sábado, 25 de junho de 2011

Exemplo de exercícios no voleibol

Série de exercícios utilizada pelo preparador físico Renato Meirelles e o treinador Jorge Barros ( Jorjão) nas equipes Pirelli e TNT-Traco de voleibol. 

w O objetivo era com que obtivessem aproveitamento físico e técnico, consequentemente atingir a todos objetivos propostos.

Pode-se ter 3 maneiras de utilizar a quadra para o treinamento dos fundamentos toque acima da cabeça e manchete, em deslocamento:

A - deslocamento curto, de 3,0 a 4,5 m;

B - deslocamento longo, de aproximadamente 9,0 m;

C - deslocamento médio, de aproximadamente 6,0 m.

Nas seqüências de exercícios que serão apresentadas, os toques e as manchetes devem ser exercitados de todos tipos e todas as maneiras , a fim de que o jogador possa desenvolver esses fundamentos e ganhar o desembaraço e a confiança necessários para o correto desempenho de suas atribuições durante uma partida.

Exercício 1 - O jogador recebe a bola na linha lateral e executa 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, desloca-se atrás da bola e executa o 2o para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para repetir a movimentação. Os toques devem ser, de acordo com a intensidade que se quer imprimir ao exercício, com os pés no chão (menor) ou saltando (maior). 

Exercício 2 - O jogador recebe a bola no centro da quadra e executa 2 toques consecutivos. O 1o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e executa o 2o de frente para o companheiro, que está esperando no centro da quadra para repetir a movimentação. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

Exercício 3 - O jogador, começando da linha lateral, executa 3 toques consecutivos. O 1o até o centro da quadra, desloca-se de frente, executa o 2o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e o 3o de frente para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para realizar a mesma movimentação. Da mesma forma, os toques em suspensão tornam o exercício muito mais intenso.

Exercício 4 - Idem ex. 3, sendo que o 3o toque também é executado de costas, com os pés no chão ou saltando.

Exercício 5 - O posicionamento inicial é com os dois jogadores afastados da linha lateral, cerca de 2 metros. Executam 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, deslocam-se de frente na direção da bola, executam o 2o para o companheiro e voltam ao posicionamento inicial correndo de costas. Esse exercício admite uma graduação de intensidade se realizado, por exemplo, por jogadores dispostos 4 a 4, 3 a 3, 2 a 2 com a mesma bola. Quanto menos jogadores participando, maior é a intensidade. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

Exercício 6 - Idem ex. 5, saltando no 2o toque.

Exercício 7 - Idem ex. 5, saltando em ambos os toques.

- Seqüência de Exercícios dos Fundamentos Toque ou Manchete, utilizando o Deslocamento D (6metros).

Exercício 8 - O posicionamento inicial é um jogador na rede e o outro na linha do fundo da quadra. O que está posicionado na rede toca a bola uma ou duas vezes sobre a linha de ataque. O outro sai da linha do fundo, toca a bola para o companheiro, retorna de costas até a linha do fundo e parte novamente para outro toque na linha de ataque e assim sucessivamente, o número de vezes que o treinador estabelecer. 

Exercício 9 - O posicionamento inicial é um jogador na rede tocando a bola para o fundo da quadra. O outro, partindo da linha de ataque, desloca-se de costas até a linha do fundo, executa o 2o toque para o companheiro que está na rede e volta para a linha de ataque, a fim de continuar a seqüência no número de vezes estabelecido pelo treinador.

Exercício 10 - A mesma mecânica do ex. 9. O jogador do fundo desloca-se para a linha de ataque, toca para o companheiro, retorna para a linha do fundo deslocando-se de frente e toca de costas para o companheiro que está na rede.

Nota

Os três exercícios dessa seqüência são bastante intensos. Para iniciantes ou para adultos em fase inicial de treinamento é necessário fazer uma graduação, de duas maneiras:

1° estabelecer progressivamente o número de vezes que o jogador do fundo da quadra deve repetir a movimentação (tocar a bola na linha de ataque), isto é, 4, 6, 8,10, ...;

2° instruir o jogador que está na rede para tocar 2 vezes na bola ao invés de uma, a fim de que o jogador que está executando o exercício tenha tempo para deslocar-se.

Para uma equipe de alta competitividade, em bom nível de treinamento, de 6 a 10 repetições é apropriado.

No exercício com 10 repetições, o número de toques consecutivos é de 20. Estes, se executados em suspensão, aumentam substancialmente a intensidade do exercício.

Nota

Chamamos atenção para o fato de que as seqüências de exercícios devem ser realizadas com o toque acima da cabeça e com a manchete. Logo, os 10 exercícios (somadas os das seqüências 1 e 2) apresentados até aqui, se realizados com os dois fundamentos, tornam-se 20. Mais, se executados com todos os tipos e maneiras de execução teremos, então, mais de 100 exercícios. Este número de exercícios deve ser distribuído ao longo de uma ou mais semanas de treinamento.

Obs: De acordo com as notas acima:

w Na série acima aumenta-se a intensidade acrescentando saltos aos movimentos e diminuindo o número de participantes no exercício. Ex: 2 jogadores maior intensidade, 4 jogadores menor intensidade.

wAumenta-se o volume aumentando o número de repetições do exercício e utilizando os vários tipos e maneiras de execução existentes no gesto motor.

Saúde - Especializações Precoce

Tornou-se um fato comum: meninos de 10 ou 11 anos, com o apoio de seus responsáveis, assinando contrato com clubes de futebol. Outras modalidades ainda não aderiram a tamanho radicalismo, mas já procuram novos talentos que estão no início da adolescência. Essa situação significa que, desde cedo, a criança é vista como um futuro atleta (e é cobrado dela que seja um).
O renomado doutor João Batista Freire, autor do livro Pedagogia do Futebol, afirma que a inserção de crianças em categorias de faixa etária superior à sua não ocasiona maiores transtornos a elas. Entretanto, Freire se refere a casos em que as “escolinhas” têm um caráter meramente formativo, não visando ao alto rendimento. Assim, essa teoria não se aplica à inserção em categorias de base de equipes profissionais.
Os meninos e meninas que iniciam a carreira de atleta muito precocemente, de certa forma, não vão usufruir os vários benefícios inerentes ao jogo, como o caráter lúdico, a sociabilidade, a consciência corporal e o respeito às regras. Essas crianças vivem outro tipo de prática esportiva: aquela permeada por cobranças, rigor, seriedade, enfim, pela busca da vitória a qualquer custo. Ou seja, aquilo que deveria ser algo divertido, relacionado ao lazer, passa a exigir uma grande responsabilidade da criança, que, abruptamente, passa a ver essa atividade como trabalho.
Mesmo o ganho no desenvolvimento físico é bastante questionável. Atletas que iniciaram a carreira prematuramente — como o jogador Ronaldo, por exemplo — apresentam um alto índice de lesões, principalmente articulares e musculares, decorrente do excessivo esforço físico e do constante choque com outros atletas.
Hoje, há um consenso com relação ao fato de que, para ser um atleta de ponta, é necessário aprender a conviver com a dor. Independentemente da modalidade, são raros os casos em que o jogador chega à idade-ápice (entre 25 e 30 anos) sem ter tido pelo menos uma lesão grave. Em algumas situações, jovens atletas renomados e com um futuro promissor em sua modalidade são obrigados a encerrar a carreira em virtude de lesões crônicas — que, às vezes, chegam a ocasionar mutilações. E a principal causa dessas constantes e sérias lesões é o início precoce numa atividade física profissional.
Outra questão problemática é a ética. Embora o caráter lúdico desperte na criança o gosto pelo esporte (podendo mais tarde se tornar um hábito que proporciona qualidade de vida e saúde), a prática precoce nas categorias de base dos clubes profissionais e até em algumas “escolinhas” estimula uma competitividade exacerbada. Burlar regras, usar as infrações como recurso do jogo, ingerir substâncias ilícitas para aumentar o rendimento e falsificar documentos alterando a idade são fatos comuns nesse tipo de prática esportiva que precede o profissionalismo, e as crianças acabam acostumando-se com esse tipo de atitude.
Outro caso que tem se acentuado nos últimos anos não diz respeito ao esporte em si, mas à procura pelas academias de ginástica. Se anteriormente a preocupação com a estética era típica da adolescência, hoje também desperta o interesse das crianças. E a atividade mais procurada é a musculação, pois proporciona ganhos de forma mais rápida. Entretanto, os equipamentos são construídos para indivíduos adultos, podendo causar danos posturais à criança. Além disso, o esforço repetitivo com grandes cargas pode ocasionar lesões crônicas; e o trabalho com peso, inibir o crescimento ósseo. Assim, é recomendado que a criança vivencie a prática da musculação apenas de forma lúdica, ou seja, como uma brincadeira, com cargas simbólicas (isto é, sem peso algum), visando, sobretudo, à ambientação.
Nesse sentido, cabe uma reflexão sobre a necessidade (ou não) da especialização precoce de crianças e adolescentes em se tratando de práticas físicas. A princípio, a recomendação geral é simples: moderação. Essa é a palavra-chave.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dicas para para se trabalhar com portadores de Sindrome de Down

