sábado, 19 de março de 2011

PRECISAMOS COMO DOCENTES LIDARMOS COM ESTE PROBLEMA NAS ESCOLAS

1. O que é bullying?
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesabully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

2. O que não é bullying?

Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying. 
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.
3. O bullying é um fenômeno recente?
Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.

A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).
4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?
Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.
5. O espectador também participa do bullying?
Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.

Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele apenas repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).
6. Como identificar o alvo do bullying?
O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.

Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).
7. Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?
O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.
8. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?
Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.
9. Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas?

De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem.
Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão. "As garotas raramente dizem por que fazem isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada", explica a pesquisadora norte-americana Rachel Simmons, especialista em bullying feminino.
Ela conta que as meninas agem dessa maneira porque a expectativa da sociedade é de que sejam boazinhas, dóceis e sempre passivas. Para demonstrar qualquer sentimento contrário, elas utilizam meios mais discretos, mas não menos prejudiciais. "É preciso reconhecer que as garotas também sentem raiva. A agressividade é natural no ser humano, mas elas são forçadas a encontrar outros meios - além dos físicos - para se expressar", diz Rachel.
10. O que fazer em sala de aula quando se identifica um caso de bullying?
Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

11. Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?
O professor é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.
12. O professor também é alvo de bullying?

Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O professor pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos. 

Mesmo não sendo entendida como bullying, trata-se de uma situação que exige a reflexão sobre o convívio entre membros da comunidade escolar. Quando as agressões ocorrem, o problema está na escola como um todo. Em uma reunião com todos os educadores, pode-se descobrir se a violência está acontecendo com outras pessoas da equipe para intervir e restabelecer as noções de respeito.

Se for uma questão pontual, com um professor apenas, é necessário refletir sobre a relação entre o docente e o aluno ou a classe. ''O jovem que faz esse tipo de coisa normalmente quer expor uma relação com o professor que não está bem. Existem comunidades na internet, por exemplo, que homenageiam os docentes. Então, se o aluno se sente respeitado pelo professor, qual o motivo de agredi-lo?'', questiona Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação.
As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral, da Universidade de Franca (Unifran). 

O professor é uma autoridade na sala de aula, mas essa autoridade só é legitimada com o reconhecimento dos alunos em uma relação de respeito mútua. ''O jovem está em processo de formação e o educador é o adulto do conflito e precisa reagir com dignidade'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Unicamp.
13. O que fazer para evitar o bullying?
A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:
- Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular os estudantes a informar os casos;
- Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
- Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
Todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. Deve-se também informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.

"A escola não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade", afirma o pediatra.
14. Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?
O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo.

Já o alvo precisa ter a autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar", alerta Aramis Lopes, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis,  são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.
A exibição de filmes que retratam o bullying, como ''As melhores coisas do mundo'' (Brasil, 2010), da cineasta Laís Bodanzky, também ajudam no trabalho. A partir do momento em que a escola fala com quem assiste à violência, ele para de aplaudir e o autor perde sua fama'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
15. Como lidar com o bullying contra alunos com deficiência?
Conversar abertamente sobre a deficiência é uma ação que deve ser cotidiana na escola. O bullying contra esse público costuma ser estimulado pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. 

De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao educador estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.
16. Como deve ser uma conversa com os pais dos alunos envolvidos no bullying?
É preciso mediar a conversa e evitar o tom de acusação de ambos os lados. Esse tipo de abordagem não mostra como o outro se sente ao sofrer bullying. Deve ser sinalizado aos pais que alguns comentários simples, que julgam inofensivos e divertidos, são carregados de ideias preconceituosas.
''O ideal é que a questão da reparação da violência passe por um acordo conjunto entre os envolvidos, no qual todos consigam enxergar em que ponto o alvo foi agredido para, assim, restaurar a relação de respeito'' explica Telma Vinha, professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Muitas vezes, a escola trata de forma inadequada os casos relatados por pais e alunos, responsabilizando a família pelo problema. É papel dos educadores sempre dialogar com os pais sobre os conflitos - seja o filho alvo ou autor do bullying, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.
17. O que fazer em casos extremos de bullying?
A primeira ação deve ser mostrar aos envolvidos que a escola não tolera determinado tipo de conduta e por quê. Nesse encontro, deve-se abordar a questão da tolerância ao diferente e do respeito por todos, inclusive com os pais dos alunos envolvidos.

