Formado em Educação Física pela Faculdade Estadual de Educação Física de Jacarezinho em 1982, especialista em Gestão Escolar pela Univeridade Estadual Vale do Acaraú - Uva em 1997 e especialização em Informática Educativa pela Universidade Estadual do Ceará - UECE 2001. Possuo vários cursos na área de gestão escolar, informática educativa e de educação física. Conselho Regional de Educação Física 5ª Região. Registro n.º 006488-G/CE
terça-feira, 19 de abril de 2011
Educação Física
Educação Física
Por Rodrigo Fazio - Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral
As pesquisas são unânimes: praticar exercícios físicos - sem abusos - faz bem à saúde. Entretanto, com o objetivo de ter um corpo escultural o mais rápido possível, muitos atletas (de final de semana ou não) podem prejudicar suas articulações.
A rotina de exercícios físicos e da prática esportiva traz diversos benefícios à saúde de forma geral. Reduzir o colesterol e a taxa de açúcar no sangue, fortalecer os músculos e articulações, além de controlar a hipertensão, diabetes e o peso são apenas alguns dos muitos benefícios à saúde. Entretanto, a prática de atividade física, da forma incorreta, pode acarretar prejuízos – em alguns casos irreversíveis – à coluna, bem como a outras articulações importantes do corpo humano, entre elas o quadril, os joelhos e os tornozelos, sem descuidar dos ombros e cotovelos.
Rodrigo Fazio, fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral e especialista em fisioterapia esportiva, explica que “toda modalidade esportiva, cada uma com seu grau de impacto, pode acarretar problemas à saúde caso praticado incorretamente. Alguns esportes exigem demais do atleta, e, logo, caso o mesmo não esteja totalmente preparado para praticá-lo, os riscos também serão maiores”.
O especialista elenca que “os maiores riscos estão concentrados principalmente na coluna lombar seguida da cervical, região do pescoço. Em determinados casos as lesões musculares também aparecerem por excesso de treinamento e quando não existe o tempo devido de recuperação do músculo. Lembrando que todo atleta deveria realizar o treino específico de cada modalidade, buscando sempre a execução correta do movimento para que possa evitar lesões por treinamento inadequado”.
Fazio enumera os riscos e os males que determinados esportes praticados de forma incorreta podem trazer para a saúde:
Musculação: esta atividade, rotineira entre os mais jovens que buscam esbanjar suas formas, fortalece os músculos do corpo. Porém, o volume, assim como a intensidade destes exercícios podem, se não forem prescritos por um profissional de maneira adequada, prejudicar - e muito - a coluna, os ombros e os joelhos. Já que o trabalho com peso exige muito do corpo, além de uma execução correta do movimento para que não aja sobrecarga na articulação e na coluna vertebral. Para que não ocorram lesões de sobrecargas articulares que podem levar ao afastamento do atleta por um tempo determinado, é recomendável que o aumento do peso dos exercícios seja gradativo;
Natação: Por ser um esporte quase sem impacto e a principal resistência a ser vencida é a água, podem ocorrer diversas lesões caso o atleta pratique uma alta intensidade de treinos de forma inadequada e com a técnica desapropriada. Geralmente as regiões do corpo mais afetadas pela natação são os ombros e coluna lombar. Além de ser benéfico para o condicionamento aeróbico, fica uma ressalva: algumas modalidades da natação, como borboleta e nado peito, exigem um cuidado redobrado pois são estilos que exigem muito da coluna lombar;
Corrida: esta prática esportiva, que ganha cada vez mais adeptos, fortalece os músculos que dão sustentação à coluna. Entretanto, a falta de orientação pode levar alguns atletas a sofrer de dores nas costas. Excesso de peso, encurtamento ou fraqueza da musculatura posterior das pernas e a falta de exercícios de fortalecimento da região abdominal, principalmente a musculatura profunda, pode levar a danos na coluna. Essas são as causas mais comuns de problemas de coluna entre os praticantes deste esporte. Outro fator importante é o uso de calçados adequados para o tipo de treinamento, com o devido amortecimento, "poupando" regiões fundamentais, como os joelhos;
Surf: atividade radical e praticada com mais frequência durante o verão pode representar um grave risco aos surfistas. A coluna, o ombro e o joelho são as partes do corpo que mais sofrem problemas ao praticar esta atividade. A coluna lombar é considerada a região que mais sofre lesões, devido a posição que o atleta se encontra remando;
