mesmo involuntariamente, melhoravam a sua condição física. Assim, as atividades físicas tinham uma fundamental importância.

Esse período, que vai do surgimento do homem na Terra, há cerca de 3,5 milhões de anos, até o aparecimento da escrita, por volta de 4.000 a.C., foi muito importante para a história da humanidade. Aos poucos, o homem foi desenvolvendo estratégias para resolver todos os problemas causados por ele mesmo, pelos seus semelhantes, pelos animais selvagens e pela própria natureza.

Os primeiros registros de esportes na humanidade surgiram de escavações na região da Suméria (atual Iraque) e no Egito. Foram encontrados vestígios de representações de lutadores e espectadores. Na região onde ficava a Mesopotâmia (Iraque), arqueólogos acharam um pedaço de terracota (argila modelada cozida) com um desenho representando dois homens lutando. O objeto tem cerca de sete mil anos.

Pesquisa Adaptada por: Raul Vaz da Silva Neto (Professor de Educação Física). Curso Olimpíada e Cidadania - Fascículo 2 

História do Esporte



Introdução
A história do esporte

As manifestações esportivas ocupam um lugar importante na história da humanidade.

Desde as civilizações mais primitivas, são encontrados registros semelhantes às atividades físicas, que podemos caracterizar como os esportes dos dias de hoje.

O esporte, evidenciado como prática institucionalizada nas escolas, nas atividades informais do lazer bem como na dimensão atribuída ao rendimento, desde a sua origem até os dias atuais, passou por uma significativa evolução. Esta evolução tem contribuído para sua propagação no meio social, chegando ao ponto de o esporte se constituir um verdadeiro fenômeno sociocultural, presente em todas as camadas sociais. A abrangência que o esporte tomou a partir do século XX, quanto ao aumento do número de praticantes e ao aparecimento de novas modalidades esportivas, motivou vários estudos realizados pela intelectualidade internacional e um maior interesse da mídia.

Para discorrer sobre a história do esporte, é preciso, inicialmente, identificar as percepções da origem e do significado do termo esporte. Existem vários termos que compreendem o esporte e também várias interpretações do significado da palavra esporte.

Tubino (1999) afirma que a origem do termo esporte data do século XIV, quando os marinheiros utilizavam as expressões “desportar-se” ou “sair do porto” para justificar seus passatempos que envolviam as habilidades físicas.

Barbieri (2001) aponta que a palavra esporte origina-se do inglês sport, que se refere a exercício físico, prazer, distração, brincadeira e repouso corporal.

É essencial citar a prática de atividades físicas realizadas na Pré-História, apontando o caráter utilitário e algumas expressões recreativas registradas nos achados arqueológicos. Na Antiguidade, várias civilizações já apresentavam manifestações esportivas (apesar de não sistematizadas), por finalidade guerreira, higiênica, terapêutica, esportiva ou educacional.

É necessário também destacar os rituais e o caráter religioso presentes na prática das atividades físicas realizadas nesse período. Merecem destaque especial os grandes eventos esportivos desse período, tendo maior relevância os Jogos Olímpicos, disputados entre os anos de 776 a.C. e 394 d.C.

Na história da educação física e dos esportes, a Idade Média é considerada um período obscuro. Os eventos esportivos eram marcados pela violência e os princípios esportivos deixados pela Grécia foram substituídos pela brutalidade. O cristianismo pregava o descaso pelas coisas do corpo para a salvação da alma. O fato positivo que marcou esse período foi o aparecimento de vários estudos sobre a educação física e os esportes por parte de pensadores pertencentes ao movimento renascentista.

O período da idade moderna foi impulsionado pelo movimento renascentista. Dessa época, podemos encontrar os reais precursores de uma educação física que se firmariam no horizonte pedagógico do século seguinte. Várias correntes ligadas à educação física passaram a valorizar o esporte, seja de modo competitivo, seja em suas práticas escolares.

O esporte voltou a ter um significado maior com o ressurgimento dos Jogos Olímpicos em 1896, por iniciativa do barão Pierre de Coubertin, que tinha o propósito de utilizar o esporte como um meio de aproximação dos povos e raças pela paz internacional.

Os movimentos esportivos mundiais tiveram uma significativa participação no processo de revitalização do esporte. A ideia era democratizar as práticas esportivas, tentando atingir todas as classes sociais com o intuito de propagar e proporcionar o direito de todos à prática do esporte. Ressalta-se também a participação da Associação Cristã de Moços, com a criação de esportes como o voleibol, o basquetebol e o futsal, no fim do século IX e início do século XX.

Este texto procura abordar a história do esporte tendo como referência a periodização que herdamos do calendário da Europa cristã ocidental. Isso abrange conhecimentos sobre épocas, povos, obras e homens, a partir de fatos e interesses que permeiam o assunto em questão.

Pesquisa: Prof. Raul Vaz da Silva Neto (fascículo 2 – Curso Olimpíada e Cidadania). 

Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




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TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".