quarta-feira, 13 de abril de 2011

Análise de saliva indica a atividade física que você tem melhor desempenho


Indicação depende na analise do perfil genético feito através da saliva.
Conheça alguns os itens analisados através da avaliação física.
Bagari.com.br
Hoje em dia, já é possível caracterizar o perfil genético do aluno e dizer para qual atividade ele tem mais resultado e menos risco de lesão. Tudo isso com a conhecida e simples avaliação física. Feita por um profissional capacitado e com equipamentos de última geração, como por exemplo, um cotonete grande, conhecido como swab, que coleta a saliva, possibilita resultados que definem o programa de exercícios e para qual atividade física o aluno tem chance de praticar melhor, tem a disposição genética.

A avaliação inicial, que conta com as medidas dos alunos, avaliação postural, teste de consumo de oxigênio em ergômetro (esteira, bicicleta, remo), flexibilidade é essencial. Além disso, se o objetivo é perda de peso o instrutor já deve fazer o treino com o aluno assim que terminar a avaliação e o acompanhamento de resultados são com retornos a curto prazo.

Agora, se o aluno quer ganhar massa muscular, no retorno da avaliação já é feito um teste de força para saber como está esse ganho. Sendo assim, torna-se impossível definir objetivos, metas e traçar estratégias para alcançá-los sem a avaliação física. Assim como as reavaliações periódicas também são imprescindíveis para que seja possível verificar se o treino prescrito está sendo efetivo e se os objetivos estão sendo alcançados. Dessa maneira é possível ter a base para as eventuais mudanças nas variáveis do treino.

Por esse motivo muitas academias estão investindo cada vez mais nesse trabalho. “Em nosso atendimento a avaliação física é um instrumento importante. Ela não é para ser usada como um indicador de críticas, e sim para nos dar os parâmetros necessários para gerar o desenvolvimento do treinamento e satisfazer os objetivos dos alunos”, explica Mário Pozzi, Avaliador Físico da Needs Academia.

A academia leva tão a sério esse trabalho que conta com equipamentos que definem o perfil do aluno, não somente estético, mas o genético também, com amostra da saliva é possível detectar quais exercícios o aluno terá mais rendimento e aquele que terá mais dificuldades. Além disso, contam com um software que compara os dados do aluno com o perfil da população da cidade de São Paulo, comparando quais as medidas e dados do aluno com as pessoas da cidade em que ele mora.

terça-feira, 12 de abril de 2011

ESCOLA RAIMUNDO PIMENTEL GOMES DE EI e EF – CAIC

PRODUÇÃO TEXTUAL: ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E PRÁTICA ESPORTIVA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA
ALUNA: MARIA VERLANE DE SOUSA COSTA  - 7º Ano D (tarde)
Data: 05/04/2011
Digitado tal e qual como aluna escreveu.

Nosso corpo precisa de alimento para produzir energia. E para ter bastante energia é preciso termos uma alimentação saudável e para isso podemos consultar a pirâmide alimentar, pois foi cientistas que desenvolveram para que as pessoas possam ter uma alimentação saudável, o bastante para termos grandes benefícios tanto físicos e mental.
E se temos energia é para gastar, e uma saudável sugestão é praticar esportes que trazem benefícios físicos e mentais para nós. A prática de esportes leva ao desenvolvimento físico e mental, o esporte como muita gente pensa não é só para termos o corpo físico bonito, mas para levarmos para a vida toda, principalmente os esportes em equipe.
Uma alimentação saudável e prática de esportes trazem uma boa qualidade de vida, pois a alimentação saudável traz benefícios, e prática de esportes qualidade de vida.
Tudo depende de nós mesmos, se quisermos uma boa qualidade de vida.


terça-feira, 5 de abril de 2011

É tarefa de governo premiar, ou reprovar, professores?