Tênis: este esporte é muito conhecido quando falamos em lesões. Os principais atletas da modalidade, entre eles Pete Sampras, André Agassi e o ídolo brasileiro Gustavo Kuerten já sofreram problemas de coluna ou quadril. Por buscar um condicionamento físico perfeito num sistema de treinamento de repetição de movimentos rotacionais, assimétricos e exercícios específicos, o atleta pode sobrecarregar determinadas regiões do corpo, entre elas a coluna vertebral, onde uma sobrecarga pode ocasionar alguns desvios posturais também. O tipo de quadra também pode favorecer o aparecimento de lesões, já que o ‘saibro’ acaba facilitando o deslize do atleta durante a partida e auxiliando nas jogadas e seus movimentos. Já a quadra rápida e a grama não têm esse mesmo benefício, o que pode sobrecarregar e muito o joelho do atleta quando realizado algum movimento errado ou não há um preparo especifico;
Rugby: a tradicional modalidade em países como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, vem ganhando muitos adeptos ano após ano no Brasil. Conhecido pela brutalidade dos participantes e sendo um esporte de contato, tende a ocorrer mais traumas físicos, incorrendo em diversas dores e lesões articulares na coluna vertebral. O Rugby é um esporte de forte impacto e a violência dos choques entre os atletas pode causar diversos danos à coluna, porém realizado de maneira correta e com treinamento específico as chances são muito menores de surgirem lesões durante a prática. Outro tipo de lesão muito comum são as lacerações pelas quedas e contatos com os adversários.
Saiba mais: Rodrigo Fazio é fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral e especialista em fisioterapia esportiva –www.institutopaulistano.com
Este conteúdo foi acessado em 11/04/2011 no sítio Maxpress. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
Por Rodrigo Fazio - Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral
A rotina de exercícios físicos e da prática esportiva traz diversos benefícios à saúde de forma geral. Reduzir o colesterol e a taxa de açúcar no sangue, fortalecer os músculos e articulações, além de controlar a hipertensão, diabetes e o peso são apenas alguns dos muitos benefícios à saúde. Entretanto, a prática de atividade física, da forma incorreta, pode acarretar prejuízos – em alguns casos irreversíveis – à coluna, bem como a outras articulações importantes do corpo humano, entre elas o quadril, os joelhos e os tornozelos, sem descuidar dos ombros e cotovelos.
Rodrigo Fazio, fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral e especialista em fisioterapia esportiva, explica que “toda modalidade esportiva, cada uma com seu grau de impacto, pode acarretar problemas à saúde caso praticado incorretamente. Alguns esportes exigem demais do atleta, e, logo, caso o mesmo não esteja totalmente preparado para praticá-lo, os riscos também serão maiores”.
O especialista elenca que “os maiores riscos estão concentrados principalmente na coluna lombar seguida da cervical, região do pescoço. Em determinados casos as lesões musculares também aparecerem por excesso de treinamento e quando não existe o tempo devido de recuperação do músculo. Lembrando que todo atleta deveria realizar o treino específico de cada modalidade, buscando sempre a execução correta do movimento para que possa evitar lesões por treinamento inadequado”.
Fazio enumera os riscos e os males que determinados esportes praticados de forma incorreta podem trazer para a saúde:
Musculação: esta atividade, rotineira entre os mais jovens que buscam esbanjar suas formas, fortalece os músculos do corpo. Porém, o volume, assim como a intensidade destes exercícios podem, se não forem prescritos por um profissional de maneira adequada, prejudicar - e muito - a coluna, os ombros e os joelhos. Já que o trabalho com peso exige muito do corpo, além de uma execução correta do movimento para que não aja sobrecarga na articulação e na coluna vertebral. Para que não ocorram lesões de sobrecargas articulares que podem levar ao afastamento do atleta por um tempo determinado, é recomendável que o aumento do peso dos exercícios seja gradativo;
Natação: Por ser um esporte quase sem impacto e a principal resistência a ser vencida é a água, podem ocorrer diversas lesões caso o atleta pratique uma alta intensidade de treinos de forma inadequada e com a técnica desapropriada. Geralmente as regiões do corpo mais afetadas pela natação são os ombros e coluna lombar. Além de ser benéfico para o condicionamento aeróbico, fica uma ressalva: algumas modalidades da natação, como borboleta e nado peito, exigem um cuidado redobrado pois são estilos que exigem muito da coluna lombar;