Não é nossa intenção trazer aqui uma série de atividades prontas para que sejam aplicadas nas aulas de educação física para a criança portadora de síndrome de Down. Até porque o autor não percebe muitas diferenças da educação física para os ditos normais daquela outra dita, para os "deficientes", ou seja, a educação física especial ou "adaptada" (a nomenclatura varia de uma instituição para outra).

Assim, quanto menos fizermos adaptações nas nossas aulas, mais nossos alunos se sentirão capazes de realizações idênticas aos seus pares considerados normais. E, em verdade, parece que a educação física é, em sua essência, adaptada. Senão vejamos: quando aplicamos o conteúdo vôlei, por exemplo, para as crianças do ensino regular, fazemos algumas adaptações no que se refere ao jogo institucionalizado propriamente dito.

Podemos aumentar o número de jogadores, diminuir o tamanho da quadra, abaixar a rede, entre outros. Esse exemplo, respeitando suas particularidades, serve também para o futebol, o handball, a natação, etc.

Poderemos também vislumbrar um esporte (se for esse o conteúdo) da escola e não na escola (Bracht, 1992). O esporte da escola estaria subordinado aos interesses, necessidades, aspirações e inspirações do educando. A competição exacerbada, o princípio do rendimento a todo custo, o jogar contra o outro, as regras rígidas, por exemplo, não seriam as preocupações maiores daquele educador comprometido com a busca de uma fundamentação teórica mais consistente para desenvolver uma prática sócio-educativa coerente e identificada com as demandas de uma
educação voltada para a (re)construção humana. Esse educador possibilitaria, assim, "a geração de novas formações sociais" (Gamboa, 1991).

Parece também que a educação física "adaptada", para alguns, constituise em uma atividade bem diferente, porque atende a pessoas muito diferentes. Pensando assim, quanto mais adaptada se tornar a educação física para essa população e para todas as pessoas consideradas "deficientes", mais iremos promover e, assim, consagrar a deficiência.

Carecendo ainda de uma sólida fundamentação científica e dados concernentes à natureza e às características da população Down,podemos afirmar que as práticas pedagógicas em educação física, ao priorizarem jogos simbólicos e linguagem, esquema corporal, coordenação viso-motora, organização espaço-temporal, exercícios de atenção visual, auditiva e tátil, fortalecimento da musculatura respiratória, melhora da postura, do tônus e do equilíbrio darão contribuição de capital importância para a promoção da aprendizagem e bem-estar físico da criança portadora de síndrome de Down.

A seguir listarernos algumas sugestões ao professor-educador para que ele possa realizar intervenções pedagógicas mais coerentes com a realidade do aluno. Faz-se necessário frisar que o autor entende a formação profissional, em qualquer área de estudo, como um eterno vir a ser. Sem deixar discutir, obviamente, problemas concretos da realidade que se mostra, nem abandonandoconhecimentos já adquiridos anteriormente pelo professor.

1 . Convém trabalhar com grupos pequenos nas fases iniciais. Às vezes é preciso personalizar o trabalho, sobretudo quando o professor é ainda incipiente;

2. as explicações devem ser acompanhadas de demonstrações, que devem ser claras e breves;

3. utilize seus conhecimentos e adapte-os quando for necessário no sentido de atender à individualidade do aluno;

4. varie as atividades, a fim de obter a atenção e o prazer;

5. sempre que possível, socialilize a criança portadora de Síndrome de Down com os outros alunos. Lembre-se: a integração e a normalização, entre outras, são parte de nossa bandeira;

6. progrida lentamente, oferecendo primeiramente atividades familiares (Seaman & De Pauw, apud Rosadas, 1994);

7. promova a autoconfiança de seu aluno;

8. converse com todos os interessados (pais e toda a equipe que trabalha com você) a respeito de sua conduta pedagógica;

10. registre, por meio de anotações, fotografias, filmagens, todos os momentos de suas aulas;

11. procure não improvisar, tirando sua aula "do colete". Prepare-as sempre;

12. cultive nos alunos o gosto pela descoberta e pela busca de novos conhecimentos;

13. atualize-se! Atualize-se! Atualize-se!

Corpo em Movimento: SISTEMA AERÓBIO E ANAERÓBIO: TRANSFERÊNCIA DE ENER...

Corpo em Movimento: SISTEMA AERÓBIO E ANAERÓBIO: TRANSFERÊNCIA DE ENER...: "Quando grandes quantidades de energia são liberadas durante o exercício, a energia utilizada para o calor é bastante para aumentar a tempe..."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

LUTAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Não há dúvidas que o estudo das Lutas são importantes pois como diz na DCE de Educação Física: "as lutas devem fazer parte do contexto escolar, pois se constituem das mais variadas formas de conhecimento da cultura humana, historicamente produzidas e repletas de simbologias" (...). Por isso, trazemos neste informativo recursos de alguma forma relacionados com essa temática.

Leia as descrições, estude as aplicações, baixe e utilize. Depois, envie-nos o relato de suas experiências para compartilharmos com os colegas. Bom trabalho!


Recursos para Tv Multimídia



Recursos para o laboratório de informática


Em Foco: disponibiliza alguns recortes históricos, filosóficos e as características de algumas das  diferentes manifestações das lutas, assim como alguns de seus movimentos característicos.



Sugestões de Leitura


  • Artigos

Lutas na Educação Física escolar: fato ou boato?
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/mydownloads_01/singlefile.php?cid=36&lid=6580

A arte de crescer gingando: os benefícios que a capoeira pode trazer no desenvolvimento global
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/mydownloads_01/singlefile.php?cid=70&lid=1195

Vivenciando o karatê na Educação Física: um estudo de caso com alunos do ensino fundamental
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/mydownloads_01/singlefile.php?cid=70&lid=2433

Judô: da história à pedagogia do esporte
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/mydownloads_01/singlefile.php?cid=70&lid=2789

Estas são algumas possibilidades de conteúdos que você pode abordar por meio dos recursos apresentados. Mas, cabe a você professor, priorizar o que melhor atende às necessidades de aprendizado de seu aluno. Use sua criatividade e bom trabalho!

* Se você não deseja mais receber este informativo, por favor responda esta mensagem e escreva "Cancelar" no assunto do email.