Às voltas com o mau desempenho de estudantes brasileiros, do ensino fundamental ao superior, o Ministério da Educação promete criar em breve um exame nacional para avaliar candidatos a professores. É o reconhecimento daquilo que diversos estudos empíricos vêm demonstrando: fazer a educação funcionar passa pelo aprimoramento dos docentes. O desafio não é exclusivo do Brasil. O jornal americano Los Angeles Times comprou uma briga com docentes locais, que pediram boicote à publicação, ao exibir um ranking em que o (mau) desempenho dos estudantes era atrelado ao de seus mestres. Situações como essas chamaram a atenção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade formada por nações desenvolvidas, que acaba de realizar em Nova York o Primeiro Encontro Internacional sobre Professores, reunindo educadores, governos e ONGs. Para o físico alemão Andreas Schleicher, diretor para educação da OCDE e um dos coordenadores do encontro, governos de todo o mundo têm uma tarefa a cumprir: ensinar melhor seus professores, mantê-los motivados, premiar os bons profissionais - e reprovar os mal avaliados. "A meritocracia é um princípio muito importante. Manter a eficiência de um corpo docente implica não apenas dar aos professores oportunidade, apoio e incentivo para que continuem a fazer bem seu trabalho, mas também tirar da sala de aula aqueles que não são eficazes", diz. Na entrevista a seguir, Schleicher explica o atual desafio da carreira docente e conta como nações como Japão, Finlândia e Singapura vêm conseguindo bons resultados na área. "Nos sistemas mais avançados de ensino do mundo, a carreira é preenchida por professores de alto nível. Isso, e não os altos salários, é o que torna a profissão atraente."

Por que realizar um evento para repensar exclusivamente o papel dos professores? Mais do que nunca, o progresso social depende da qualidade dos sistemas de educação. Porém, a qualidade do sistema de educação jamais excede a qualidade de seus professores - que depende de seleção, formação continuada, plano de carreira e avaliações constantes.

De acordo com especialistas, aprimorar a formação do professor é um dos grandes desafios brasileiros na área da educação – e também uma questão fundamental para o desenvolvimento do país. Outra nações enfrentam o mesmo problema. É possível dizer que essa é uma questão universal no século XXI? Sim, absolutamente. E a razão é simples: em qualquer país, sempre existiram bons professores. A diferença é que no passado apenas uma parte da população precisava ser educada para liderar o desenvolvimento do país. Mas o custo social e econômico dessa filosofia tornou-se alto demais. Atualmente, os sistemas de educação precisam qualificar todos os seus professores, e não só alguns, se quiserem que todos os seus cidadãos tenham um ensino de qualidade. Além disso, no passado era possível supor que o que se aprendia na escola valeria para a vida inteira. Agora, temos o Google e a digitalização das habilidades cognitivas, com mudanças rápidas no mercado de trabalho: os sistemas de educação precisam proporcionar formas complexas de pensar e trabalhar para que as pessoas não sejam substituídas facilmente pelo computador.

Essa tarefa exige professores de qualidade. Como atrair os maiores talentos?
Nos sistemas mais avançados de ensino do mundo, a carreira é preenchida por profissionais de alto nível. Isso, e não os altos salários, é o que torna a profissão atraente em países tão diferentes como Finlândia, Japão ou Singapura. Os candidatos a uma vaga de professor não se sentem atraídos por escolas organizadas como linhas de montagem. Eles desejam se deparar com uma organização de alta performance, com status, autonomia profissional e educação de alta qualidade atrelada ao profissionalismo, com sistemas eficazes de avaliação profissional e com carreiras diferenciadas. Portanto, essas são as questões que os países precisam resolver.

Quais os desafios dos governos?
O primeiro é atrair candidatos qualificados e depois oferecer-lhes formação de boa qualidade. É difícil atrair bons candidatos se eles percebem que as instituições de ensino superior que formam professores não têm status na sociedade. Não é de espantar o fato de que os países que conseguiram elevar o nível de seu corpo docente são os mesmos que tornaram mais rígidos os critérios de admissão em seus programas de formação de professores. Igualmente importante é definir o que é um bom professor. Em muitos países, padrões assim guiam a formação inicial dos profissionais, a certificação, as avaliações de desempenho, o desenvolvimento profissional e o avanço na carreira. Em muitos sistemas de alta performance, a educação do professor não consiste apenas em fornecer o treinamento básico em temas relevantes e pedagogia, mas também desenvolver competências para a prática reflexiva.