Corrida: esta prática esportiva, que ganha cada vez mais adeptos, fortalece os músculos que dão sustentação à coluna. Entretanto, a falta de orientação pode levar alguns atletas a sofrer de dores nas costas. Excesso de peso, encurtamento ou fraqueza da musculatura posterior das pernas e a falta de exercícios de fortalecimento da região abdominal, principalmente a musculatura profunda, pode levar a danos na coluna. Essas são as causas mais comuns de problemas de coluna entre os praticantes deste esporte. Outro fator importante é o uso de calçados adequados para o tipo de treinamento, com o devido amortecimento, "poupando" regiões fundamentais, como os joelhos;
Surf: atividade radical e praticada com mais frequência durante o verão pode representar um grave risco aos surfistas. A coluna, o ombro e o joelho são as partes do corpo que mais sofrem problemas ao praticar esta atividade. A coluna lombar é considerada a região que mais sofre lesões, devido a posição que o atleta se encontra remando;
Tênis: este esporte é muito conhecido quando falamos em lesões. Os principais atletas da modalidade, entre eles Pete Sampras, André Agassi e o ídolo brasileiro Gustavo Kuerten já sofreram problemas de coluna ou quadril. Por buscar um condicionamento físico perfeito num sistema de treinamento de repetição de movimentos rotacionais, assimétricos e exercícios específicos, o atleta pode sobrecarregar determinadas regiões do corpo, entre elas a coluna vertebral, onde uma sobrecarga pode ocasionar alguns desvios posturais também. O tipo de quadra também pode favorecer o aparecimento de lesões, já que o ‘saibro’ acaba facilitando o deslize do atleta durante a partida e auxiliando nas jogadas e seus movimentos. Já a quadra rápida e a grama não têm esse mesmo benefício, o que pode sobrecarregar e muito o joelho do atleta quando realizado algum movimento errado ou não há um preparo especifico;
Rugby: a tradicional modalidade em países como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, vem ganhando muitos adeptos ano após ano no Brasil. Conhecido pela brutalidade dos participantes e sendo um esporte de contato, tende a ocorrer mais traumas físicos, incorrendo em diversas dores e lesões articulares na coluna vertebral. O Rugby é um esporte de forte impacto e a violência dos choques entre os atletas pode causar diversos danos à coluna, porém realizado de maneira correta e com treinamento específico as chances são muito menores de surgirem lesões durante a prática. Outro tipo de lesão muito comum são as lacerações pelas quedas e contatos com os adversários.
Saiba mais: Rodrigo Fazio é fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral e especialista em fisioterapia esportiva –www.institutopaulistano.com
Este conteúdo foi acessado em 11/04/2011 no sítio Maxpress. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
domingo, 17 de abril de 2011
ESPORTE ADAPTADO
Olá professores e professoras, alunos e alunas e demais aficcionados do desporto.
Talvez seja difícil compreender o que faz pessoas com problemas físicos ou mentais buscarem no esporte formas de inclusão. Não sou expert no assunto, mas tenho observado ao longo desses últimos dois anos, quando do meu retorno à sala de aula, o quão e tão importante é fazer com que crianças, jovens e adultos possam dar continuidade nas suas vidas, independentemente dos problemas que estes ou estas venham a ter.
O esporte pode devolver um dos melhores sentimentos humano que é Ter vontade de viver, de vencer, de buscar seus limites com muita perseverança e dedicação. É por isso que venho nas próximas postagens tentar colaborar com reportagens à respeito do assunto. Que DEUS abençõe todas essas pessoas que procuram de uma forma ou de outra, seu espaço num ambiente cheio de preconceitos e discriminações.
I JOGOS ABERTOS INTERCLASSE 2011
A E.E.F.M. MONS. JOSÉ GERARDO FERREIRA GOMES, promoveu nestes dois últimos sábados 09 e 16 de abril respectivamernte um torneio envolvendo os gêneros masculino e feminino nas modalidades de quadra. Em função das chuvas no dia 16, foi prorrogado para uma posterior data as finais masculina de Basquetebol e Futsal. No dia 08 de abril, houve a abertura dos Jogos, com os cânticos dos Hinos do Brasil e do Estado do Ceará, Hasteamento das Bandeiras, Juramento do Atleta, pronunciamento do Diretor da Escola prof. Rogério e, apresentações artísticas culturais, especificamente danças.
Eis algumas fotos do evento.
Eis algumas fotos do evento.
Educação Física: Exames para inicio de atividade física
Educação Física: Exames para inicio de atividade física: "Para dar adeus ao sedentarismo, muita gente decide treinar por conta própria. Mas fazer esse tipo de atividade, seja em casa ou na academia..."