Atenciosamente,

Marcelo Costa
Assessor Pedagógico - Educação Física
Portal Dia-a-dia Educação/DITEC/SEED
www.educacaofisica.seed.pr.gov.br

domingo, 19 de junho de 2011

A cultura corporal na escola

Este estudo decorre de inquietações provenientes de observações diretas, das experiências vividas, das trocas de idéias com colegas professores e dos conhecimentos adquiridos em literaturas especializadas, bem como do estudo da disciplina "Tendências da Educação Física Escolar", ministrada pela profª Drª Suraya Cristina Darido, UNESP/2003, sobre a prática docente na Educação Física, na educação básica, onde se valorize as inter-relações - cultura corporal1 e construção de conhecimentos, nas EMEFs2 da rede municipal de ensino da cidade de Piracicaba - SP, com crianças na faixa etária entre sete a dez anos de idade, ou, com crianças matriculadas no ensino fundamental, considerando o processo político-educacional vigente.
    Notamos que em algumas EMEFs, há entre os educadores3 uma lacuna referente à prática docente do componente curricular Educação Física, no que se refere a existência de uma dicotomia corpo e mente e suas implicações no ato didático pedagógico.
    Referimo-nos á postura dos educadores que se limitam a trabalhar as atividades que envolvem a construção de conhecimentos unicamente no interior da sala de aula, secundarizando, desta forma a cultura corporal, seus conteúdos e concepções, demonstrando creditar todo o processo de construção de conhecimentos esta centrado somente na ação cognitiva.
    Justificando que desta forma garantem a disciplina, harmonia e ordem. E que as manifestações de movimento atrapalham a construção de conhecimentos, pressupondo que impedem a concentração, tendo o ato motor como indisciplina ou desordem.
"Sem viver concretamente, corporalmente, as relações espaciais e temporais de que a cultura infantil é repleta, fica difícil falar em educação concreta, em conhecimento significativo, em formação para a autonomia, em democracia e assim por diante" (Freire, 1989, p.14).
    Observamos algum interesse das gestoras das EMEFs, em atender as determinações contidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96) que estabelece a Educação Física na educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral do educando. Às orientações sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacional, e Pareceres referentes ao mesmo, onde o educando é visto como um ser completo. E também as diretrizes indicadas na I Conferência Municipal de Educação (2001).
    Considerando este contexto e diante da transparência da ineficácia nos atos e ações pedagógicas no que tange à prática da Educação Física em EMEFs, muitas vezes, frustrante tanto para o educador, quanto para o educando, percebemos a necessidade de questionarmos tais ações e posturas, dada a importância dos movimentos em todas as fases da vida do ser humano e, sobretudo das crianças.
    Apesar destas questões que consideramos de suma importância, nosso propósito neste texto é analisar, sem conquanto avaliar os padrões existentes nas instituições e possivelmente apontarmos possibilidades e avanços, desenvolvendo um trabalho um trabalho que busca verificar como a cultura corporal pode subsidiar outras possibilidades de ensino na construção do conhecimento da criança, visando principalmente a superação da dicotomia corpo e mente.
    Pretendemos articular a temática "Cultura Corporal" à pedagogia, em especial á educação básica e à Educação Física, abarcando aspectos que dizem respeito aos adultos que atuam com crianças nos faixas etárias entre sete a dez anos ou matriculadas no ensino fundamental em três EMEFs da cidade de Piracicaba - SP.

