sábado, 1 de setembro de 2012

I FEIRA TRANSDISCIPLINAR DE ESPORTES

Hoje, 1º de setembro, ocorreu na EEFM MONS. JOSÉ GERARDO FERREIRA GOMES, a I Feira Transdisciplinar de Esportes, esportes esses que correspondem aos Esportes Olímpicos (30 modalidades), Esportes Paralímpicos (20 modalidades), Esportes de Inverno (16 modalidades), Esportes Radicais (12 modalidades) e Esportes que não são olímpicos (13 modalidades). 

Tivemos brilhantes trabalhos, bem focados, como também os alunos se prepararam bem para as mais diversas curiosidades dos visitantes. Tenho a absoluta certeza, que os participantes diretos e indiretos estão satisfeitos com o resultado satisfatório da I feira Transdisciplinar de Esportes. Esta feira teve a contribuição eficiente dos professores, pois deram a maior força para que o evento se concretizasse. O núcleo gestor da escola, apoiou e incentivou o projeto, meus sinceros agradecimentos. 

Como coordenador, idealizador deste, quero tornar público minha enorme satisfação em relação ao resultado obtido, com a participação de quase nossa totalidade de turmas da escola. 

Abaixo algumas fotos do evento. 












 
    

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ginástica Artística - Ouro na Olimpíadas

A Ginástica Artística (Olímpica) é um conjunto de exercícios corporais sistematizados, aplicados com fins competitivos, em que se conjugam a força, a agilidade e a elasticidade. O termo ginástica origina-se do grego gymnádzein, que significa “treinar” e, em sentido literal, “exercitar-se nu”, a forma como os gregos praticavam os exercícios.

História

Foi na Grécia que a ginástica alcançou um lugar de destaque na sociedade, tornando-se uma atividade de fundamental importância no desenvolvimento cultural do individuo.

Exercícios físicos eram motivo de competição entre os gregos, prática que caiu em desuso com o domínio dos romanos, mais afeitos aos espetáculos mortais entre homens e feras.

Durante a sangrenta Idade Média, houve um desinteresse total pela ginástica como competição e o seu aproveitamento esportivo ressurgiu na Europa apenas no inicio do século XVIII. Foram então criadas a escola Alemã (caracterizada por movimentos lentos e rítmicos) e sueca (à base de aparelhos). Elas influenciaram o desenvolvimento do esporte, em especial o sistema de exercícios físicos idealizado por Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), o Turnkunst, matriz essencial da ginástica olímpica hoje praticada.

Modalidaes


A ginástica artística (olímpica) baseia-se na evolução técnica de diversos exercícios físicos.

Para os homens, as provas são: barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobrea mesa, argolas e solo.

As mulheres disputam exercícios de solo(com fundo musical) salto sobre a mesa (1,25 m de altura), paralelas assimétricas(de 2,50 m e 1,70m de altura), e trave de equilíbrio(de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento).

Julgamento e pontuação


Os exercícios de cada ginasta são avaliados por um Painel de Árbitros (Painel A e B). A principal função do Painel A é avaliar o valor máximo do conteúdo do exercício, que é a Nota A. Ela compreende:

* Valor de Dificuldade: são considerados os 9 elementos de maior dificuldade mais a saída (nas paralelas e solo). Na trave são considerados os 8 elementos de maior dificuldade mais o giro e a saída. Esses elementos estão codificados de A (0,10 – elementos mais simples) a G (0.70 – elementos mais complexos).


Requisitos de Grupos de Elementos: São 05 (cinco) valendo 0.50p. cada um.

* Valor de Ligação: é obtido através de combinações únicas e de alto grau de dificuldade de elementos nas paralelas, trave e solo.

A principal função do Painel B é avaliar as falhas de execução e apresentação artística, que ocorrem durante o exercício.

A Nota B compreende as deduções por falhas de execução e apresentação artística. Para calcular a Nota B, soma-se o total de deduções de execução e apresentação artística, e subtrai-se de 10.0p.

Cálculo da Nota Final:

* Nota A + Nota B = Nota Final

Todas as informações referentes à avaliação dos exercícios estão contidas no Código de pontuação da FIG, que rege a arbitragem internacional, e que tem a validade de um ciclo olímpico.

Competições


A ginástica faz parte das olimpíadas desde as competições de Berlim(1936) quando foram criadas as categorias masculina e feminina, individual e por equipe. A cada dois anos realizam-se campeonatos mundiais. Na Ginástica Olímpica Feminina, podem participar desses campeonatos e das Olimpíadas ginastas de 16 anos de idade ou mais.

Na história dos jogos olímpicos, destaca-se o desempenho das ginastas femininas, como a soviética Olga Korbut, medalha de ouro em Munique(1972), e a romena Nadia Comaneci, em Montreal (1976). Aos 14 anos, Comaneci obteve quatro vezes a nota dez do júri, alcançando ouro nos exercícios individuais, nas barras assimétricas e na trave de equilíbrio.