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
I JOGOS ABERTOS INTERCLASSES 2011
A E.E.F.M. MONS. JOSÉ GERARDO FERREIRA GOMES, realizará neste próximo sábado dia 16 a continuação dos jogos. As modalidades são: Handebol, Voleibol, Basquetebol e Futsal generos masculino e feminino.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Sociedade deve se reinventar para acomodar população idosa
Avanços em diversas áreas prolonga a vida na terceira idade.
No Brasil a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos.
No Brasil a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos.
Agência FAPESP
O envelhecimento e a urbanização são tendências demográficas importantes no século 21.
A população urbana, que já corresponde à metade da humanidade, continuará crescendo muito até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Por outro lado, se hoje existem cerca de 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos, em 2050 a população nessa faixa etária será de quase 2 bilhões.
A consequência disso é que a sociedade precisará repensar o lugar dos idosos nas cidades e implantar uma nova cultura do envelhecimento.
Essa é uma das principais conclusões dos especialistas que participaram, em São Paulo, da mesa-redonda "Aspectos urbanos e habitacionais em uma sociedade que envelhece".
Cultura do envelhecimento
Coordenada por David Braga Jr., do Grupo Modelo de Atenção Integral à Saúde (Mais), a mesa-redonda teve a participação de Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de Nova York (Estados Unidos), e de Guita Grin Debert, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com Kalache, carioca que dirigiu por 13 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados da ONU mostram que a população mundial crescerá cerca de 50% (para 9 bilhões) até 2050.
No mesmo período, a população acima de 60 anos terá aumentado 350%, sendo que a maior parte desse aumento ocorrerá nos países em desenvolvimento, cada vez mais urbanizados.
Essa perspectiva de futuro, segundo ele, deverá ser compreendida pela sociedade, que precisará desenvolver com urgência uma "cultura do envelhecimento" - o que inclui mudanças nas cidades e no comportamento ao longo da vida.
"É importante destacar que 2050 não é uma data distante. Os idosos de quem estamos falando são as pessoas que hoje já são adultas, que podem ter 20 ou 40 anos. Por isso, é fundamental personalizar a mensagem", disse à Agência FAPESP.
Terceira idade mais longa
Com os avanços da medicina e da própria sociedade urbana, a parcela da vida que um indivíduo passa na condição de idoso será cada vez maior, apontou o especialista. Com essa tendência, já ocorre uma mudança de paradigmas em relação ao que significa envelhecer. "A ideia da vovó fazendo tricô e do vovô de pijama, lendo jornal, é um estereótipo do envelhecimento que não nos serve mais", disse.
Segundo Kalache, quando o prussiano Otto Von Bismarck implementou pela primeira vez a aposentadoria, no século 19, a expectativa de vida na Alemanha era de 45 anos e os idosos tinham muito menos acesso à saúde. Se continuassem trabalhando, teriam produtividade baixíssima e criariam muitas dificuldades no ambiente de trabalho.
"Era plausível dar um dinheirinho para que o idoso ficasse em casa pelos poucos anos que lhe restavam. É óbvio que isso não pode dar certo nas condições atuais, muito menos nas condições que teremos até 2050. É preciso que os jovens reinventem seu planejamento de vida", afirmou.
No modelo convencional, a primeira etapa da vida era dedicada ao aprendizado, enquanto a segunda etapa era voltada para a produção e a aplicação do aprendizado no trabalho. A etapa final seria dedicada ao descanso e ao ócio.
"Não podemos mais pensar assim. A expectativa de vida é cada vez mais longa e as pessoas serão idosas por um período cada vez maior de suas vidas. Elas terão condições de produzir até uma idade bem mais avançada. Por outro lado, a pessoa não pode mais parar de adquirir conhecimento aos 25 anos de idade, pois o aprendizado fica obsoleto cada vez mais cedo", disse.
Educação continuada
Se a produção e o trabalho serão uma realidade cada vez mais presente na velhice, em contrapartida a aquisição de conhecimento não poderá mais ficar confinada apenas às primeiras décadas.
"É do interesse da sociedade que a pessoa mantenha o aprendizado e que produza ao longo de toda a vida. As pessoas terão oportunidades - que a sociedade vai precisar oferecer - para se reciclar, estudar e se reavaliar", afirmou.
De acordo com Kalache, a capacidade funcional dos indivíduos será preservada, cada vez mais, para além dos 65 anos. Com isso, espera-se que a aposentadoria compulsória possa ser revista. "Isso é saudável, porque o passado idealizado do idílio do pijama e do tricô é algo que talvez nunca tenha existido. Na maior parte dos casos, sob esse estereótipo se escondia um idoso sem autonomia, sofrendo abusos e deprimido", disse.