O Brasil aplicará pela primeira vez uma avaliação nacional para seleção de professores da rede pública. É uma medida positiva?
A avaliação do professor pode contribuir para a melhoria das práticas docentes, identificando pontos fortes e fracos. Também ajuda a atribuir aos professores a correta responsabilidade pelo nível do aprendizado de seus alunos. É um tipo de prestação de contas. Em geral, os professores veem avaliação e feedback de forma positiva. Em uma pesquisa realizada pela OCDE, 80% dos professores disseram que a avaliação é útil para o desenvolvimento profissional, e quase metade relatou que os resultados os levaram a aprimorar o conhecimento.

Há algumas iniciativas no Brasil de promover o professor por seu mérito. Porém, essa ainda é uma questão controversa entre os profissionais. A meritocracia é um princípio muito importante. Manter a eficiência de um corpo docente implica não apenas dar aos professores oportunidade, apoio e incentivo para que continuem a fazer bem seu trabalho, mas também tirar da sala de aula aqueles que não são eficazes.

A questão salarial é muitas vezes apontada como obstáculo ao avanço da qualidade. Como o senhor enxerga essa questão?
Em alguns países, como Japão e Singapura, o governo acompanha de perto as variações de mercado para se certificar de que os salários dos professores são competitivos. Mas, na maioria dos países, os vencimentos são inferiores aos de outros profissionais graduados. No entanto, há muitos países onde o ensino ainda é atraente porque oferece aos professores um ambiente de trabalho fascinante e o salário se torna apenas o pano de fundo da questão. Igualmente, é importante oferecer um plano de carreira aos docentes. Se você disser a um jovem professor de matemática de 25 anos de uma escola primária que, daqui a 25 anos, ele continuará sendo a mesma coisa, ele não verá perspectivas em seu futuro. Os países bem sucedidos em educação promovem um ambiente que oferece novos horizontes ao professor, com crescimento profissional.

Que habilidades os professores devem ter para enfrentar os novos desafios da educação?
Eles precisam equipar os alunos com as competências necessárias à formação de cidadãos ativos. Precisam personalizar as experiências de aprendizado para assegurar que todo estudante tenha a chance de ter sucesso e lidar com a crescente diversidade da sala de aula e as diferenças no estilo de aprendizado. Eles também precisam lidar com as inovações no currículo, na pedagogia e no desenvolvimento das ferramentas digitais.

A tecnologia é um desafio aos professores?
Bons professores usarão bem as tecnologias – e, ao falar de tecnologia, me refiro tanto a recursos digitais quanto ao repertório adequado de estratégias pedagógicas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

JOGOS ABERTOS INTERCLASSE

À E.E.F.M. MONS. JOSÉ GERARDO FERREIRA GOMES estará promovendo nos dias 08, 09 e 16 de abril do corrente ano, a fase interna dos Jogos Escolares Sobralenses, com o intuito de formar equipes para as disputas dos JES 2011 - Jogos das Escolas Sobralense, promovido pela Secretaria de Esporte e Juventude de Sobral.

O perigoso flerte com as drogas na adolescência

Na fase em que a curiosidade aproxima o jovem das drogas, o diálogo franco é o melhor caminho para que ele entenda por que dizer "não"
"De repente, nosso grupo de amigos se junta e alguém diz 'vamos beber tequila!'. Aí, vai toda a galera. Cada um toma pelo menos um shot (dose). É normal, todo mundo bebe quando sai." A naturalidade com que Sophia*, 15 anos, se refere ao consumo de álcool não é uma exceção entre os jovens brasileiros. Segundo um levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) com estudantes de escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, 65,2% dos entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume. Os números não deixam dúvida: as drogas fazem parte do universo jovem. A relação com elas é constante e, por vezes, ocorre dentro dos muros da escola. Não adianta fingir que o assunto não existe - ou, o que é comum, se livrar dele pela via da expulsão. O tema exige ação. 

Mas o que fazer? Pesquisas recentes têm demonstrado que apostar na repressão pura e simples não costuma dar bons resultados. Em vez disso, é melhor compreender a relação dos jovens com as drogas. Entender por que o contato com essas substâncias se intensifica na adolescência é a primeira providência. 