Mais agressões ou ações impulsivas entre os envolvidos podem ser evitadas com espaços para diálogo. Uma conversa individual com cada um funciona como um desabafo e é função do educador mostrar que ninguém está desamparado.
''Os alunos e os pais têm a sensação de impotência e a escola não pode deixá-los abandonados. É mais fácil responsabilizar a família, mas isso não contribui para a resolução de um conflito'', diz Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A especialista também aponta que a conversa em conjunto, com todos os envolvidos, não pode ser feita em tom de acusação. ''Deve-se pensar em maneiras de mostrar como o alvo do bullying se sente com a agressão e chegar a um acordo em conjunto. E, depois de alguns dias, vale perguntar novamente como está a relação entre os envolvidos'', explica Telma.

É também essencial que o trabalho de conscientização seja feito também com os espectadores do bullying, aqueles que endossam a agressão e os que a assistem passivamente. Sem que a plateia entenda quão nociva a violência pode ser, ela se repetirá em outras ocasiões.
18. Bullying na Educação Infantil. É possível?
Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.
"Há estudos na Psicologia que afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.
E perto dos 3 anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana e estabelecida com os outros'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral”, da Universidade de Franca (Unifran).
19. Quais são as especificidades para lidar com o bullying na Educação Infantil?
Para evitar o bullying, é preciso que a escola valide os princípios de respeito desde cedo. É comum que as crianças menores briguem com o argumento de não gostar uns dos outros, mas o educador precisa apontar que todos devem ser respeitados, independentemente de se dar bem ou não com uma pessoa, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança.

Quando o bullying ocorre entre os pequenos, o educador deve ajudar o alvo da agressão a lidar com a dor trazida pelo conflito. A indignação faz com que a criança tenha alguma reação. ''Muitas vezes, o professor, em vez de mostrar como resolver a briga com uma conversa, incentiva a paz sem o senso de injustiça, pois o submisso não dá trabalho'', ressalta Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
20. O que é bullying virtual ou cyberbullying?
É o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com  mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares. É quase uma extensão do que dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara.
Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores. "O autor, assim como o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp).

Esse tormento que a agressão pela internet faz com que a criança ou o adolescente humilhado não se sinta mais seguro em lugar algum, em momento algum. Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos relacionamentos digitais. "Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio."
21. Como lidar com o cyberbullying?
Mesmo virtual, o cyberbulling precisa receber o mesmo cuidado preventivo do bullying e a dimensão dos seus efeitos deve sempre ser abordada para se evitar a agressão na internet. Trabalhar com a ideia de que nem sempre se consegue tirar do ar aquilo que foi para a rede dá à turma a noção de como as piadas ou as provocações não são inofensivas. ''O que chamam de brincadeira pode destruir a vida do outro. É também responsabilidade da escola abrir espaço para se discutir o fenômeno'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Caso o bullying ocorra, é preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias, como a proibição de redes sociais ou celulares, uma vez que terão a certeza de que vão encontrar ajuda. ''Mas, muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar com a intervenção punitiva'', explica a especialista.