A primeira participação do Brasil no esporte em uma Olimpíada foi em Moscou-1980, com Claudia Magalhães e João Luiz Ribeiro. Em Los Angeles-1984, Gerson Gnoatto e Tatiana Figueiredo, que terminou na 27º colocação, representaram nossa ginástica. Luisa Parente, que ganhou os Jogos Pan Americanos de 1991, também participou das Olimpíadas de 1988 e 1992; No masculino, Guilherme Saggese Pinto terminou em 89º lugar em Seul, enquanto Marco Antônio Monteiro ficou com 84º posição nos jogos de Barcelona. A ginasta Soraya Carvalho conseguiu se classificar para as Olimpíadas de Atlanta-1996, mas não pode competir devido a uma lesão no tornozelo.

Nos Jogos de Sydney, em 2000, o Brasil conseguiu levar, pela primeira vez , duas ginastas às Olimpíadas(Daniele Hypólito e Camila Comin). Daniele Hypólito entrou para a história da ginástica brasileira ao obter no Campeonato Mundial de 2001, em Ghent, a 1ª medalha de prata por aparelhos, no solo. Em 2003, a ginasta Daiane dos Santos entra para a história do esporte brasileiro ao se tornar a primeira mulher a conseguir uma medalha de ouro individual.

Ela obteve esse feito no Campeonato Mundial em Anaheim, nos EUA, ao sagrar-se campeã na prova de solo, e pela primeira vez o Brasil consegue classificar uma equipe completa no feminino para os Jogos Olímpicos. Diego Hypólito entra para a história da ginástica ao tornar-se campeão mundial de solo, em Melbourne, na Austrália em 2005, e vice-campeão no ano seguinte em Aahrus, na Dinamarca.

E a ginasta Jade Barbosa conseguiu mais uma façanha para a ginástica brasileira, elevando o nome do Brasil ao cenário internacional, conquistando a medalha de bronze no individual geral, no Campeonato Mundial, em Stuttgart, 2007, uma das provas mais difíceis, pois a ginasta tem que ser excelente nos quatro aparelhos.

Neste mesmo evento, Diego Hypólito sagrou-se bi-campeão na prova de solo masculino, e a equipe feminina, além de conquistar o respeito das grandes potências da ginástica internacional, conseguiu o feito histórico de se classificar em 5º lugar na final por equipes, o melhor resultado já obtido em toda história da ginástica brasileira!
Fonte: Confederação Brasileira de Ginástica

Curiosidades


A primeira participação em Jogos Olímpicos foi em Atenas 1896.

No século II a.C, ginastas corriam em direção a um touro, seguravam os chifres do animal e saltavam realizando uma acrobacia. Daí a origem do salto sobre o cavalo;

Com apenas 14 anos, a romena Nadia Comaneci entrou para a história dos Jogos Olímpicos em Munique 1976 ao ser a primeira ginasta a receber nota 10 de todos os jurados;

Larissa Latyna, ginasta da ex-União Soviética é a atleta que ganhou mais medalhas Olímpicas na história. Foram 18, sendo nove de ouro;

A brasileira Daiane dos Santos foi a primeira ginasta a executar um salto chamado duplo twist carpado no solo. Por isso, o movimento foi batizado com o sobrenome de Daiane: "Dos Santos". 

Fonte: Comitê Olímpico Brasileiro

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Educação Física sem Bullying

Se por um lado a Educação Física pode despertar nos alunos sentimentos de cooperativismo, companheirismo e inclusão, por outro, tende a criar situações de competitividade, agressividade e discriminação em meio às quais práticas de bullying podem surgir - sobretudo em relação aos alunos acima do peso ou com pouca habilidade nos esportes.

Foi o que a professora Joice Silva enfrentou ao assumir as aulas no Colégio Estadual Frederico Costa, de Salvador (BA). "A disciplina já cria a ideia de que só os melhores podem participar. Os próprios alunos começam a selecionar quem eles querem em seu time, tentando encontrar os mais aptos", explica.

Nesse processo de seleção e exclusão começam a surgiu atos de bullying entre os colegas. "Aparecem os apelidos, os termos que eles utilizam para classificar os colegas: menina é lerda, é fraca, vai se machucar; os gordinhos são lentos", comenta a professora.

Diante da situação, Joice resolveu intervir nas regras convencionais dos esportes, junto com os alunos. No basquete, por exemplo, antes de arremessar a bola, eles devem passá-la por, pelo menos, três meninas do grupo. "Querendo ou não, a bola acaba passando por todos. A regra que, na maioria dos casos é para impor limites, acaba por ampliá-los", conclui.

A professora passou também a organizar pequenos debates durante as aulas, questionando os alunos sobre quem é o vencedor e quem é o perdedor, em determinadas situações. "A participação deles aumentou e a convivência melhorou porque o objetivo da aula deixou de ser somente vencer o jogo e passou a ser se divertir e aprender com o grupo", avalia.

Palavra de especialista
Bullying é resultado de ações intencionais de desrespeito e pode ter origem em diferentes causas que vão desde ambientes familiares e escolares agressivos até a falta de valorização pessoal e de perspectivas. "O alvo e o autor de bullying sempre apresentam algum problema em relação ao valor de si. Por isso, o maior antídoto é promover um ambiente onde crianças e adolescentes se sintam valorizados e que possam reconhecer o valor do outro", explica Vanessa Vicentin, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP).