De início, é preciso explicar que a atração pelos entorpecentes tem um forte componente biológico. A principal razão é que o chamado sistema inibitório, a área do cérebro responsável pela ponderação das atitudes, ainda está se desenvolvendo durante a adolescência. A dificuldade de dizer "não", por sua vez, abre caminho para o estímulo do sistema dopaminérgico, relacionado à busca de recompensa. As substâncias psicotrópicas agem justamente sobre essa estrutura, influenciando a produção de hormônios responsáveis pela sensação de prazer.
 

A equação, entretanto, não está completa. Além dos fatores fisiológicos, o ambiente em que os jovens se situam pode aproximá-los das drogas. Mas é um erro acreditar que os de famílias pobres ou "desestruturadas" são os mais propensos ao consumo. Pesquisas apontam que os maiores índices de contato com entorpecentes se dão com adolescentes das camadas médias da população.
 

O certo é que características típicas da faixa etária (e que independem de classe, gênero e etnia) podem, sim, levar ao consumo. A curiosidade é uma delas. O desejo de transgredir é outra, como mostra a fala de Vicente*, 16 anos
 (leia o destaque acima). "A proibição é tomada pelos adolescentes como uma posição autoritária, decidida por adultos que não entendem suas condições de vida. Daí vem o embate com as regras", diz Eduardo Ely Mendes Ribeiro, antropólogo e psicanalista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre. 

Também é necessário ter um olhar atento para distinguir as diferentes relações que a garotada estabelece com as drogas. Muitas vezes, pais e professores tendem a classificar toda relação com entorpecentes como um vício, o que está longe de ser um retrato fiel. Há pelo menos três comportamentos: o uso esporádico (experimentação que acontece uma ou poucas vezes), o abuso (também ocasional, mas excessivo, como a atitude de beber "até cair") e o vício (esse, sim, marcado pelo uso constante. É o menos comum entre os adolescentes).
 

"Como são múltiplas as razões que levam ao vício - genética, ambiente e o próprio poder da substância -, não há como saber se alguém que experimenta uma droga nunca mais o fará, se fará isso de vez em quando ou sempre", explica Fernanda Gonçalves Moreira, especialista no tema e doutora em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Levar os alunos a refletir sobre essa perigosa incerteza, apontando que as consequências são para o resto da vida, é uma das maneiras de incentivar escolhas mais conscientes.
 

A reflexão, aliás, infelizmente não tem sido a palavra de ordem quando se fala de drogas na escola. Ao investigar o assunto em sua tese de doutorado, Fernanda descobriu que as principais intervenções são campanhas baseadas apenas na criminalização, com pouca ou nenhuma abertura ao debate franco. "Sondagens realizadas em diversos países indicam que medidas como palestras realizadas por agentes de segurança, por exemplo, têm eficácia muito reduzida na inibição ao consumo", observa.

Ação da escola não deve desconsiderar substâncias legais 

Outro problema comum é certa miopia a determinadas substâncias. "A proibição de venda de álcool e cigarro para menores, por exemplo, costuma ser desconsiderada. E o discurso dos jovens com relação a essas drogas é mais liberal", afirma Ribeiro. Para ele, a escola também deve orientar para o risco de todas as substâncias, inclusive as legalmente aceitas, já que é cada vez mais comum encontrar adolescentes como Maitê*, 16 anos, que busca em remédios como as anfetaminas a solução rápida para os problemas
 (leia o destaque no quadro abaixo). "Por serem vendidas em farmácias e bares, essas drogas não apresentam um caráter proibitivo no imaginário dos jovens", completa o especialista.

MAITÊ* Pílula mágica
Eu me acho gorda, qro emagrecer... Ñ tô bem, peso 65 quilos. Tô tomando um remédio perigoso, sei q proibiram por problemas cardíacos. Ele é ótimo, perdi 10 quilos em 1 mês. Passei dias sem vontade de comer. Agora parei um pko, mas logo eu volto... 