Linha do tempo do ensino de Educação Física no Brasil

1882 
Rui Barbosa é o primeiro a valorizar a área. Pede a inclusão da ginástica nas escolas e a equiparação de seus professores aos das outras disciplinas. Acredita que é necessário ter um corpo saudável para ativar o intelecto 

1900 
Os discursos pedagógicos são vinculados a questões médico-higienistas. Nas aulas de Educação Física, que não eram vistas como parte do trabalho da escola, o foco era dado a conteúdos de anatomia e fisiologia 

1930 
Os militares são os orientadores da Educação Física nas escolas: ensinam ginástica com a intenção de formar homens fortes, disciplinados, com boa aparência física e resistentes a doenças 

1937 
A Constituição Federal considera a Educação Física uma prática educativa obrigatória para o ginásio (atualmente o período entre o 6º e o 9º ano), mas não uma disciplina 

1945 
Atividades esportivas passam a ser mais importantes que a ginástica no currículo escolar. Performance, resistência, desempenho e velocidade são as habilidades desenvolvidas
 

1961 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional torna obrigatória a Educação Física no primário (atualmente o período entre o 1º e o 5º ano) e no colegial (atual Ensino Médio) 

1970 
O vínculo entre esporte e nacionalismo se estreita. Os políticos aproveitam a boa campanha da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo para ressaltar o civismo 

1971 
A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional torna obrigatória a Educação Física para o 1º e o 2º grau (atual Fundamental e Médio) 

1980 
Surgem novas idéias sobre o papel da Educação Física. O esporte e a ginástica, identificados como "alienados", perdem força. O que importa, a partir desse momento, é aliar a disciplina às idéias de democracia e direitos humanos 

1996 
A mais recente Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional propõe que a disciplina de Educação Física faça parte da proposta político-pedagógica da escola 

2008 
Várias perspectivas curriculares convivem simultaneamente nas escolas: a voltada à saúde, a desenvolvimentista, a psicomotora e a cultural são as que atualmente têm maior alcance 

Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS)  e Revista Nova Escola 

JUVENTUDE MODERNA

Muita gente tem elogiado, em tempos atuais, a esperteza do jovem com relação ao domínio da tecnologia moderna, e não se pode negar que a juventude realmente utiliza muito bem o celular, o computador, a máquina fotográfica, o ipod e os Mp3, MP4, MP5... MP15... No entanto, essa habilidade com aparelhos eletrônicos não tem traduzido conhecimento, sabedoria, cidadania, criatividade, espírito crítico e educação, qualidades tão almejadas pelo trabalho escolar, mas que se tornam cada vez mais raras nos estudantes. 

Por causa dessa triste realidade, os maiores problemas de hoje envolvem os indivíduos mais novos, afinal a criminalidade, a gravidez indesejada, a Doença Sexualmente Transmissível - DST -, o aborto, o acidente de trânsito, o envolvimento com droga e o conflito familiar constituem males vivenciados principalmente pela mocidade. 

Um exemplo forte da carência educacional vivida por rapazes e moças da atualidade é a redação. A maioria dos mancebos escreve mal, com sérias dificuldades linguísticas e informativas, resultado de pouca leitura. As “pérolas” do Enem, divulgadas todo ano para mostrar os absurdos que muitos estudantes escrevem, comprovam uma grande deficiência no aprendizado dos adolescentes.

Em vista disso, a sociedade necessita do entendimento de que a escola deve ser muito bem valorizada e frequentada, para que a juventude possa se sentir mais cobrada social e familiarmente nos estudos, pois uma educação transformadora, conforme ideias de Paulo Freire, é capaz de revolucionar o mundo, minimizando ignorâncias e maximizando inteligências na formação de cidadãos.

Sendo assim, nota-se que os responsáveis pela educação de uma criança têm uma importância enorme nos estudos dela, e isso começa na escolha de uma escola adequada e segue no acompanhamento moral e intelectual do ser em transformação pela aprendizagem.

