quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dicas para para se trabalhar com portadores de Sindrome de Down

Não é nossa intenção trazer aqui uma série de atividades prontas para que sejam aplicadas nas aulas de educação física para a criança portadora de síndrome de Down. Até porque o autor não percebe muitas diferenças da educação física para os ditos normais daquela outra dita, para os "deficientes", ou seja, a educação física especial ou "adaptada" (a nomenclatura varia de uma instituição para outra).

Assim, quanto menos fizermos adaptações nas nossas aulas, mais nossos alunos se sentirão capazes de realizações idênticas aos seus pares considerados normais. E, em verdade, parece que a educação física é, em sua essência, adaptada. Senão vejamos: quando aplicamos o conteúdo vôlei, por exemplo, para as crianças do ensino regular, fazemos algumas adaptações no que se refere ao jogo institucionalizado propriamente dito.

Podemos aumentar o número de jogadores, diminuir o tamanho da quadra, abaixar a rede, entre outros. Esse exemplo, respeitando suas particularidades, serve também para o futebol, o handball, a natação, etc.

Poderemos também vislumbrar um esporte (se for esse o conteúdo) da escola e não na escola (Bracht, 1992). O esporte da escola estaria subordinado aos interesses, necessidades, aspirações e inspirações do educando. A competição exacerbada, o princípio do rendimento a todo custo, o jogar contra o outro, as regras rígidas, por exemplo, não seriam as preocupações maiores daquele educador comprometido com a busca de uma fundamentação teórica mais consistente para desenvolver uma prática sócio-educativa coerente e identificada com as demandas de uma
educação voltada para a (re)construção humana. Esse educador possibilitaria, assim, "a geração de novas formações sociais" (Gamboa, 1991).

Parece também que a educação física "adaptada", para alguns, constituise em uma atividade bem diferente, porque atende a pessoas muito diferentes. Pensando assim, quanto mais adaptada se tornar a educação física para essa população e para todas as pessoas consideradas "deficientes", mais iremos promover e, assim, consagrar a deficiência.

Carecendo ainda de uma sólida fundamentação científica e dados concernentes à natureza e às características da população Down,podemos afirmar que as práticas pedagógicas em educação física, ao priorizarem jogos simbólicos e linguagem, esquema corporal, coordenação viso-motora, organização espaço-temporal, exercícios de atenção visual, auditiva e tátil, fortalecimento da musculatura respiratória, melhora da postura, do tônus e do equilíbrio darão contribuição de capital importância para a promoção da aprendizagem e bem-estar físico da criança portadora de síndrome de Down.

A seguir listarernos algumas sugestões ao professor-educador para que ele possa realizar intervenções pedagógicas mais coerentes com a realidade do aluno. Faz-se necessário frisar que o autor entende a formação profissional, em qualquer área de estudo, como um eterno vir a ser. Sem deixar discutir, obviamente, problemas concretos da realidade que se mostra, nem abandonandoconhecimentos já adquiridos anteriormente pelo professor.

1 . Convém trabalhar com grupos pequenos nas fases iniciais. Às vezes é preciso personalizar o trabalho, sobretudo quando o professor é ainda incipiente;

2. as explicações devem ser acompanhadas de demonstrações, que devem ser claras e breves;

3. utilize seus conhecimentos e adapte-os quando for necessário no sentido de atender à individualidade do aluno;

4. varie as atividades, a fim de obter a atenção e o prazer;

5. sempre que possível, socialilize a criança portadora de Síndrome de Down com os outros alunos. Lembre-se: a integração e a normalização, entre outras, são parte de nossa bandeira;

6. progrida lentamente, oferecendo primeiramente atividades familiares (Seaman & De Pauw, apud Rosadas, 1994);

7. promova a autoconfiança de seu aluno;

8. converse com todos os interessados (pais e toda a equipe que trabalha com você) a respeito de sua conduta pedagógica;

10. registre, por meio de anotações, fotografias, filmagens, todos os momentos de suas aulas;

11. procure não improvisar, tirando sua aula "do colete". Prepare-as sempre;

12. cultive nos alunos o gosto pela descoberta e pela busca de novos conhecimentos;

13. atualize-se! Atualize-se! Atualize-se!

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Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




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TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".