SEM ENXERGAR Vendidos legalmente, remédios controlados muitas vezes não são vistos como drogas

A escola deveria prestar mais atenção nesse tipo de postura. De acordo com a pesquisa do Cebrid, 3,7% dos adolescentes declararam usar remédios controlados. Para um efeito de comparação, apenas 2,9% declaram usar cocaína. Entretanto, nas campanhas contra as drogas, ela aparece muito mais do que anfetaminas e antidepressivos, que na maioria das vezes nem sequer são mencionados. Outro erro é colocar todas as substâncias num mesmo balaio. Em vez da abordagem generalizante, uma alternativa é estimular o debate sobre cada substância: quais são seus efeitos de curto e longo prazos? Qual o poder de vício? De que forma elas estão conectadas a problemas sociais, como a criminalidade? 

Expor o assunto e investir no debate sem preconceitos 

Mais do que concentrar esforços no alarmismo que inibe o diálogo e trava o conhecimento sobre os efeitos das substâncias, uma estratégia mais eficiente é promover ações que ajudem o adolescente a desenvolver o seu próprio sistema inibitório. "A instituição precisa proporcionar um ambiente em que os alunos possam se colocar e não apenas receber restrições", diz Fernanda. Uma ideia é mostrar opções de vida que também proporcionem o prazer imediato, mas não sejam danosas. Conhecê-las e valorizá-las é um caminho para recusar as drogas, como indica a fala de César*, 15 anos
 (leia o destaque no quadro abaixo).

CÉSAR* Não preciso disso
Tem pessoa q acha legal usar lança-perfume e depois desmaiar. Eu ñ uso droga pq eu ñ vejo o menor sentido. Tem coisa melhor pra fazer sem ficar loko. Qdo qro curtir de verdade, ando de skate, dou risada com meus amigos e jogo games no computador. 

EU DIGO "NÃO" Valorizar outras opções de prazer imediato, como as amizades, é um caminho para a recusa

Essa abertura ao diálogo, entretanto, não significa deixar de lado normas estabelecidas, como a proibição de fumar na escola. O importante é esclarecer a determinação com argumentos lógicos - no caso da nicotina, lembrando os malefícios do fumo passivo, por exemplo, que atinge mesmo quem nunca encostou num cigarro. Juntos, informação e diálogo auxiliam o combate às drogas muito mais do que as simples normas. Afinal, ajudam o jovem a desenvolver a capacidade de dizer "não" com consciência, e não apenas por medo de punição.


* Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados. Os destaques desta reportagem trazem depoimentos por um programa de troca de mensagens instantâneas pela internet de alunos do 9º ano e do Ensino Médio de escolas públicas da capital paulista e de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. 

Reportagem sugerida por 2 leitoras: Maria das Graças Soares, João Pessoa, PB, e Débora Magalhães, Várzea da Palma, MG
Quer saber mais?
CONTATOS 
Eduardo Ely Mendes Ribeiro 
Fernanda Gonçalves Moreira 

BIBLIOGRAFIA 
Adolescência e Drogas, Ilana Pinsky e Marco Antônio Bessa (orgs.), 200 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 35 reais 
Drogas, Família e Adolescência, Fernanda Gonçalves Moreira, Marcelo Niel e Dartiu Xavier da Silveira, 120 págs., Ed. Atheneu, tel. 0800-026-7753, 33,30 reais