Para a pesquisadora, ao colocar a cooperação como pilar para as atividades da disciplina de educação física, Joice consegue demonstrar para os alunos que o respeito mútuo é o princípio que deve nortear as relações entre as pessoas. "Praticando e analisando as regras que criaram, as crianças se sentem pertencentes a sua construção e percebem a necessidade de colocá-las em prática", explica.

Neste ambiente construído com base na participação dos alunos o professor atua como um mediador nas situações de conflito e o índice de casos de bullying tende a diminuir. "O professor não deve resolver os conflitos entre os alunos e dizer quem está certo ou errado, mas incentivá-los a expressar pontos de vista e sentimentos e discutir formas alternativas de resolver os problemas sem se prejudicar ou prejudicar o próximo", alerta Vicentin.

A especialista também indica uma técnica que pode ser usada pelo professor em sala de aula: "o estatuto antibullying". Na primeira etapa, os alunos devem responder de forma anônima a questionários que busquem avaliar as condutas de bullying em sala. Depois, os próprios alunos ajudam a tabular os resultados e passam a discutir em subgrupos como resolver os problemas de desrespeito. Ao final, eles apresentam as propostas e, por votação, elaboram o "estatuto antibullying", com regras de condutas deliberadas e discutidas por todos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O esporte na Idade Moderna e na Idade Contemporânea


O esporte na Idade Moderna e na Idade Contemporânea

Entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, houve um período de grandes transformações denominado de Renascimento. Foi um movimento intelectual que atingiu todos os setores da sociedade, como a cultura, a economia, a política e a religião, e teve efeitos significantes nas artes, na filosofia e nas ciências.

A partir do século XVIII, apareceram inúmeros filósofos, pedagogos e pensadores que fixaram as bases da educação física moderna e influenciaram as escolas e os sistemas posteriores.

Segundo Oliveira (1983, p. 39), nesse período podemos encontrar os reais precursores de uma educação física que se firmaria no horizonte pedagógico do século seguinte.

Basedow fundou, em 1774, na Alemanha, o primeiro estabelecimento escolar com um currículo no qual a ginástica e as disciplinas chamadas intelectuais tinham o mesmo peso. Ainda na Alemanha, Salzmann funda, em 1784, outra escola que reconhece os valores pedagógicos dos exercícios físicos.

Nesse mesmo período, Pestalozzi interessou-se por educação física e fez incursões até no campo da metodologia. Pestalozzi orientou a ginástica por parâmetros médicos, objetivando correções de postura. O autor relata ainda que o século após a Revolução Industrial e a Revolução Francesa (ambas no século XVIII) teve vários fatores determinantes para o desenvolvimento promissor da educação física e dos esportes.

Foi um período desafiador para o homem contemporâneo.

REVOLUÇÃO FRANCESA

A Revolução Francesa foi um movimento social e político que ocorreu na França no século XVIII. O objetivo principal era derrubar o Antigo Regime e instaurar um estado democrático que assegurasse os direitos de todos os cidadãos.

Foi inspirada pelas ideias iluministas e teve como lema “Liberdade, igualdade, fraternidade”, que se alastrou por todo o mundo. Derrubou regimes absolutistas. É um exemplo clássico de revolução burguesa. Teve início em 1789.

O crescimento das cidades e a consequente diminuição dos espaços livres limitavam a possibilidade de cenários apropriados aos exercícios físicos e às práticas esportivas. A permanência dos trabalhadores na mesma posição durante longas horas de trabalho, concorrendo para o aumento de problemas posturais, o aumento das horas de estudo e a imobilidade imposta por severa disciplina criaram, para os jovens, os mesmos problemas dos trabalhadores.

Todos esses fatores levaram a uma atenção maior à atividade física. Nesse sentido, quatro correntes caracterizaram a história da educação física durante o século XIX:

A corrente alemã representa um notável impulso pedagógico aos exercícios físicos, reencarnando os ideais clássicos da educação helênica. Por influência de Rousseau, a ginástica passou a ser incluída entre deveres da vida humana. As ideias pedagógicas da época foram, de certo modo, sufocadas na Alemanha pelo aparecimento de um novo modelo de ginástica, de conteúdo patriótico-social. A palavra Gymnastik foi substituída por Turnkunst (arte da ginástica) e ia ao encontro das necessidades do povo.

O importante era formar o forte. “Viver quem pode viver” era o lema. Os exercícios físicos não eram meios de educação escolar, mas, sim, da educação do povo. Foram criados aparelhos de barra fixa e barras paralelas. Os alemães foram os precursores do esporte que hoje se chama ginástica artística.

Na corrente nórdica, frutificaram as ideias pedagógicas alemãs, principalmente na Dinamarca. Na Suécia, foi criado em 1804 um instituto militar de ginástica, o mais antigo estabelecimento especializado do mundo. Quatro anos depois, inaugurou-se um instituto civil de ginástica, também para formação de professores de educação física.