O envelhecimento e a urbanização, segundo Kalache, são as duas principais tendências demográficas do século 21. O Brasil, segundo ele, é um modelo adequado para se observar essa realidade.
"Somos um país emergente já urbanizado, que envelhecerá mais do que qualquer outro. Mas temos que fazer nossa própria discussão sobre o envelhecimento. Os modelos do Japão, da Dinamarca ou da França não nos interessam. Esses países enriqueceram primeiro, depois envelheceram. Não teremos essa oportunidade. Se imitarmos esses modelos, vamos apenas perpetuar a desigualdade", disse.
Envelhecimento no Brasil
No Brasil, segundo Kalache, a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos. Na França, foram necessários 115 anos para que a proporção de idosos passasse de 7% para 14%.
"Por outro lado, a concentração urbana também foi vertiginosa no Brasil. Um terço da população vivia em cidades em 1945 e hoje essa proporção passou para 87%. Vamos precisar mudar a realidade do idoso no contexto urbano - e para isso é fundamental ouvi-lo e fazê-lo contar como é a experiência de ser idoso na cidade", afirmou.
Kalache foi responsável pela publicação, em 2007, do Guia da OMS das Cidades Amigas dos Idosos, produzido com base em pesquisas em 35 cidades em todo o mundo, fundamentadas em entrevistas com grupos focais de idosos durante seis meses.
Uma das experiências do programa foi feita no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Kalache nasceu. Em 33 anos na Europa, o pesquisador fundou o Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Hoje, trabalha na criação de um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento.
Papel do idoso na sociedade
Guita Debert, que integra a coordenação da área de Ciências Humanas e Sociais da FAPESP e coordena o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, destacou que trabalhar com a velhice representa um enorme desafio, já que a questão passou por muitas modificações recentes.
Um dos principais panos de fundo dessa mudança é que a velhice, que historicamente dizia respeito à esfera privada, vem se tornando cada vez mais uma questão pública.
"A velhice passou a fazer parte da geografia social, por assim dizer. À medida que a gerontologia se consolidou como saber específico, criado para identificar necessidades do idoso, ela se tornou um ator político e também um agente do mercado de consumo", afirmou.
Inicialmente focada na ideia do idoso como um indivíduo que perde os papéis que tem na sociedade, a gerontologia passou a mudar seu enfoque a partir da década de 1980.
"Em vez de um momento de perdas, a velhice passou a ser considerada um momento de lazer, de novas experiências e projetos. A velhice foi deixando de ter o sentido de uma perda do papel na sociedade e se tornou o momento de direito ao não-trabalho, na qual o lazer se torna central."
Segundo Guita, o Brasil adquiriu know-how e sofisticação nas opções de lazer e atividades para os idosos. Mas isso se limita aos "jovens idosos", isto é, aquela parcela que preserva sua autonomia funcional. "Há um grande contraste. Para os idosos que têm a autonomia funcional comprometida, estamos em estágio precário, não oferecemos nada", afirmou.
Para integrar o idoso à cidade, segundo a pesquisadora, não basta levar em conta apenas a diversidade de poder aquisitivo, raça e local de moradia, entre outros fatores. É necessário também pensar nas diferenças de autonomia e capacidade.
"É preciso avaliar sobretudo as diferenças de custos de políticas públicas para os idosos 'jovens' e para os outros. É hipocrisia dizer que existe uma política para idosos, se ela só está beneficiando justamente a parcela que tem menos dificuldades. São boas iniciativas, mas têm foco apenas em uma parcela privilegiada dos idosos", disse.
A antropóloga destacou também que as mudanças ocorridas no espaço urbano recentemente podem permitir um aprimoramento da autonomia do idoso. "Devemos fugir da confusão entre morar só e estar submetido à solidão. Principalmente porque hoje é possível operar com a ideia da intimidade a distância, viabilizada pelos meios de comunicação, sobretudo eletrônicos. E isso pode ocorrer até mesmo fora das relações familiares."
Segundo ela, a gerontologia ainda valoriza profundamente a ideia de manter o idoso junto à família, fechado no universo privado. "É importante rever essa ideia, quando pensamos na cidade que acolhe o idoso", afirmou.