sábado, 26 de março de 2011

MAIS PROFESSOR

Educação Física e sua especificidade
Mauricio Priess Da Costa

A Educação Física sempre passou por inúmeras crises de identidade ao longo de sua história, desde preparação do corpo para o trabalho – como na época da concepção higienista, quando visava-se formar corpos fortes, sadios e prontos para a ação – até coadjuvante de outras disciplinas, como a Língua Portuguesa e a Matemática, onde a Educação Física perde sua especificidade de trabalhar o movimento como linguagem e passa a prezar unicamente pelo aspecto motor, em vistas a melhorar o desempenho do aluno. Algumas concepções – como a da perspectiva desenvolvimentista, criada em uma época de extremo biologicismo – busca, por meio do desenvolvimento motor e cognitivo do aluno, promover também sua evolução psíquica, emocional e social. 
Práticas corporais, contudo, não estão descoladas da realidade social que as cerca. Existe uma estreita conexão dialética entre estas práticas e as relações sociais estabelecidas pelos indivíduos, gerando o que é conhecido como cultura corporal. Assim, o aluno, que já possui uma carga de relações e experiências, apropria-se das atividades propostas pelo professor atribuindo-lhe um sentido próprio que não necessariamente vai ao encontro ao significado socialmente constituído dessas atividades. O esporte pode ser vivenciado de maneira puramente lúdica pelo aluno, ao contrário de sua definição social competitiva e de esmero técnico. 
É necessária, então, uma contextualização das práticas da cultura corporal, o que é feito por meio da problematização dos conteúdos, levando em consideração os aspectos da prática corporal a ser vivenciada e sua interdependência com grandes problemas sociopolíticos, como as questões étnicas, de gênero, relações sociais de trabalho, preconceitos e outros. Os temas transversais ajudam o professor a aproximar as atividades das realidades vivenciadas pelos alunos dentro e fora da escola, permitindo uma multiplicidade de vivências de uma mesma prática e aproximando-as das significações objetivas do aluno. 
Ao contrário do que é difundido, a Educação Física crítica não nega o movimento, pelo contrário, usa-o como ferramenta indispensável para compreensão do mundo e da realidade social. A diferença desta para outras concepções é de que o movimento nas aulas de Educação Física não têm um fim em si mesmo, mas serve como ponto nevrálgico de conexão entre o aluno e a sociedade e promove uma leitura da realidade através do contexto sócio-histórico da prática vivenciada. 
A especificidade da Educação Física reside justamente na mediação do processo de sociabilização da criança e do jovem, por meio da expressão corporal como linguagem, buscando principalmente uma atuação autônoma e crítica na realidade, uma vez que existem múltiplos conhecimentos sobre determinado conteúdo. 
Essa organização da disciplina exige um profundo conhecimento, por parte do professor, da prática a ser trabalhada em aula, menos de seus fundamentos técnicos do que de sua concepção e construção ao longo da história. Deve-se conhecer a origem desse conteúdo e o que gera a necessidade de seu ensino na escola. Além disso, existe a necessidade de constante atualização, uma vez que as práticas corporais são dinâmicas e novos modos de movimentar-se surgem eventualmente. Os “bol's” (futebol, voleibol, handebol, etc), ou mesmo os conteúdos clássicos (ginástica, lutas, dança e jogos), não são mais suficientes para uma leitura social adequada, principalmente para alunos da rede pública de ensino, que já vivem o Hip Hop, o circo e o Le Parkour (prática corporal que utiliza o ambiente urbano para manobras corporais, muitas adaptadas da ginástica) na esquina de casa. 
Finalmente, o professor de Educação Física deve adequar seus conteúdos às realidades objetivas dos alunos, não apenas a seus caracteres biológicos, mas à realidade da escola, seus materiais, ambiente, relações sociais, inserção na comunidade. Este esforço permite não apenas a definição da especificidade da disciplina, mas a criação de cidadãos conscientes e principalmente críticos e atuantes em sua própria realidade social. 

Artigo publicado na revista Profissão Mestre de julho de 2010. 

Mauricio Priess da Costa é professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Curitiba, mestrando em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela mesma universidade.

Aprovar ou reprovar, eis a questão!