2. Fundamentação teórica
    Nos dias atuais a Educação Física no ensino escolar, deve estar integrada ao projeto político e pedagógico da escola. Ao longo da história têm sido atribuído a Educação Física, incumbências diferenciadas que a caracterizaram/caracterizam como componente curricular responsável pela educação do corpo.
    A expressão, "componente curricular" é sinônimo de matéria escolar, matéria de ensino e identifica os conteúdos do currículo. O termo currículo, num sentido mais corrente designa o conjunto daquilo que se ensina e daquilo que se aprende; tendo como referencia alguma ordem de progressão, podendo inferir-se para além do escrito ou prescrito oficialmente, ou seja, o que é efetivamente ensinado e aprendido no interior da sala de aula, ou fora dela, enfim, currículo num sentido geral e abstrato é a dimensão cognitiva e cultural do ensino, qual seja, seus conteúdos, saberes, competências, símbolos e valores. (Forquin, 1996).
    Assim, currículo amplia o significado de organização disciplinar, do sentido de regras de conduta, para o sentido de organização disciplinar como: objetivos, partes e matérias do ensino.
    Diante do exposto, pode se dizer que um componente curricular é, no sentido de matérias de ensino, não apenas um constituinte do rol de disciplinas escolares, mas, um elemento da organização curricular da instituição.
    Em sua especificidade de conteúdos, traz uma seleção de conhecimentos que, organizados e sistematizados, devem proporcionar ao discente uma reflexão acerca de uma dimensão de cultura e que aliado a outros elementos dessa organização curricular, visam a contribuir com a formação cultural do aluno.
    Para compreender as principais influências que marcaram e caracterizaram a Educação Física, é necessário considerar suas origens no contexto histórico, especialmente no cenário brasileiro, ao qual, daremos ênfase.
    No século XIX a Educação Física esteve estreitamente vinculada ás instituições militares e médicas. A história de Educação Física em muitos momentos se confunde com as dos militares. Dois anos após a chegada da família real no Brasil, foi criada a Escola Militar pela Carta Régia de 04 de dezembro de 1810 com o nome de Academia Real Militar; a ginástica alemã é introduzida na escola militar em 1860; a escola de Educação Física da Força Policial do Estado de São Paulo foi fundada pela missão militar francesa em 1907 e o Centro Militar de Educação Física foi criado em 1922, com o objetivo de dirigir, coordenar e difundir o novo método de Educação Física e suas aplicações, ficando evidenciada a presença militar na formação dos primeiros professores civis de Educação Física.
    A Educação Física neste século foi entendida:
"Como um elemento de extrema importância para o forjar daquele indivíduo"forte", "saudável", indispensável à implementação do processo de desenvolvimento do país que, saindo de sua condição de colônia portuguesa,(...) buscava construir seu próprio modo de vida". (Castellani, 1991, p. 39).
    Nessa compreensão juntavam-se os médicos, que tinham a tarefa de passar à sociedade algumas das leis morais essenciais à família, os padrões de conduta física, moral e intelectual da nova família brasileira.
    A concepção denominada Educação Física Higienista era uma concepção particularmente forte nos anos finais do Império e no período da Primeira República (1889 - 1930), que se preocupava em instituir a Educação Física como agente de saneamento público, agindo como protagonista num projeto de assepsia social, tendo um papel fundamental na formação de homens e mulheres sadios, fortes, dispostos à ação.
    Para tal concepção a ginástica, o desporto, os jogos recreativos, etc., deveriam disciplinar os hábitos das pessoas no sentido de levá-las a se afastarem de práticas capazes de provocar a deterioração da saúde e da moral, o que comprometeria a vida coletiva. Assim, a perspectiva da Educação Física Higienista vislumbrou a possibilidade e a necessidade de resolver o problema da saúde pública pela educação.
"O envolvimento dos higienistas com a educação escolar se deu, portanto, dentro de compreensão desta como sendo uma extensão da educação familiar. Tratava-se, na verdade, de mostrar que a nefasta ação dos pais na educação de seus filhos, não se encerrava no ambiente familiar" (Castellani, 1991, p. 45).
    O liberalismo do início do século XX em nosso país acreditou na educação, na Educação Física e particularmente na escola, como redentora da humanidade. Sobre os ombros da educação e da escola foram depositadas as esperanças das elites intelectuais na construção de uma sociedade democrática e livre dos problemas sociais. Os liberais não titubeavam em jogar às costas da ignorância popular a culpa pelos problemas sociais que, em verdade, se originavam da perversidade do sistema capitalista.
    A função de assegurar a saúde e o vigor dos corpos, aumentando a reprodução e longevidade dos indivíduos, incrementar a população do país e melhorar os costumes privados e a moral pública, observa-se uma tentativa simplista de resolver os problemas da saúde pública na escola através da Educação Física.
    Vários pontos defendidos pelo pensamento liberal em relação à Educação Física, e que culminaram naquilo que estamos designando de Educação Física Higienista, estão vivos, ainda hoje, permeando os discursos de autoridades governamentais, de pedagogos, de médicos e professores de Educação Física.
    A Educação Física Higienista, preocupada com a saúde, perdeu terreno para a Educação Física Militarista (1930 - 1945), que derruba o próprio conceito de saúde, para vinculá-lo agora a saúde da Pátria.
    Esta concepção visava impor a toda sociedade padrões de comportamento estereotipados, frutos da conduta disciplinar própria ao regime de quartel, cujo objetivo fundamental era a obtenção de uma juventude capaz de suportar o combate, a luta, a guerra, enfim, a formação de um cidadão-soldado capaz de obedecer cegamente e de servir de exemplo para o restante da juventude pela sua bravura e coragem. É nessa construção do novo homem que podemos entender a Educação Física como uma disciplina necessária.
"A Educação Física será a própria expressão física da sociedade capitalista. Ela encarna e expressa os gestos automatizados disciplinados e se faz protagonista de um corpo"saudável", torna-se receita e remédio para curar os homens de sua letargia, indolência, preguiça, imoralidade e, desse modo para integrar o discurso médico, pedagógico...familiar". (Soares, 1994, p. 10).
    Fica ressaltado o valor e a função que a força física passa a ter no mundo industrial, pois ela poderia ser transformada em força de trabalho e vendida como mais uma mercadoria; era o único valor de troca que o trabalhador dispunha. Assim, os exercícios físicos passaram a serem entendidos como receita e remédio para os operários, julgando-se que, através deles seria possível adquirir corpos saudáveis, ágeis e disciplinados, exigido pela sociedade capitalista da época.
    Assim, a Educação Física deveria ser suficientemente rígida para elevar os cidadãos da nação à condição de servidores e defensores da Pátria. O seu papel seria de colaboração no processo de seleção natural, eliminando os fracos e premiando os fortes, no sentido da depuração da raça.
    A influência militarista na Educação Física brasileira é um componente forte e duradouro. Em 1921, através de decreto, impôs-se ao país como método de Educação Física oficial, o famoso "Regulamento nº 07", ou "Método do Exército Francês". Em 1931, quando do início da vigência da legislação que colocou como disciplina obrigatória nos cursos secundários, o "Método Francês" foi estendido à rede escolar. A Escola de Educação Física do Exército, fundada em 1933, funcionou praticamente como pólo aglutinador e coordenador do pensamento sobre a Educação Física brasileira durante as duas décadas seguintes. Somente na elaboração da Constituição de 1937 é que se fez a primeira referência explícita à Educação Física, incluindo-a no currículo como prática educativa obrigatória em todas as escolas brasileiras.
"Art. 131 - A Educação Física, o ensino cívico e trabalhos manuais serão obrigatórios em todas as escolas primárias, normais e secundárias, não podendo nenhuma escola de qualquer desses graus ser autorizada ou reconhecida sem que satisfaça essa exigência" (Brasil).
    A idéia central da concepção era o aperfeiçoamento da raça, seguindo assim as determinações impostas pelas falsas conclusões defendidas pela biologia nazifascista. A ordem e a disciplina dos militares tornaram-se marcantes na ginástica, sendo eles próprios os professores nas escolas, ou melhor, instrutores nas escolas, onde os alunos eram adestrados de acordo com os modelos apresentados por seus instrutores.
    Derrotado o nazifacismo após 1945, a Educação Física Militarista foi obrigada a se reciclar. Isto não significa, de maneira alguma, que a prática da Educação Física, após esta derrota, tenha se livrado dos parâmetros impostos pela Educação Física Militarista.
    A concepção Pedagogicista (1945 - 1964), é a concepção que vai reclamar da sociedade a necessidade de encarar a Educação Física não somente como uma prática capaz de promover saúde ou disciplinar a juventude, mas de ser uma prática eminentemente educativa. A ginástica, a dança, o desporto, etc, são meios de educação dos discentes. São instrumentos capazes de levar a juventude a aceitar as regras de convívio democrático e de preparar as novas gerações para o altruísmo, o culto a riquezas nacionais, etc. o sentimento corporativista de valorização do profissional da Educação Física permeia a concepção. Assim, é possível forjar um sistema nacional de Educação Física, capaz de promover a Educação Física do homem brasileiro, respeitando suas peculiaridades culturais, físico-morfológicas e psicológicas.
    Do final do Estado Novo até a promulgação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1961, houve um grande debate sobre o sistema de ensino brasileiro. A Lei 4024/61 estabeleceu a obrigatoriedade da Educação Física para o ensino primário e médio. Gradativamente o esporte ocupa mais espaço nas aulas de Educação Física com a introdução do Método Desportivo Generalizado, contrapondo aos antigos métodos de ginástica tradicional.
    As fortes influências da tendência tecnicista, sofridas na educação aparecem na Lei n. 5.540, em 1968 para o ensino superior e na Lei 5.692, em 1971 para o ensino de 1º e 2º graus, onde a Educação Física torna-se obrigatória em todos graus de ensino, teve seu caráter instrumental voltado ao desempenho técnico e físico do aluno.
    No âmbito escolar, a partir do Decreto n. 69.450 de 1971, considera-se a Educação Física como a atividade que por seus meios, processos e técnicas desenvolvem e aprimoram forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando. A falta de especificidade do decreto manteve a ênfase na aptidão física. A iniciação esportiva, a partir da quinta série, torna-se um dos eixos fundamentais de ensino em busca de novos talentos, para participar de competições internacionais representando a pátria. O efeito desse modelo não deu certo.
    O descontentamento cada vez maior da sociedade brasileira com o autoritarismo presente ao longo dos governos militares no final dos anos 70 passou a clamar pela abertura política - a redemocratização.
    Na Educação Física nacional, questionamentos e contestações das práticas e das políticas da época são travados. A produção literária na área passa a ser intensa e versa principalmente sobre as concepções que historicamente vinham formatando e orientando as suas práticas.
    Aos problemas que emergiam na Educação Física escolar neste período o Estado responderia com uma nova legislação em 1971.
    O contexto político se transformou, tivemos a Constituição de 1964 e o regime político passou a ser a ditadura militar, dando origem às novas leis. No âmbito educacional a Lei nº 5692/71 transforma os níveis em ensino primário e secundário, (ginásio e médio) em ensino de 1º e 2º graus, sendo este último profissionalizante, e a Lei nº 5540/68 que regulamentou o ensino superior.
    Na Lei nº 5692/71, a Educação Física torna-se obrigatória em todos os graus de ensino, e teve seu caráter instrumental voltado ao desempenho técnico e físico do aluno. A partir do decreto nº 6450 de 1971, a Educação Física é regulamentada como componente curricular do ensino de 1º e 2º graus, hoje ensino Fundamental e Médio.
    A Resolução SE nº 8, mais uma vez enfatiza a necessidade de constar a Educação Física no currículo escolar ao observar que ela "se constitui em componente curricular obrigatório em todas as séries do ensino de 1º e 2º graus, nos termos do Decreto Federal nº 6450/71". (São Paulo, 1985: 493). A Educação Física entendida, como componente curricular obrigatório, terá o planejamento de suas atividades subordinado á escola, de modo que contemple seu plano geral de trabalho e com ele se harmonize.
    Na área escolar, a legislação educacional indica que a Educação Física como componente curricular obrigatório, será tratada como "atividade", no ensino de 1º e 2º graus, "disciplina", quando se constituir em componente do Ensino Profissionalizante de Habilitação Específica de 2º grau para Magistério, compondo assim o Currículo Pleno da Escola para esta habilitação.
    Então, em termos de concepção de ensino, o Decreto nº 69.450/71 aponta a Educação Física para o campo da "Atividade", compreendendo-a como "esporte e recreação" no currículo escolar, como podemos ver no artigo 1º e 2º do mesmo.
"Artigo 1º - A educação física, atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desperta, desenvolve e aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando, constitui um dos fatores básicos para a conquista das finalidades da educação nacional.
Artigo 2º - A educação física desportiva e recreativa integrará, como atividade escolar regular, o currículo dos cursos de todos os graus de qualquer sistema de ensino"
(São Paulo, 1985, p. 117).
    Na década de 80 a Educação Física Escolar, voltada principalmente para a escolaridade de quinta a oitava séries do primeiro grau, passa a priorizar o segmento da primeira a quarta e também a pré-escola. Tira-se a função da Educação Física de promover os esportes de alto rendimento e o enfoque passa a ser o desenvolvimento psicomotor.
    Passa-se a discutir as relações entre educação Física e sociedade sob a influencia das teorias críticas da educação, sobre o seu papel e sua dimensão política. Há uma mudança de enfoque, amplia-se á visão da área biológica, enfatizando as dimensões psicológicas, sociais, cognitivas e afetivas, concebendo o aluno como um ser humano integral. Os objetivos da disciplina se embasam em objetivos educacionais mais amplos, o conteúdo torna-se diversificado e os pressupostos pedagógicos mais humanos, opondo-se á visão comportamentalista expressa no ensino esportivo. Nessa época, vários outros autores ganharam destaque com suas produções de cunho filosófico, sociológico, histórico, antropológico e pedagógico.
    Atualmente, com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a Lei nº 9394/96, a obrigatoriedade do ensino da Educação Física é de responsabilidade dos Conselhos Nacional e Estaduais de Educação, dos sistemas de ensino, bem como das próprias escolas.
"Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigidas pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
3º A educação física, integrada á proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da Educação Básica, ajustando às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos".
(São Paulo, 1998, p. 11-12).
    Souza e Vago (1997) comentam sobre o ensino de Educação Física em face á LDB e acentuam que é importante registrar que essa obrigatoriedade esta também explicitada no Parecer nº 376/97, de 11/06/97, do Conselho Nacional de Educação, que reafirma o parágrafo terceiro do artigo 26 da LDB, enfatizando que a Educação Física é, sim, componente curricular da educação básica, cuja oferta deverá estar integrada á proposta pedagógica da escola. Também o Parecer nº 5/97, de 07/05/97, Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, garante que os componentes curriculares que integrarão a base comum nacional somam-se á Educação Física, nos termos da Lei.
    O Ministério da Educação e do Desporto, através da Secretaria da Educação Fundamental (MEC/SEF), mobilizou a partir de 1994 um grupo de professores pesquisadores no sentido de elaborar os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Em 1997, foram lançados os documentos referentes aos 1º e 2º ciclos (primeira á quarta séries) do Ensino Fundamental e no ano de 1998 os relativos aos 3º e 4º ciclos (quinta á oitava séries), incluindo um documento específico para a área de Educação Física. De acordo com o grupo que organizou os Parâmetros Curriculares Nacionais, esses documentos têm como função primordial subsidiar a elaboração ou versão curricular dos estados e municípios, dialogando com suas propostas e experiências já existentes, incentivando a discussão pedagógica interna às escolas e a elaboração de projetos educativos, assim como servir de material de reflexão para a prática de professores. Ou seja, um referencial para todo o país, que procura respeitar as diversidades regionais, culturais, políticas, permitindo aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.
"Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física trazem uma proposta que procura democratizar, humanizar e diversificar a prática pedagógica da área, buscando, ampliar, de uma visão apenas biológica, para um trabalho que incorpore as dimensões afetiva, cognitiva e sociocultural dos alunos. Incorpora, de forma organizada, as principais questões que o professor deve considerar no desenvolvimento do seu trabalho, subsidiando as discussões, os planejamentos e avaliações da prática de Educação Física"(Brasil, 1998, p. 15).
    Depois do breve retrospecto histórico realizado, buscando entender a inclusão da Educação Física como componente curricular, das orientações advindas das mudanças legais, passaremos a enfocar o desenvolvimento infantil sob os parâmetros teorizados por Vygotsky.
    Ao falarmos de desenvolvimento, não podemos deixar de citar o autor principal, em nossa opinião, Lev Semenovich Vygotsky, nasceu em Orsha, na Bielo-Rússia, em 1896 e faleceu prematuramente aos 34 anos de idade. Foi um dos teóricos que buscou uma alternativa na linha do materialismo dialético para o conflito entre as concepções idealista e mecanicista da psicologia, construiu propostas teóricas sobre temas relacionados ao pensamento e linguagem e processo de desenvolvimento da criança.
    Vygotsky uniu diversos postulados de sua teoria histórico-cultural, com a perspectiva interacionista, dando enfoque na organização social do ambiente do discente em desenvolvimento, na própria teoria do desenvolvimento, combinou o papel ativo da criança - o ator no ambiente - com o domínio das atividades semióticas (construção e uso de signos). Derivou de sua perspectiva histórico social e do fato de suas teorias educacionais terem sido aceleradas por sua aceitação da "forma ideal" que estava presente a sua volta, enquanto o conceito do ambiente baseado em classes foi rejeitado.
    A relação entre o desenvolvimento cognitivo e aprendizagem, foi retomada por Vygotsky nos anos finais de sua vida, sendo que o desenvolvimento infantil foi um de seus grandes interesses. Portanto, a questão central do pensamento de Vygostky, que enfocaremos, é a relação entre os processos de desenvolvimento e de aprendizagem. Essa relação se dá através de processos interligados, imersos em um contexto cultural que oferece os aparatos necessários ao funcionamento psicológico que são movidos por mecanismos de aprendizagem, ocasionados externamente. Esses processos ocorrem constantemente na relação do indivíduo com o meio.
    Para o autor o desenvolvimento infantil é visto a partir de três aspectos: instrumental, cultural e histórico.
    O primeiro se refere à natureza mediadora das funções psicológicas superiores, que não apenas respondem aos estímulos oferecidos pelo ambiente, mas os altera usando essas alterações como instrumentos para modificação de comportamento.
    O aspecto cultural da teoria envolve os meios socialmente organizados para os diferentes tipos de tarefas que a criança em desenvolvimento enfrenta, sendo considerados neste, instrumentos mentais e físicos de que a criança pequena dispõe para dominar aquelas tarefas.
    O elemento histórico funde-se com o cultural, pois os instrumentos foram criados e modificados ao longo da história da civilização. Os instrumentos culturais aumentaram as facilidades do ser humano e estruturaram seus pensamentos, de modo que se não tivéssemos a linguagem escrita e a aritmética, talvez não possuíssemos a organização dos processos superiores tal como é hoje.
    Assim, para Vygotsky, a história da sociedade e o desenvolvimento do ser humano caminham juntos e, estão inter relacionados, que não é possível separá-los. Foi com essa perspectiva que Vygotsky estudou o desenvolvimento infantil.
    Das constantes interações constantes entre crianças e adultos, procuram ativamente incorporá-las em suas relações e em sua cultura. No inicio, as respostas são dominadas por processos naturais, especialmente aqueles da herança biológica. Ë através da mediação do adulto que os processos psicológicos mais complexos tomam forma, gerando uma interiorização dos meios de operacionalização das informações, meios historicamente determinados e culturalmente organizados.
    No estudo feito por Vygotsky, sobre o desenvolvimento da fala, fica bem claro que inicialmente os aspectos motores e verbais do comportamento estão misturados. A fala envolve os elementos referenciais, a conversação orientada pelo objeto, as expressões emocionais e outros tipos de fala social. A fala começa a adquirir traços demonstrativos, indicando o que esta fazendo e de que esta precisando, faz distinções para outros com o auxílio da fala e começa a fazer distinções para si própria, assim vai adquirindo função de auto-direção.
    O desenvolvimento é baseado sobre o plano das interações. Todos os movimentos e expressões das crianças são importantes para o adulto, que os interpreta e os devolve com ação e ou com fala.
    Para Vygotsky, as funções psicológicas emergem e se consolidam no plano da ação entre pessoas e tornam se internalizadas, transformando-se para construir o funcionamento interno, considerando, portanto, as relações sociais como construtivas das funções psicológicas.
    O desenvolvimento cognitivo foi compreendido como uma conseqüência do conteúdo a ser apropriado pela criança e das relações que ocorrem ao longo do processo de educação e ensino. As preocupações com o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, com as questões do desenvolvimento e da aprendizagem, da criatividade, do brinquedo, da relação entre o pensamento e linguagem, da aquisição da linguagem escrita e da educação de crianças excepcionais, foram focos de atenção do autor durante sua vida e desenvolvidos através de experiências com situações reais.
    Para Vygotsky, as possibilidades de aprendizagem não se encontram na dependência do nível de desenvolvimento mental alcançado pelas crianças. Via o desenvolvimento mental das crianças retrospectivamente, desenvolvimento real, processos já amadurecidos e prospectivamente, processos que ainda estavam em formação. Elaborou o conceito de zona de desenvolvimento proximal que é definida como:
"a distancia entre o nível de desenvolvimento real que se costuma determinar através de soluções independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de soluções de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com companheiros mais capazes".
    Passaremos a discutir a investigação da pratica pedagógica dos professores envolvidos no contexto de EMEFs, suas posturas frente ao componente curricular.