Integração do idoso
Estudos realizados em ciências sociais, em especial na antropologia, mostram que se tinha pouca informação sobre a vida do idoso há 100 ou 200 anos, segundo Guita. Ainda assim, é provável, segundo ela, que a vida no seio da família tenha sido a preferência do idoso apenas quando ele não tinha a opção de ser autônomo.
A antropóloga sugeriu também que seja repensada a oposição entre integração e segregação. Segundo ela, os trabalhos sobre envelhecimento não confirmam a ideia de que a integração com sociedade multigeracional garante o bem-estar do idoso.
"Muitas vezes, nos ambientes onde todos são idosos, a velhice deixa de ser uma marca identitária e a satisfação passa a ser maior. Há uma busca de independência e de estar entre os iguais, de forma similar aos adolescentes. É importante não ter uma visão binária de segregação e integração", afirmou.
A preservação da vida na comunidade é outra ideia predominante no senso comum, segundo Guita. Para preservar a qualidade de vida do idoso, nessa concepção, o indivíduo deveria permanecer sempre na mesma casa, ou bairro.
"Mas isso nem sempre é verdade, porque a dinâmica urbana é muito intensa. Os bairros podem passar por rápidos processos de degradação. Ou podem passar por um súbito enriquecimento, fazendo com que os antigos moradores desapareçam. Nesses casos, as perdas da coletividade estão muito presentes. A ideia de que a comunidade é sempre boa e deve permanecer deve ser revista", disse.
A pesquisadora destacou também a importância de se dar voz aos idosos. "Essa já é uma ideia muito presente, mas é preciso valorizar a pluralidade de vozes. Não se pode ouvir representantes, mas os protagonistas, em toda sua diversidade. É preciso que haja vozes dissonantes", disse.
Guita criticou ainda as políticas públicas brasileiras em relação ao novo papel assumido pela família quanto à responsabilidade pelo idoso. "Há uma hipocrisia nas políticas de distribuição de renda que têm enfoque familiar. Elas concentram as responsabilidades na família e, em especial nas mulheres, que acabam assumindo essas obrigações", afirmou.
A população urbana, que já corresponde à metade da humanidade, continuará crescendo muito até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Por outro lado, se hoje existem cerca de 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos, em 2050 a população nessa faixa etária será de quase 2 bilhões.
A consequência disso é que a sociedade precisará repensar o lugar dos idosos nas cidades e implantar uma nova cultura do envelhecimento.
Essa é uma das principais conclusões dos especialistas que participaram, em São Paulo, da mesa-redonda "Aspectos urbanos e habitacionais em uma sociedade que envelhece".
Cultura do envelhecimento
Coordenada por David Braga Jr., do Grupo Modelo de Atenção Integral à Saúde (Mais), a mesa-redonda teve a participação de Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de Nova York (Estados Unidos), e de Guita Grin Debert, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com Kalache, carioca que dirigiu por 13 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados da ONU mostram que a população mundial crescerá cerca de 50% (para 9 bilhões) até 2050.
No mesmo período, a população acima de 60 anos terá aumentado 350%, sendo que a maior parte desse aumento ocorrerá nos países em desenvolvimento, cada vez mais urbanizados.
Essa perspectiva de futuro, segundo ele, deverá ser compreendida pela sociedade, que precisará desenvolver com urgência uma "cultura do envelhecimento" - o que inclui mudanças nas cidades e no comportamento ao longo da vida.
"É importante destacar que 2050 não é uma data distante. Os idosos de quem estamos falando são as pessoas que hoje já são adultas, que podem ter 20 ou 40 anos. Por isso, é fundamental personalizar a mensagem", disse à Agência FAPESP.
Terceira idade mais longa
Com os avanços da medicina e da própria sociedade urbana, a parcela da vida que um indivíduo passa na condição de idoso será cada vez maior, apontou o especialista. Com essa tendência, já ocorre uma mudança de paradigmas em relação ao que significa envelhecer. "A ideia da vovó fazendo tricô e do vovô de pijama, lendo jornal, é um estereótipo do envelhecimento que não nos serve mais", disse.
Segundo Kalache, quando o prussiano Otto Von Bismarck implementou pela primeira vez a aposentadoria, no século 19, a expectativa de vida na Alemanha era de 45 anos e os idosos tinham muito menos acesso à saúde. Se continuassem trabalhando, teriam produtividade baixíssima e criariam muitas dificuldades no ambiente de trabalho.
"Era plausível dar um dinheirinho para que o idoso ficasse em casa pelos poucos anos que lhe restavam. É óbvio que isso não pode dar certo nas condições atuais, muito menos nas condições que teremos até 2050. É preciso que os jovens reinventem seu planejamento de vida", afirmou.