      O que nos faz aprender é a aprovação, a reprovação ou a educação de qualidade? A aprovação automática, praticada nas escolas paulistas, em face do baixo rendimento dos alunos, agora está em vias de revisão. Em lugar dela a proposta é a de reprovar no terceiro, quinto e nono anos do ensino fundamental, caso isso seja necessário. A cada ano, sete milhões de estudantes brasileiros são reprovados, segundo o Relatório de Monitoramento da Educação para Todos, de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 
     Mas, se é verdade que a repetência traz problemas para a nação brasileira, uma vez que exclui por forçar a evasão, por outro lado, não é seguro que a aprovação automática previna contra esses problemas. Além disso, o argumento de que a repetência onera o erário com custos repetidos com o mesmo estudante também não justifica a aprovação automática: gasto com educação não é custo, mas, sim, investimento – e investimento da cidadania nela mesma, diga-se de passagem.
     O debate sobre esse assunto me parece pecar por não ser desenvolvido sob a perspectiva ideológica. Quando muito, ele tem sido proposto sob a luz da economia. E pronto.
     Nessa perspectiva, o que pode garantir o aprendizado significativo são as medidas político-educacionais combinadas com decisões pedagógicas em sala de aula. O estudante tem de contar com condições de acesso e permanência dignas na escola, já que, para isso, recolhe uma infinidade cotidiana de impostos – bom lembrar que a escola pública é socialmente mantida.
     A par do acesso e permanência dignos, os professores precisam ser melhor preparados, teórica, metodológica, ética e salarialmente para o exercício do magistério, sob pena de não terem ferramentas para perceberem quando o aluno em sala precisa da intervenção pedagógica adequada e de qualidade.
     É por isso que a aprovação automática pode significar exclusão ao jogar para o mercado o serviço sujo de não incluir socialmente os brasileiros, nas esferas produtivas e de apropriação de bens materiais, sociais e culturais – uma olhada no setor de recrutamento e seleção para o ingresso no tal mercado de trabalho, para ficar apenas numa dimensão dessa inclusão, evidencia sobejamente como essa exclusão se efetiva.
     Ideologicamente, pois, o ato de aprovar, em si mesmo, não garante aprendizado. O meio indicado é a educação de qualidade e o apoio educativo preciso e qualificado ao estudante naquilo que ele precisar para compreender um conteúdo e poder usá-lo significativamente em sua vida cotidiana.
     Mas isso, segundo os liberais, “custa”. E custo é tudo o que os adeptos da economia de mercado tentam evitar, confundindo bem comum administrado pelo Estado com empreendimento privado.
     Deve ser por isso que os liberais de todas as cores fogem do debate sobre as questões ideológicas que atravancam a melhoria da educação escolar do nosso País: eles não querem dar o braço a torcer ao terem que admitir o manejo ideológico com que operam os assuntos educacionais.
     Texto de Wilson Correia – professor adjunto de Filosofia da Educação, no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – enviado ao Jornal Virtual.
E-mail: wilfc2002@yahoo.com.br

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alimentação: Carboidratos x Proteínas

Por Amanda Miranda e Beatriz Vilela - Ativo.com

logo do sítio Ativo.comNo universo atlético, os atletas possuem padrões alimentares específicos. Muitos acreditam que o baixo consumo de carboidratos e alto consumo de proteínas são fundamentais para o melhor rendimento e maior ganho de massa muscular.

Há uma supervalorização dos alimentos protéicos devido à crença de que os carboidratos são responsáveis pelo ganho de peso. No entanto, a dieta rica em proteína e com restrição de carboidrato pode levar a riscos à saúde, como:


  • Toxicidade e mau hálito causado pela elevação de amônia devido ao excesso de proteínas da dieta.
  • Tontura, cansaço, fraqueza, irritabilidade e prejuízo da memória: a restrição de carboidrato na dieta leva a uma alteração no metabolismo. O cérebro utiliza energia proveniente das proteínas e gorduras, o que representa um processo mais lento e menos eficiente provocando mal estar e desânimo.
  • "Efeito sanfona": a dieta rica em proteína favorece uma rápida perda de peso e traz maior risco à saúde. A rapidez no emagrecimento torna-se uma agressão ao organismo e não consegue manter esta perda por muito tempo.
  • Alto consumo de gordura saturada: pelos alimentos protéicos conterem quantidades elevadas de gordura, principalmente a saturada, a qual favorece o aumento do colesterol, doenças cardíacas e até mesmo a diabetes.
  • Perda da massa muscular: ao restringir o carboidrato por um longo período, ocorre o bloqueio da queima de gordura pelo organismo devido a alterações hormonais. Perde-se mais líquido e massa magra do que gordura.
  • Não garante ganho de massa muscular: para aumentar a massa magra é necessário um estímulo de força, como a musculação, aliado ao estoque de energia proveniente dos carboidratos.
  • Sobrecarga renal: a longo prazo uma dieta rica em proteínas pode prejudicar a função renal.
Os carboidratos continuam sendo importantes para a manutenção da saúde e da massa muscular. No entanto, deve-se ficar atento à quantidade e o tipo de carboidrato adequado ao invés de restringi-lo da dieta.

O equilíbrio dos nutrientes na dieta é a melhor maneira para garantir o máximo desempenho atlético e qualidade de vida.



Este conteúdo foi acessado em 22/03/2011 no sítio Ativo.com. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.

Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".