Então, foi implantada a ginástica nas escolas. Os suecos, arrasados por causa da guerra com a Rússia, pretendiam que a ginástica colaborasse para elevar a moral do povo. Em 1813, foi fundado o Real Instituto Central de Ginástica de Estocolmo (hoje, Escola Superior de Ginástica e Esportes). A ginástica sueca se preocupava com a execução correta dos exercícios, emprestando-lhes um espírito corretivo, como Pestalozzi já havia feito.

Na França, a ginástica foi introduzida por militares, que dominaram o panorama da educação física francesa ao longo do século XIX. Em 1819, foi fundado o primeiro instituto de ginástica para o exército e para as escolas civis. Apesar do marcante espírito militar, a ginástica foi introduzida nas escolas francesas, sendo ministradas quase sempre por suboficiais, sem cultura geral nem formação pedagógica.

A corrente inglesa, baseada nos jogos e nos esportes, é a única das quatro correntes, nesse período, com uma orientação não-ginástica. Concebida para envolver a prática esportiva em uma atmosfera pedagógico-social, a escola inglesa incorporou,
no âmbito escolar, o esporte com uma conotação verdadeiramente educativa, haja vista a importância que era dada ao fairplay. Oliveira (1983, p. 43) afirma que, apesar do êxito da ginástica, esses países não se conformaram em tela como único instrumento para a prática dos exercícios físicos. Por influência do espírito britânico, vários esportes atingiram grande popularidade.

No fim do século XVIII e início do século XIX, a juventude e os trabalhadores ingleses estavam com uma vida miserável, jogados às bebidas, aos jogos de azar e aos maus costumes.

Tentando reverter esse quadro, a igreja e os educadores motivaram a população à prática dos jogos e dos esportes, em substituição às práticas deploráveis apresentadas.

De acordo com Ramos (1982, p. 230), reportando-se aos jogos, prática muito evidenciada pelos ingleses, destaca-se a figura de John Locke, o primeiro a atribuir valor educativo aos jogos. Mais tarde, ainda na primeira metade do século XIX, Thomas Arnold divulgou-os e os empregou em larga escala, atribuindo-lhes excepcional importância na formação dos jovens. O mesmo aconteceu com outras modalidades esportivas, como o remo e a natação.

Tubino (1992) defende que o esporte moderno surgiu na Inglaterra, no Colégio de Rugby, com Thomas Arnold, em 1928.

Thomas utilizou os jogos praticados pelos aristocratas e burgueses ingleses e os incorporou ao processo educativo. Os alunos dirigiam os jogos e criavam regras e códigos próprios, dentro de uma perspectiva pedagógica, estimulando situações de fairplay, respeitando as regras, os códigos, os adversários e os árbitros.

Essa iniciativa, muito bem aceita por todos, não ficou restrita ao Colégio de Rugby. Logo, difundiu-se para todo o povo inglês. Mais tarde, com a necessidade de criar
entidades que coordenassem as disputas, surgiram federações e clubes. Nascia, então, um componente efetivo do movimento esportivo – o associativismo, que, além de motivar a criação dos clubes, fomentou o fairplay.

O conceito de fairplay é vinculado à ética no universo do esporte. Na prática, o fairplay é caracterizado por ações de educação com o outro. É preciso respeitar o adversário, lembrando-se de que ele é um elemento importante para a prática da atividade. O fairplay deve conduzir o comportamento dos atletas dentro e fora de uma atividade competitiva.

O mesmo autor aponta que Thomas Arnold tentou introduzir o utilitarismo no desenvolvimento do esporte moderno. Nessa premissa, ele identificava, na sua concepção de esporte, três características
principais: é um jogo, é uma competição e é uma formação. As duas primeiras características referenciavam o esporte antigo dos gregos. Entretanto, quanto à formação que o esporte propiciava, segundo Arnold, o entendimento era diferente, pois, ao contrário de Platão, que tentava unificar corpo e alma, ele considerava o corpo como um meio de contribuir à moralidade. Assim, o esporte era compreendido como um auxiliar do corpo.


Os Jogos Olímpicos da Era Moderna


Ramos (1982) relata que Pierre de Fredy, o Barão de Coubertin, humanista francês, foi incomparável praticante e admirador dos esportes e via na atividade um excelente meio de formação geral. Renunciando à vida militar e repudiando a carreira política, com 20 anos de idade, Coubertin fez uma viagem de estudos à Inglaterra. Lá, direcionou o seu futuro para a educação. É dele a frase: “O mundo exige-nos um
novo homem; formemo-lo através de uma nova educação”.

Em 1887, inspirado nos princípios de Thomas Arnold, resolveu organizar os tempos de recreio dos estudantes e utilizar o valor educativo dos esportes, proclamando o “meio tempo pedagógico-esportivo”. Nessa época, com 24 anos de idade, já tinha um sonho, que era reviver os Jogos Olímpicos. Após um período de reuniões e estudos sobre a maneira de como restaurar os Jogos, no dia 23 de junho de 1894, na Universidade de Sorbonne, em Paris, reuniu 12 nações, representadas por 79 delegados, que confirmaram a proposta de realizar o evento olímpico.