2.1. A pratica pedagógica
    Pra que possamos efetuar a verificação pretendida, talvez um passo necessário seja considerarmos que as interações entre crianças e adultos acontecem por intermédio dos seus corpos que estão imersos em um determinado contexto. Esse contexto determina modos de ser, agir... Olhares, gestos, expressões, falas, representações, são manifestações que são comunicadas e compreendidas por intermédio de códigos e ou signos.
    Questões decorrentes desse contexto tornam difíceis as respostas á questão principal deste artigo e algumas hipóteses podem ser consideradas como a de que a cultura do adulto, professor leva-os a um "esquecimento" do tempo da infância.
    O professor exerce sua função na escola, sendo um elemento importante de ligação entre os contextos interno e externo - a escola e a sociedade - o conhecimento e o discente. Não devemos desconsiderar que o professor é fruto de um determinado contexto histórico e social.
    Vários estudos abordam a formação acadêmica dos professores, dentre eles gostaríamos de destacar o trabalho de Darido (1999) que constata que nem sempre os conhecimentos adquiridos quando da formação são utilizados durante a prática pedagógica. Embora o trabalho verse especificamente sobre a área de educação física, e considerando a dimensão desta verificação, diríamos que certamente há em outras áreas o mesmo tipo de ocorrência.
    Contudo para a concretização deste estudo olharemos para as posturas que marcam a pratica pedagógica dos professores das EMEFs diante da Educação Física Escolar.
    A escuta das profissionais que atuam nas EMEFs demonstrou "faltas"decorrentes de seu processo de formação que se evidenciam numa certa "incapacidade" de perceberem como conteúdos os componentes da Educação Física como as brincadeiras, o jogo e o próprio movimento corporal das crianças e analisá-los para além do aspecto funcional de contribuição para a melhoria cognitiva.
    Em observações, pudemos constatar quanto às professoras, que as mesmas mantém atitudes formais com relação aos discentes, as aulas são caracterizadas pelo cumprimento rigoroso, mecânico e ritmado dos exercícios, isso posto em duas das EMEFs verificadas, pois em uma terceira se constata a ausência total da disciplina Educação Física Escolar, sendo seu horário utilizado para consecução de "tarefa de casa" ou "aula de reforço escolar". Alem disso na educação física dessas EMEFs, há a ausência de ludicidade e prazer, sendo as relações impessoais e distanciadas.
    Em conversas informais com as docentes foi solicitada a colaboração de profissionais qualificados4 e que as mesmas apontam como principal dificuldade à falta de conhecimento na área dentro da faixa etária trabalhada, também de uma definição pedagógica por parte da Secretaria Municipal de Educação, assim como própria escola.
    Constatamos que nas EMEFs há uma certa quantidade de matérias de apoio (técnicos), porém não há materiais teóricos, já que uma das dificuldades das professoras é a falta de conhecimento também no aspecto teórico. Por parte da Secretaria Municipal de Educação, não existe até a presente data e nunca houve um acompanhamento da Educação Física escolar, o oferecimento de suporte pedagógico ou uma supervisão que possa contribuir para a operacionalização da Educação Física nas EMEFs.
    De nossa observação feita com os discentes, pudemos notar que quando brincam, eles o fazem para satisfazer uma necessidade básica que é viver a brincadeira. No entanto, a insistência de que a brincadeira precisa ter um caráter "pedagógico", limita as possibilidades e impede a recriação de expressões.