No modelo convencional, a primeira etapa da vida era dedicada ao aprendizado, enquanto a segunda etapa era voltada para a produção e a aplicação do aprendizado no trabalho. A etapa final seria dedicada ao descanso e ao ócio.
"Não podemos mais pensar assim. A expectativa de vida é cada vez mais longa e as pessoas serão idosas por um período cada vez maior de suas vidas. Elas terão condições de produzir até uma idade bem mais avançada. Por outro lado, a pessoa não pode mais parar de adquirir conhecimento aos 25 anos de idade, pois o aprendizado fica obsoleto cada vez mais cedo", disse.
Educação continuada
Se a produção e o trabalho serão uma realidade cada vez mais presente na velhice, em contrapartida a aquisição de conhecimento não poderá mais ficar confinada apenas às primeiras décadas.
"É do interesse da sociedade que a pessoa mantenha o aprendizado e que produza ao longo de toda a vida. As pessoas terão oportunidades - que a sociedade vai precisar oferecer - para se reciclar, estudar e se reavaliar", afirmou.
De acordo com Kalache, a capacidade funcional dos indivíduos será preservada, cada vez mais, para além dos 65 anos. Com isso, espera-se que a aposentadoria compulsória possa ser revista. "Isso é saudável, porque o passado idealizado do idílio do pijama e do tricô é algo que talvez nunca tenha existido. Na maior parte dos casos, sob esse estereótipo se escondia um idoso sem autonomia, sofrendo abusos e deprimido", disse.
O envelhecimento e a urbanização, segundo Kalache, são as duas principais tendências demográficas do século 21. O Brasil, segundo ele, é um modelo adequado para se observar essa realidade.
"Somos um país emergente já urbanizado, que envelhecerá mais do que qualquer outro. Mas temos que fazer nossa própria discussão sobre o envelhecimento. Os modelos do Japão, da Dinamarca ou da França não nos interessam. Esses países enriqueceram primeiro, depois envelheceram. Não teremos essa oportunidade. Se imitarmos esses modelos, vamos apenas perpetuar a desigualdade", disse.
Envelhecimento no Brasil
No Brasil, segundo Kalache, a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos. Na França, foram necessários 115 anos para que a proporção de idosos passasse de 7% para 14%.
"Por outro lado, a concentração urbana também foi vertiginosa no Brasil. Um terço da população vivia em cidades em 1945 e hoje essa proporção passou para 87%. Vamos precisar mudar a realidade do idoso no contexto urbano - e para isso é fundamental ouvi-lo e fazê-lo contar como é a experiência de ser idoso na cidade", afirmou.
Kalache foi responsável pela publicação, em 2007, do Guia da OMS das Cidades Amigas dos Idosos, produzido com base em pesquisas em 35 cidades em todo o mundo, fundamentadas em entrevistas com grupos focais de idosos durante seis meses.
Uma das experiências do programa foi feita no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Kalache nasceu. Em 33 anos na Europa, o pesquisador fundou o Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Hoje, trabalha na criação de um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento.
Papel do idoso na sociedade
Guita Debert, que integra a coordenação da área de Ciências Humanas e Sociais da FAPESP e coordena o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, destacou que trabalhar com a velhice representa um enorme desafio, já que a questão passou por muitas modificações recentes.
Um dos principais panos de fundo dessa mudança é que a velhice, que historicamente dizia respeito à esfera privada, vem se tornando cada vez mais uma questão pública.
"A velhice passou a fazer parte da geografia social, por assim dizer. À medida que a gerontologia se consolidou como saber específico, criado para identificar necessidades do idoso, ela se tornou um ator político e também um agente do mercado de consumo", afirmou.
Inicialmente focada na ideia do idoso como um indivíduo que perde os papéis que tem na sociedade, a gerontologia passou a mudar seu enfoque a partir da década de 1980.
"Em vez de um momento de perdas, a velhice passou a ser considerada um momento de lazer, de novas experiências e projetos. A velhice foi deixando de ter o sentido de uma perda do papel na sociedade e se tornou o momento de direito ao não-trabalho, na qual o lazer se torna central."
Segundo Guita, o Brasil adquiriu know-how e sofisticação nas opções de lazer e atividades para os idosos. Mas isso se limita aos "jovens idosos", isto é, aquela parcela que preserva sua autonomia funcional. "Há um grande contraste. Para os idosos que têm a autonomia funcional comprometida, estamos em estágio precário, não oferecemos nada", afirmou.