No dia 6 de janeiro de 1896, no estádio de Atenas, a Grécia celebrava os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, com a participação de 285 atletas. Desde então, de quatro em quatro anos, os jogos foram celebrados. Exceto em 1916, 1940 e 1944, devido às duas grandes guerras mundiais. Renascia, assim, o Olimpismo, com o propósito de utilizar o esporte como um meio de aproximação dos povos e raças pela paz internacional (RAMOS, 1992).


O movimento esportivo mundial

O primeiro movimento esportivo mundial moderno foi preconizado por Thomas Arnold, que era, então, diretor do Colégio de Rugby, no período de 1795 a 1842. Esse movimento foi denominado de Cristianismo Muscular, que tinha como finalidade a prática dos jogos educativos e exercícios desportivos, dando origem a boa parte dos esportes atuais (RAMOS, 1982).

De acordo com Tubino (1999), durante muito tempo o mundo entendeu o esporte somente pelo aspecto do rendimento. A alta performance e a sede de vitórias a todo custo provocaram reações expressivas, que podem
ser caracterizadas por três movimentos:

A reação da intelectualidade internacional, inconformada com os rumos perversos que o esporte vinha tomando, provocou a elaboração de artigos por autores renomados. Hoje, são considerados clássicos, tais como: Antonelli, Noronha Feio, Cazorla Prieto, Cagigal, Clayes, Manuel Sergio, dentre outros. Houve também conferências e comunicações em congressos internacionais.

Os organismos ligados ao esporte passaram a publicar documentos filosóficos que trataram do fenômeno esportivo que tiveram influência na ruptura do conceito de esporte, entendido somente na perspectiva do rendimento.

Os documentos que mais podem ser colocados como referências para este período de mutação foram: o Manifesto Mundial do Esporte, editado pelo Conselho Internacional de Educação Física e Esportes (CIEPS), da Unesco, em 1964; a Carta Europeia de Esportes para Todos, redigida e distribuída pelo Conselho da Europa, em 1966; o Manifesto Mundial de Educação Física, publicado em 1970, pela Federação Internacional e Educação Física (FIEP) e a Carta Internacional de Educação Física e Esportes, editada pela Unesco, em 1978.

O Trim foi um movimento nascido na Noruega em 1967. Depois, recebeu o nome de Esportes para Todos. Esse movimento chegou praticamente a todas as nações do mundo com denominações diversas, dentre elas: Trimm, na Alemanha Ocidental (1970); Participation, no Canadá (1971); Education Physique pour Tours, na França (1973); Esportes para Todos, no Brasil (1977) etc. Contestava efetivamente o esporte de alto nível, evidenciando que sua elitização confrontava-se com as possibilidades democráticas da prática esportiva


A Associação Cristã de Moços

Outra ação considerada propulsora do esporte moderno foi a Young Men’s Christian Association – YMCA (Associação Cristã de Moços – ACM), que adotava as práticas esportivas no conteúdo de suas atividades e criava novas modalidades esportivas, como o basquete em 1891, o voleibol em 1895 e o futebol de salão em 1933 (TUBINO, 1992, p. 46).

A ACM foi fundada em 6 de junho de 1844, em Londres, na Inglaterra. Foi idealizada por George Willians, na época com 23 anos de idade, que liderou um grupo de jovens imbuídos de espírito voluntarioso. Eles se reuniam com o propósito de melhorar a qualidade de vida da juventude da época. A ACM é um movimento mundial, cristão, ecumênico e voluntário, destinado a homens e mulheres, jovens e idosos, que procura compartilhar o ideal cristão de construir uma comunidade de justiça com amor, paz e
reconciliação para a plenitude da vida a toda a criação.

A referida instituição associou suas ideologias religiosas aos preceitos do esporte moderno após o estabelecimento de suas sedes nos Estados Unidos, em meados do século XIX.

Nesse período, é aprovado o lema que dispõe de quatro objetivos para a instituição: “a melhoria espiritual e mental, da condição social e física dos jovens”.

Ao longo dos anos, as ACMs se expandiram por todas as partes do mundo. Tal expansão propiciou uma vinculação da instituição a projetos esportivos de cunho educativo e esse foi um dos seus principais atrativos para a entrada de novos sócios (YMCA, 2011).


O direito de todos à prática do esporte

A partir da década de 70 do século XX, tem início o esporte contemporâneo. Isso se deu a partir da publicação dos diversos manifestos relacionados ao esporte, principalmente quando a Unesco publicou, em 1978, a Carta Internacional de Educação Física e Esportes. Esse manifesto, que no primeiro artigo estabelece que “a prática da Educação Física e do esporte é um direito fundamental para todos”, provocou modificações profundas no papel do estado diante do esporte. Possibilitou até a inclusão do tema nos textos constitucionais, como aconteceu no Brasil, na Constituição Federal de 1988. Pode-se afirmar que, depois da publicação desse documento, o mundo passou aceitar um novo conceito de esporte. Nesse contexto renovado, desenvolvido a partir do pressuposto de direito de todas as pessoas, independente de sua condição, muitos tiveram acesso às práticas esportivas. Nesse sentido, o esporte, como um direito de todos, pode ser entendido pela abrangência da suas três manifestações; o esporte-educação, o esporte participação e o esporte de rendimento.