2.2. Algumas considerações
    Diante desse recorte apontamos como possibilidade imediata propostas que visem instrumentalizar as professoras para criar condições para efetivação da Educação Fisica, buscando o desenvolvimento integral do discente, também via cultura corporal, rompendo com a dicotomia corpo e mente, de acordo com a realidade de cada EMEF, embasando na concepção de que a Educação Física também é um componente curricular e como tal deve ser tratada, considerando o discente como parte integrante do processo, como participante efetivo do mesmo e levando em consideração o meio social no qual se insere, e ainda apresentar algumas contribuições para uma discussão para uma proposta de educação básica, plenamente inserida no projeto político pedagógico e no contexto real escolar, inter-relacionando todas as disciplinas.
    Entendemos que qualquer proposta, trás como pano de fundo, um processo político social, ou seja, somente o resultado de determinadas decisões de caráter político, possa conduzir a uma revisão dos programas e planejamentos, é possível, no entanto, apontarmos em que contexto a articulação do ensino fundamental esta contemplando a Educação Física nas EMEFs do município de Piracicaba -SP.

Notas:
  1. Segundo interpretamos em Coletivo de Autores (1992), Cultura Corporal...
  2. Escola Municipal de Ensino Fundamental - EMEF.
  3. Cabe aqui destacar que no município de Piracicaba SP não há profissionais da Educação Física atuando em EMEFs.
  4. Entendido por elas como professores de Educação Física, que possam atuar em conjunto na escola.

Benefícios indicações e contra indicações do Pilates de solo

É ótimo para quem precisa melhorar a postura e a respiração. Embora pareça ser um exercício novo, o Mat Pilates é conhecido há 83 anos. Esse método visa um condicionamento físico integral, promovendo realinhamento postural e melhora da respiração, resultando em corpo harmonioso e sadio, além de melhor desempenho nas atividades físicas para seus praticantes. O exercício deve ser executado em solo forrado com EVA ou tatame.

Para quem prefere evitar o agitado ambiente das academias o método é ideal, permitindo um corpo malhado, sem puxar ferro e sem o barulho das músicas altas. O fortalecimento do abdômen é um dos alvos fundamentais exclusivos do pilates, essa região do corpo precisa ser ativada para que, a coluna seja protegida durante os movimentos e a respiração seja realizada de maneira gradativa.O Mat Pilates zela pela qualidade do que pela quantidade de repetições.

Há uma variedade de movimentos que devem ser feitos com concentração e consciência corporal. A base do método é feito nos aparelhos. Esse centro de força permanece contraído durante todo o tempo, dando sustentação para a movimentação solta, fluída, das pernas e braços.