Para integrar o idoso à cidade, segundo a pesquisadora, não basta levar em conta apenas a diversidade de poder aquisitivo, raça e local de moradia, entre outros fatores. É necessário também pensar nas diferenças de autonomia e capacidade.
"É preciso avaliar sobretudo as diferenças de custos de políticas públicas para os idosos 'jovens' e para os outros. É hipocrisia dizer que existe uma política para idosos, se ela só está beneficiando justamente a parcela que tem menos dificuldades. São boas iniciativas, mas têm foco apenas em uma parcela privilegiada dos idosos", disse.
A antropóloga destacou também que as mudanças ocorridas no espaço urbano recentemente podem permitir um aprimoramento da autonomia do idoso. "Devemos fugir da confusão entre morar só e estar submetido à solidão. Principalmente porque hoje é possível operar com a ideia da intimidade a distância, viabilizada pelos meios de comunicação, sobretudo eletrônicos. E isso pode ocorrer até mesmo fora das relações familiares."
Segundo ela, a gerontologia ainda valoriza profundamente a ideia de manter o idoso junto à família, fechado no universo privado. "É importante rever essa ideia, quando pensamos na cidade que acolhe o idoso", afirmou.
Integração do idoso
Estudos realizados em ciências sociais, em especial na antropologia, mostram que se tinha pouca informação sobre a vida do idoso há 100 ou 200 anos, segundo Guita. Ainda assim, é provável, segundo ela, que a vida no seio da família tenha sido a preferência do idoso apenas quando ele não tinha a opção de ser autônomo.
A antropóloga sugeriu também que seja repensada a oposição entre integração e segregação. Segundo ela, os trabalhos sobre envelhecimento não confirmam a ideia de que a integração com sociedade multigeracional garante o bem-estar do idoso.
"Muitas vezes, nos ambientes onde todos são idosos, a velhice deixa de ser uma marca identitária e a satisfação passa a ser maior. Há uma busca de independência e de estar entre os iguais, de forma similar aos adolescentes. É importante não ter uma visão binária de segregação e integração", afirmou.
A preservação da vida na comunidade é outra ideia predominante no senso comum, segundo Guita. Para preservar a qualidade de vida do idoso, nessa concepção, o indivíduo deveria permanecer sempre na mesma casa, ou bairro.
"Mas isso nem sempre é verdade, porque a dinâmica urbana é muito intensa. Os bairros podem passar por rápidos processos de degradação. Ou podem passar por um súbito enriquecimento, fazendo com que os antigos moradores desapareçam. Nesses casos, as perdas da coletividade estão muito presentes. A ideia de que a comunidade é sempre boa e deve permanecer deve ser revista", disse.
A pesquisadora destacou também a importância de se dar voz aos idosos. "Essa já é uma ideia muito presente, mas é preciso valorizar a pluralidade de vozes. Não se pode ouvir representantes, mas os protagonistas, em toda sua diversidade. É preciso que haja vozes dissonantes", disse.
Guita criticou ainda as políticas públicas brasileiras em relação ao novo papel assumido pela família quanto à responsabilidade pelo idoso. "Há uma hipocrisia nas políticas de distribuição de renda que têm enfoque familiar. Elas concentram as responsabilidades na família e, em especial nas mulheres, que acabam assumindo essas obrigações", afirmou.
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PESSOAS DESAPARECIDAS
Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA
Frases extraídas de seu livro:
Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.
Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.
Entender a paixão como fator essencial de motivação.
Superar as limitações pessoais pela disciplina.
Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.
Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.
Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.
Desenvolver o senso de observação.
Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.
Combater o desperdício de talento.
Falhe ao planejar e estará planejando falhar.
Monitorar constantemente sua vaidade.
Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.
Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.
Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.
Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.
Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.
Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).
Encarar os desafios como grandes oportunidades.
Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.
Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.
Criar metas ideais.
Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)
Não rotular as pessoas.
Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.
Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.
Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.
Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.
Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.
Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.
O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.
Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)
Incentivar lideranças.
Manter a motivação sempre elevada.
Preservar e buscar se superar constantemente.
Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".
Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.
Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.
O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.
Tentar evitar as armadilhas do sucesso.
Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.
Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.
Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.
Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)
Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.
Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.
Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.
Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.
Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.
É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.
Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.
Focar no trabalho de equipe.
Fomentar as lideranças no grupo.
Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)
Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.
Atenção ao sucesso e suas armadilhas.
Buscar constantemente a excelência.
Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.
TEM WORK
"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".
"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".
"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".