Atualmente, o número de idosos e portadores de deficiência física que têm o hábito de praticar esportes aumentou muito em todas essas manifestações esportivas. Eles participam desde as práticas esportivas informais do esporte participação até os eventos do alto rendimento esportivo, que envolvem os atletas paralímpicos e os atletas da categoria Master.


O Manifesto do Desportos


De acordo com Tubino (1999), Philiph Noël-Baker, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1959, assinou em 1964, logo após os Jogos Olímpicos de Tóquio, o Manifesto do Desporto. Esse documento reconheceu, pela primeira vez, a existência de outras manifestações esportivas além do esporte de rendimento. Em seu texto, admitia também a existência de um esporte escolar e de um esporte do homem comum, que tinham conteúdos diferentes. (Dica: TUBINO, Manoel José Gomes. O que é esporte. São Paulo: Editora Brasiliense, 1999
pág. 24.)




Pesquisa transcrita/adaptada por Raul Vaz da Silva Neto
Professor de Educação Física
Fascículo 02 – Curso Olimpíada e Cidadania – 2011 (FDR e O POVO).

sábado, 21 de abril de 2012

História do Esporte - Na Idade Média


O Esporte na Idade Média
A periodização eurocêntrica estabelece que Idade Média está compreendida entre o século V e o século XV. Ou seja, tem início em 476, com a queda de Roma, após a ocupação pelos hérulos, até a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos, em 1453. Esse período durou aproximadamente mil anos.

De acordo com Oliveira (1983, p.33), podemos analisar a época medieval submetendo-a a uma divisão em dois períodos. A Alta Idade Média começa no século X e foi marcada por um grande obscurantismo cultural, fruto da decadência romana e das invasões dos povos bárbaros.

A Baixa Idade Média começa no século XI e estende-se até o século XV da era cristã. Nesse último período, a partir do século XI, apareceram grandes personalidades, destacando-se São Tomás de Aquino, o mais influente dos pensadores de um tipo de vida intelectual que predominou entre os séculos XI e XV, a escolástica.

Esse foi um período obscuro para a educação física e para as práticas esportivas. Os eventos esportivos eram marcados pela violência e os princípios esportivos deixados pela Grécia foram substituídos pela brutalidade. O cristianismo pregava o descaso pelas coisas do corpo para a salvação da alma.

Oliveira (1983, p. 34) aponta que, mesmo sem tercum destaque especial, as atividades físicas receberam uma atenção cuidadosa na preparação dos cavaleiros. A cavalaria era uma instituição destinada à minoria, quase sempre aristocrática, visando ao fiel cumprimento de proteção aos proprietários de terra.

Os cavaleiros recebiam um treinamento em que o xadrez era a única prática intelectual. Muitos deles não sabiam ler nem escrever. Eram muito hábeis em equitação, caça, esgrima, lança e arco e flecha. Os torneios e as justas representam a culminância dos exercícios físicos dos cavaleiros medievais, nos tempos de paz, como preparação para a guerra. O homem medieval, que havia abominado os espetáculos do circo e do anfiteatro, assistia agora aos combates simulados, cujos desfechos eram quase sempre trágicos.

O autor relata que, mesmo a pedagogia oficial não concedendo estímulos à prática esportiva, as atividades atingiam até as classes menos favorecidas, embora de modo tímido. Segundo Ramos (1982, p. 166), na Idade Média não existia a educação física escolar popular.

Nos pátios dos castelos e nos campos vizinhos, os jovens se adestram na esgrima e no emprego da maça. Praticavam corrida, saltos, escaladas, natação, jogos de luta e a doma de potros. Essas atividades eram privilégio da nobreza. O povo se divertia com atividades menos custosas, exercitando-se com a prática de exercícios naturais e alguns jogos tradicionais: arremessos, lutas, caças, arco e flecha, equitação e pelota.

A Inglaterra destaca-se como um verdadeiro núcleo esportivo desse período, dando preferência às atividades coletivas. Os jogos com bola eram os mais evidenciados. Dentre eles, encontramos o soule, um violento esporte jogado com as mãos e com os pés que foi o ancestral do futebol e do rugby. Na Itália, encontramos o cálcio, que foi antecessor do futebol. O jogo de malha era uma variação do soule e era praticado com um bastão. Era muito parecido com o hockey (OLIVEIRA,1983, p. 35).
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Pesquisa realizada e adaptada por:  Prof. Raul Vaz da Silva Neto – Educação Física (2012). Curso Olimpíada e Cidadania - Fascículo 2  

História do Esporte - Na Antiguidade


O esporte na Antiguidade

Mesmo que o termo esporte fosse desconhecido na Antiguidade, as atividades físicas praticadas nessa época são semelhantes às manifestações que nós chamamos hoje de esportes. Essas atividades estão presentes em vários períodos e regiões da Antiguidade. Civilizações como o Egito e a China já conheciam alguns esportes, mas essas atividades se propagaram em sua plenitude na Grécia Antiga.