Um dos grandes princípios é o alinhamento do centro e a respiração, isto é, alinhamento dos três pontos da coluna vertebral, isso é feito sempre respeitando sempre as curvas fisiológicas.

Os principais benefícios são:

- Melhora a flexibilidade e o equilíbrio;
- Estimula a consciência corporal global;
- Melhora a respiração;
- Corrige a postura;
- Alivia o estresse físico e mental
- Tonifica e fortalece integralmente o corpo.


Indicações:

- Praticantes de qualquer atividade física;
- Indivíduos sedentários;
- Pessoas com estresse e dores nas costas;
- Sem restrições, para pessoas que tenham mais de 14 anos.
- Contra indicações:
- Pessoas que não tenham autorização médica para realizar atividades físicas ou indivíduos hipertensos, sem controle com medicamentos.

sábado, 18 de junho de 2011

Educação Física

Educação Física
Por Revista Época.com.br

imagem de duas criançãs na frente da tv.Estudo de Harvard alerta sobre o danos à saúde associados com o excesso de tempo assistindo a televisão.

Uma revisão de estudos realizados desde 1970, na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália, mostra que mais de duas horas diárias assistindo a TV aumentam o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Mais de três horas do hábito por dia elevam as chances de morte prematura diz a pesquisa da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. A cada duas horas adicionais diárias de TV, o risco de diabetes 2, problemas cardiovasculares e morte prematura crescem 20%, 15% e 13%, respectivamente. A relação entre o tempo gasto em frente à TV e a saúde envolve outros hábitos como o sedentarismo e a alimentação ruim (os petiscos) associados ao passatempo.

“A mensagem é simples: reduzir o hábito de ver TV pode diminuir significativamente o risco dessas doenças", afirma Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia, um dos autores da pesquisa. "Não devemos apenas aumentar a atividade física, mas também reduzir os comportamentos sedentários", diz.

O estudo foi publicado nesta quarta-feira (15), na edição do Journal of the American Medical Association.

De acordo com os pesquisadores, muitas pessoas em todo o mundo dividem seu tempo entre o trabalho, as horas de sono e o tempo gasto diante da TV. Os europeus passam, em média, 40% do tempo livre vendo televisão, o que corresponde a cerca de três horas por dia; os australianos, 50%. Os americanos ficam, em média, cinco horas por dia assistindo a TV.

Anders Grøntved, o outro autor do estudo, afirma que esse é um fator de risco pode ser reduzido e que novas pesquisas devem analisar os efeitos de novos aparelhos de mídia na saúde.



Esta notícia foi acessada em 17/06/2011 no sítio Revista Época. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tênis e seus beneficios para a saúde

O tênis é uma das atividades físicas mais completas e exige muito esforço e dedicação do atleta. Por isso, e aproveitando que esta terça-feira, 9 de junho, é o Dia Mundial do Tenista, decidimos homenagear esse esporte que, além de trazer uma série de benefícios para a saúde e para a mente, também é opção para quem quer entrar em forma.

Uma das principais vantagens do esporte é que, durante a aula ou o treino, o atleta trabalha todo o corpo. 'O tênis é uma atividade que possibilita elevado gasto calórico ao mesmo tempo em que trabalha força muscular. Portanto, além de auxiliar na perda de peso, ele exige um grande esforço das pernas para se locomover, do abdômen para sustentação e dos braços, ombros e costas para os movimentos com a raquete', explica do professor Marcos César, do Leme Tênis Clube, no Rio de Janeiro.

Ganhe massa muscular

Foi graças ao tênis que a estudante Laura Ercolin, 22 anos, conseguiu desenvolver músculos e transformar seu corpo. 'Como eu sou bem alta e sempre fui magrinha, tinha muita dificuldade para ganhar massa muscular. Pratico o esporte há sete anos e, desde então, ganhei músculos principalmente nas pernas e nos braços', conta Laura, que também passou a correr, para ganhar mais resistência, e a fazer musculação, para garantir fortalecimento muscular.

O professor Marcos César explica que, apesar de o tênis ser considerado um exercício bastante completo, ele deve ser aliado a outras atividades para proporcionar melhores resultados para o corpo. 'É importante que a pessoa concilie o tênis com alguma outra atividade aeróbica, como esteira ou bicicleta, pelo menos duas vezes por semana, e com a musculação, para auxiliar no ganho de massa muscular. Além disso, o fortalecimento muscular aliado ao alongamento vai prevenir lesões', aconselha o professor.

Detone calorias

O tênis também é opção para quem quer perder peso. Segundo Marcos César, uma hora de treino pode queimar entre 200 e 500 calorias, dependendo da categoria do atleta. Foi isso o que motivou a psicóloga Anamaria Soares, 26 anos, a começar a praticar o esporte. Dois anos de sedentarismo renderam a ela nove quilos extras e, para recuperar a boa forma, Anamaria resolveu fazer dieta e começar a jogar tênis. Foi tiro e queda! 'Consegui emagrecer 11 quilos em apenas quatro meses', comemora.

Atualmente, Anamaria continua se dedicando ao esporte, mas apenas com o objetivo de não voltar a engordar. 'Não preciso mais de dieta. Mesmo assim, jogo tênis três vezes por semana para manter o meu peso. Acredito que se parasse com o esporte, engordaria novamente, pois teve uma época em que precisei dar uma parada por dois meses e percebi uma diferença na silhueta', conta.

Ganhos para a saúde

Além de ajudar a emagrecer e desenvolver músculos, o tênis traz uma série de benefícios para a saúde. Segundo o professor Marcos César, o esporte melhora a capacidade cardiovascular e respiratória, reduz os riscos de ataques cardíacos e outras doenças vasculares, ajuda na prevenção da osteoporose e auxilia no bem-estar físico e mental, diminuindo a ansiedade, o estresse e a depressão.

Além disso, trata-se de uma atividade bastante intensa e que exige rápidos movimentos, melhorando a coordenação motora e os reflexos de quem a pratica. E o melhor disso tudo é que qualquer um pode praticar o esporte: 'Não há contraindicações, qualquer pessoa de qualquer idade pode jogar tênis, desde que respeitando os seus limites', esclarece Marcos César.

Mesmo assim, é importante ter certo preparo físico, afinal nesse esporte não tem moleza: 'O tênis é um esporte de explosão, que nos faz gastar muita energia. Após uma aula ou uma partida fico bastante cansada, saio suada e às vezes com dor nos braços e nas pernas', conta a estudante Laura Ercolin. Mesmo assim, o prazer é tanto que ela não quer parar. 'Apesar do cansaço, sempre quando uma partida termina sinto vontade de jogar outra. Jogar tênis é uma delícia!'.

Anamaria Soares também acredita que o fator decisivo para ela ter atingido a boa forma foi ter achado uma atividade física que considera prazerosa: 'Eu amo jogar tênis, realmente me encontrei nesse esporte. E não há nada melhor do que uma atividade que nos proporcione prazer, pois isso faz um bem enorme para o corpo e para a alma'. 

Fonte: Bemleve.com.br

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA TURMAS DE (EJA) EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Aulas de Educação Física para turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) são obrigatórias e importantes? A resposta para a pergunta é sim, embora muita gente ache desnecessário trabalhar as questões corporais quando a preocupação maior deveria ser aprender a ler, escrever e fazer contas.

A presença da disciplina na grade curricular é prevista desde 2001 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e facultativa para estudantes que trabalham, têm filhos ou são maiores de 30 anos, e oferecida em algumas escolas fora do horário regular - fatores que contribuem para marginalizar o estudo das práticas corporais.