A China talvez seja a civilização possuidora da mais antiga história do esporte, com registros das práticas do hipismo, da esgrima, da caça, das lutas, da natação e de uma atividade no século III, que pode ter dado origem ao futebol de hoje, o tsu-chu.

A obra intitulada Os exercícios físicos na história e na arte, de Jayr Jordão Ramos, publicada em 1982, relata várias passagens importantes do esporte na Antiguidade. Dentre elas, destacamos:

No Egito, a prática esportiva foi bastante evidenciada. A luta livre, o boxe, o arco e flecha, a esgrima, as corridas e os saltos, disputando primazia com a natação e o remo, foram os esportes de maior aceitação.

Os povos mesopotâmicos, particularmente os assírios e babilônios, pelas suas condições de vida, cheias de imprevistos e em busca constante de novas aventuras, cultivavam exageradamente a força, a agilidade e a resistência, entregando-se a atividades utilitárias.

Os hititas, povos de origem incerta, destacaram-se em todos os exercícios utilitários, sendo cavaleiros muito bons..

Os hindus apresentavam em suas atividades físicas as características médico-higiênicas, fisiológicas, morais, religiosas e guerreiras.

Os japoneses, cujas atividades físicas estavam relacionadas ao mar, em função das condições geográficas da região, desenvolviam também as atividades praticadas pelos guerreiros feudais, conhecidas como samurais.

De acordo com Oliveira (1983, p. 19), na região situada entre os rios Tigre e Eufrates, estavam os sumérios, os caldeus ou babilônios e os assírios, que cultuavam a força física e a resistência física. Eles desenvolveram a formação guerreira a partir de um adestramento no uso do arco e flecha, na prática da equitação, na luta etc.

Tubino (1992, p. 18) sustenta que assírios, caldeus, hebreus, medas, persas, fenícios e hititas tinham práticas físicas ou esportivas fundamentalmente utilitárias, sempre relacionadas às guerras com as quais invariavelmente se envolviam.

O esporte grego

Os gregos reconheciam a prática da atividade física, evidenciando os jogos e os enfrentamentos competitivos, como uma forma de preservar a saúde, um meio para adquirir a beleza e a força física, um caminho para ser reconhecido e instituir status social. Também era uma forma de treinamento para as guerras.

Os eventos que envolviam a atividade física na Grécia tinham uma finalidade educativa e faziam parte das cerimônias religiosas da época. O principal objetivo era reverenciar os deuses.

Os Jogos Gregos marcaram o conceito inicial dos esportes. Nesse período, eram disputados os Jogos Fúnebres, os Jogos Píticos, os Jogos Ístmicos, os Jogos Nemeus e os Jogos Olímpicos.
Os Jogos Fúnebres eram realizados durante os funerais de personagens notáveis. Algumas cidades, como Atenas, realizavam tais certames para honrar seus guerreiros caídos em combate.

Os Jogos Píticos, segundo Tubino (1992, p.30), disputados em homenagem a Apolo, foram criados em 528 a.C. Eram os mais antigos e compreendiam, além das provas esportivas, as competições de poesia, canto e música. Esses jogos eram celebrados em Delfos e o prêmio, que inicialmente era sob a forma de recompensa em dinheiro, passou a ser um ramo de cedro. Mais tarde, foi substituído por uma coroa de louros.

Os Jogos Ístmicos, relata Tubino (1992, p. 30), eram disputados em Corinto. A cada dois anos, havia as mesmas provas que os Jogos Olímpicos, com ligeiras adaptações. Nesses jogos, também existiam competições artísticas e intervenções de poetas e historiadores. Os vencedores recebiam uma coroa de aipo silvestre; tempos depois, essa premiação foi trocada por dinheiro.

Um dos aspectos mais importantes desses jogos foi que, ao lado dos Jogos Olímpicos, propiciaram tréguas nas guerras para o desenvolvimento das competições. Esses jogos eram realizados em honra a Poseidon, deus do mar, conhecido pelos romanos como Netuno.

Os Jogos Nemeus de acordo com Ramos (1982, p.140), eram realizados em Philius, na Nemeia, de dois em dois anos, em honra do Zeus de Kleonae. No início, tinham significação fúnebre, pois foram instituídos em honra do filho de Licurgo, morto por uma serpente.

Os atletas competiam classificados pela idade, em três categorias, nas corridas de estádio e hípica, na luta, no pugilato, no pancrácio e no pentatlo. Os concursos artísticos completavam a programação. Os vencedores recebiam uma coroa de mirto.

Os Jogos Olímpicos eram desenvolvidos em Olímpia, na Elida, de quatro em quatro em anos, em homenagem a Zeus (Júpiter), rei dos deuses. Foram disputados 293 vezes, durante 12 séculos, entre 776 a.C. e 394 d.C. (para alguns autores 393 d.C.).

Os jogos eram anunciados por arautos (portadores da trégua), que viajavam por toda a Grécia para anunciar “a trégua sagrada”, que suspendia as guerras e divulgava o início da competição. Na organização dos jogos, existia uma regulamentação precisa, dirigida pelos chamados “helenoices”. Eram pessoas de grande respeito entre os gregos e que se encarregavam de todos os aspectos organizacionais, até mesmo treinamento dos indivíduos que participavam como árbitros ou atletas.