"O físico adulto não é imutável ou um amontoado de partes. Está em constante movimento e forma um sistema integrado com o ambiente e a cultura, tal como o infantil. Não há motivo para deixar de estudá-lo e explorá-lo na EJA também", afirma Marcos Neira, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Para planejar as aulas, inclusive as teóricas (que têm prioridade na EJA), é fundamental levar esses pontos em consideração. "Além de ajudar o aluno a se ver como sujeito histórico, é preciso dar meios para ele perceber a diferença entre esforço e movimento, por exemplo. São questões a ser discutidas antes das técnicas específicas, como ensaiar o drible no futebol", explica Lorita Maria Weschenfelder, professora do curso de Educação Física da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Fica claro que a disciplina não pode se resumir à recreação ou a reflexões simplistas sobre a qualidade de vida. O professor tem de atuar de maneira intencional, fornecendo subsídios para que os estudantes ressignifiquem o que já conhecem sobre as práticas corporais e desenvolvam novos entendimentos sobre o corpo humano. Confira as três principais estratégias didáticas para colocar tudo isso em prática.

Fonte: Revista Escola


sábado, 11 de junho de 2011

PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 218/1997
Reconhece como profissionais de saúde de nível superior as seguintes categorias: assistentes sociais, biólogos, profissionais de educação física, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, médicos veterinários, nutricionistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais.
(FONTE: www.datasus.gov.br)

sábado, 4 de junho de 2011

A Educação Física escolar: a base de tudo


A Educação Física, pela suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente nas crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, deve ser disciplina obrigatória nas escolas primárias e secundárias, devendo fazer parte de um currículo longitudinal. Não se deve tratar a Educação Física com descaso. É vergonhoso ver jogos, gincanas e competições substituírem verdadeiras aulas de Educação Física. Isso é muito bom para privilegiar quem tem habilidades motoras acima da média privilegiando uns em detrimento de outros. Onde fica a grande maioria que não possui essa tal habilidade? Na torcida? Aplaudindo?

A qualidade nas aulas de educação física

Para que as Instituições de Ensino possam zelar pela qualidade de suas aulas, num primeiro momento necessitam realmente acreditar que a Educação Física escolar deve ter o mesmo grau de importância das demais disciplinas que compõe o ensino. Devem compreender a real contribuição da Educação Física para a formação dos jovens. Num segundo momento, contratar profissionais que além de se enquadrarem a proposta pedagógica da escola, privilegiem uma educação física onde o movimento humano seja um meio de crescimento e, não um fim em sí mesmo.

De modo que a Educação Física possa contribuir para a melhoria da nossa sociedade, existem algumas referências, pelas quais deve:

- Promover os seus beneficiários com o desenvolvimento de habilidades motoras, atitudes, valores e conhecimentos, procurando levá-los a uma participação ativa e voluntária em atividades físicas e esportivas ao longo de suas vidas;
- Ser ministrada numa ambiência de alegria, em que as práticas corporais e esportivas sejam prazerosas;
- Propiciar vivências e experiência de solidariedade, cooperação e superação;
- Valorizar práticas esportivas, danças e jogos nos conteúdos dos seus programas, inclusive as atividades que representam a tradição e a pluralidade do patrimônio cultural do país e das suas regiões;
- Ser meio de desenvolvimento da cidadania nos beneficiários e de respeito ao meio ambiente.

A importância do Conselho Regional da Educação Física

Os Conselhos Regionais de Educação Física como nossos representantes bem próximos, são de extrema importância para a melhoria da qualidade da nossa Educação Física, não só das academias, mas também nas escolas. Todas as profissões devem ser disciplinadas e ter uma entidade forte para trazer conquistas para a categoria.

A Educação Física por muito tempo ficou relegada ao segundo plano nos currículos escolares. Com o fortalecimento da Entidade que nos rege, sem sombra de dúvidas a Educação Física será fortalecida e mais valorizada.

O profissional da Educação Física - um profissional da saúde

A Educação Física no exercício da Educação para a saúde tem como função desenvolver hábitos nas pessoas de prática regular de atividades físicas. Atuando preventivamente na redução de enfermidades relacionadas com a obesidade, diabetes, a hipertensão, patologias cardio-respiratórias, osteoporose, algumas formas de câncer e depressões, contribuindo para a qualidade de vida de seus participantes.

Através do respeito a leis biológicas de individualidade, do crescimento, do desenvolvimento e da maturação humana, a Educação Física vai desenvolver em seus alunos o respeito pela sua corporeidade e das outras pessoas, percebendo e compreendendo assim, o papel real da atividade física realizada desde a infância na escola como meio de promoção e manutenção da saúde.

A Educação Física, LDB e os parâmetros curriculares nacionais

A Educação Física dentro dos novos parâmetros curriculares, contribui como elemento fundamental na formação de cidadãos críticos, participativos e com responsabilidade social.

Uma das metas da Educação Física no momento atual é promover a autonomia dos grupos e, no jogo, valorizar o universo da cultura lúdica. A cooperação, a inclusão social, a participação de todos, a criatividade e a diversidade cultural, aprendizagem e lazer, prazer e qualidade de vida são temas que estão sendo discutidos dentro das novas abordagens da Educação Física.

Sem dúvida nenhuma, passamos por um momento de ebulição teórica, com diversas propostas, contudo o que realmente importa, é que o professor esteja aberto às mudanças e que tenha a coragem de vivenciá-las juntamente com seus alunos.

Autores: Dr. Rogério da Cunha Voser e Esp. João Gilberto Giusti
Material retirado do Livro “O Futsal e a Escola: uma perspectiva pedagógica” da Editora Artmed.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

TABACO - APAGUE ESSA IDEIA

Por Pablo Tercedor Sánchez - Diário da Saúde

A prática de esportes e o consumo de cigarro estão diretamente relacionados, de acordo uma pesquisa feita por cientistas espanhóis.

Este estudo comprova que os adolescentes que praticam um esporte geralmente não fumam (8 em cada 10), e mais de 40% dos adolescentes entre 13 e 18 anos não praticam qualquer atividade física.

Fumo e atividade física

O artigo, publicado no jornal Nutrición e Hospitalaria, analisou a relação entre o fumo e os esportes em uma amostra de cerca de 3.000 estudantes de Granada, Madri, Murcia, Santander e Zaragoza, que responderam questionários sobre seus hábitos nos dois assuntos.

Os resultados mostram que 59,2% dos adolescentes são fisicamente ativos, embora haja diferenças significativas entre os sexos (71,1% dos meninos contra 46,7% das meninas). Esses percentuais coincidem com outros estudos similares feitos nos Estados Unidos, embora os resultados estejam abaixo dos verificados na França, onde 75% dos homens praticam um esporte, contra 58% das mulheres.

Garotas fumam mais

No tocante ao fumo, a pesquisa revelou que 15% dos adolescentes são fumantes regulares, com as mulheres fumando um pouco mais do que os homens. Há uma clara correlação entre a prática de atividades físicas e o consumo do tabaco - 80,9% dos voluntários fisicamente ativos afirmam que não fumam, contra 71,4% dos não-ativos.

Na opinião dos cientistas, esses resultados mostram a importância da adoção de medidas para promover a prática de esportes e erradicar o consumo de tabaco, já que está comprovado o quanto a atividade física, a alimentação e o consumo de álcool e fumo estão relacionados com a obesidade, diabetes, doenças coronárias, osteoporose e câncer.

Como parecer mais velho

Enquanto o nível de prática de atividades físicas nos adolescentes decresce à medida que eles ficam mais velhos, o consumo de tabaco aumenta, o que revela a importância da adoção de estratégias de intervenção nas duas condutas.

O trabalho também analisou as atitudes e motivações que encorajam o fumo entre os jovens, que incluem o uso da substância tóxica como um mecanismo para controlar o peso, um método para acalmar, uma curiosidade e parecer mais velho, entre outros.



Esta notícia foi acessada em 31/05/2011 no sítio Diário da Saúde.

Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.

Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




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TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".