Diem (1966 apud RAMOS, 1982, p. 133) afirma que os bárbaros e os escravos podiam assistir aos jogos, ao contrário das mulheres casadas. As infrações eram castigadas com a morte, havendo exceção apenas para as sacerdotisas casadas. Ramos (1982) comenta que, no começo, os atletas usavam apenas um pequeno calção. A partir da XV Olimpíada (720 a.C.), passaram a competir inteiramente nus. Após a vitória, o vencedor apresentava-se ao árbitro, que colocava em sua cabeça um fio de lã púrpura e lhe entregava uma palma que significava a eterna juventude.

O vencedor, considerado como o preferido dos deuses, recebia solenemente como prêmio uma coroa de ramo de oliveira silvestre.

Conforme a época, algumas recompensas foram outorgadas, como estátua no Altis (bosque sagrado), honras políticas, isenção de impostos, pensões vitalícias e dinheiro, dentre outras.

Após um período de profunda decadência, os Jogos Olímpicos foram abolidos em 394 d.C., pelo imperador romano Teodosio I, que se converteu ao cristianismo e proibiu os cultos pagãos. Flavius Theodosius (347/395 d.C.), conhecido por Teodósio I e chamado por alguns de “O grande”, foi o último imperador a governar as porções oriental e ocidental do Império Romano. Tornou o Cristianismo a religião oficial do Império e autorizou decretos banindo o paganismo dos territórios romanos. Por causa dessas leis, muitas pessoas morreram violentamente, monumentos gregos foram depredados e vários templos antigos e a biblioteca do Serapeum de Alexandria foram destruídos (RAMOS, 1982).



O esporte romano

Para um melhor entendimento do que ocorreu em Roma quanto à prática de atividades físicas, Ramos e Marinho (1983 e 1980 apud TUBINO, 1992, p. 37) estabeleceram três períodos distintos: o tempo de monarquia, o tempo dos cônsules e início das grandes conquistas e o tempo do império.

Tempo de monarquia: foi compreendido desde a fundação da cidade, em 753 a.C., até 510 a.C.; os exercícios físicos eram intencionalmente conduzidos para a preparação militar, recebendo muita influência dos etruscos.

Tempo dos cônsules e início das grandes conquistas: período em que foram incorporados ao repertório de atividades físicas, de predominância guerreira, os exercícios físicos de características higiênicas e esportivas. Foi o período de grandes conquistas, de 510 a.C. ao ano de 30 a.C.

Tempo do império: esse terceiro período, de 30 a.C. a 476 d.C., compreende a glória e a decadência do império romano; as atividades físicas já desenvolvidas anteriormente permaneceram, até que foram aos poucos substituídas pelos cruéis espetáculos circenses de gladiadores e naumáquias (simulações de batalhas navais).

Durante esses três períodos, escritores, escultores e arquitetos romanos deixaram um enorme acervo cultural ligado aos registros das práticas físicas e esportivas.

O autor afirma que os romanos caracterizam-se pelos locais especializados para estas práticas, como as termas, o circo, o anfiteatro e o estádio. Os romanos também são lembrados pelas festas conhecidas como jogos circenses, que se constituíram em jogos públicos e foram abolidos em 521 d.C. depois da invasão dos bárbaros. Esses jogos circenses eram inúmeros: os decenales, os capitólios, os acciacos, os quinquenales, os megalésios, os cesáreos, os florales, os campitalianos, os apolinários, os romanos, dentre outros. No entanto, o império romano foi, pouco a pouco, entrando em decadência e o movimento esportivo acompanhou esse caminho, deturpando até mesmo o sentido do esporte, extraordinariamente cultivado pelos gregos.

Segundo Oliveira (1983, p. 30), a mais antiga instalação esportiva de Roma era o circo, concebido para a realização das corridas de carro (a grande paixão dos romanos), corridas a pé e lutas de gladiadores. O mais antigo desses circos foi o Máximo, construído ainda no império monárquico (século IV a.C.)

O Coliseu foi o mais famoso anfiteatro romano. Teve sua origem no fim do período republicano (509/27 a.C.) e foi idealizado para abrigar festas religiosas e populares.

Tinha capacidade para acomodar 100 mil pessoas (OLIVEIRA,1983, p.30). Oliveira (1983) afirma que tanto os circos como os anfiteatros representam a decadência da civilização romana. No período imperial (a partir de 27 a.C.), transformaram-se nos locais em que multidões entusiasmadas exultavam com as deprimentes exibições dos gladiadores, lutando entre si ou com animais.

Esses locais também foram palco dos degradantes espetáculos de sacrifícios humanos, nos quais os primitivos cristãos eram devorados por feras. Todo esse contexto fazia parte da política conhecido como “pão e circo”. Os imperadores ganhavam a simpatia popular, distribuindo rações diárias de trigo e alienando a plebe com esses artifícios “esportivos”, de inspiração ideológica.


Pesquisa realizada e adaptada por:  Prof. Raul Vaz da Silva Neto – Educação Física (2012). Curso Olimpíada e Cidadania - Fascículo 2 

Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".