Prof. Jean Carlos Neris de Paula 

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

PROJETO OLIMPÍADA E CIDADANIA NO CEARÁ (MARANHÃO E PIAUÍ)


O POVO lança Olimpíada e cidadania

Profissionais de educação física e estudantes da área têm à disposição um instrumento de qualificação e aperfeiçoamento. O POVO lança hoje o projeto "Olimpíada e Cidadania", em parceria com o Ministério do Esporte
25.02.2011| 01:30

É com o objetivo de qualificar os profissionais de educação física que será lançado hoje o projeto “Olimpíada e Cidadania”. A iniciativa é uma parceria da Fundação Demócrito Rocha e do Ministério do Esporte. O tema central será a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, junto com a formação de atletas e cidadãos. O lançamento do projeto será às 17 horas, na presidência do Grupo de Comunicação O POVO. O ministro do Esporte, Orlando Silva, será representado por Vicente José de Lima Neto, chefe de Gabinete do Ministério.

O projeto inclui aulas por fascículos impressos e DVDs. Será utilizada a tecnologia do ensino a distância, que também inclui ferramentas, como hotsite, linha 0800 e videoaulas. O curso terá início em abril e tem como público-alvo os profissionais de educação física inscritos no Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (Cref 5), professores de educação física das escolas públicas e universitários da área. Podem participar alunos dos estados do Ceará, Maranhão e Piauí, estados que fazem parte do Cref 5.

O vice-presidente do Grupo de Comunicação O POVO, João Dummar Neto, destaca que a ação visa levar qualificação ao profissional e despertá-lo para a função importante que ele tem nesse processo esportivo, já que o País abrigará vários eventos da área nos próximos anos. “Os atletas que competirão nas Olimpíadas em 2016 hoje têm 12, 13, 15 anos. Quem fará esse caminho de formação do atleta e do cidadão? O profissional de educação física”, justifica Dummar Neto.

Ricardo Catunda, coordenador pedagógico do projeto, cita que, dentre os assuntos abordados nos fascículos, estão a história do esporte, o esporte no Brasil, o marketing esportivo, os jogos olímpicos, a pedagogia esportiva, as políticas públicas para a área e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Ele enfatiza que a qualificação do profissional é fundamental para participar das oportunidades que aumentam no mercado de trabalho.

Os 12 fascículos do projeto são escritos por profissionais de educação física, acrescenta Antonio Pádua Soares, presidente do Cref 5. Ele lembra que 10 mil pessoas devem participar do curso. Além disso, os profissionais receberão o fascículo em casa. Os alunos terão o material na coordenação do curso em que estudam.

ENTENDA A NOTÍCIA


O profissional de educação física precisa ser consciente da importância que a função dele tem para o universo do esporte, para a formação do atleta e do cidadão. Com tantos eventos esportivos sendo sediados no Brasil, haverá a necessidade de mais profissionais qualificados.

O nome do projeto é “Olimpíada e Cidadania - Qualificação Integrada dos Profissionais de Educação Física na formação de atletas e cidadãos”.

Além dos fascículos impressos e dos DVDs, haverá 10 seminários com a participação de atletas olímpicos em cada um deles.

Os seminários serão no Maranhão (São Luís, Imperatriz, Caxias), no Piauí (Teresina, Picos e Parnaíba) e no Ceará (Caucaia, Quixadá, Juazeiro do Norte e Sobral).

O Congresso Olimpíada e Cidadania – O papel dos profissionais de educação física no Projeto Olímpico Brasileiro ocorrerá em Fortaleza (junho).

O curso terá a duração de 160 horas/aula e será fornecido certificado de participação.

O processo é gratuito. Serão 12 fascículos, semanais, e seis DVDs, distribuídos nas aulas pares.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conheça as novas regras do futsal para 2011


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Abraços 

UNDIME INFORMA


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Veja quais são as orientações da Undime aos dirigentes de ensino sobre pagamento do piso salarial

Comentários da Undime sobre a atualização do valor do piso salarial do magistério para 2011
Até o momento o valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica deve ser reajustado conforme o disposto no Art. 5° da Lei n° 11.738/08, que o institui, in verbis: Art. 5°. O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009. Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007.
Em 2009 houve polêmica acerca da data de início da correção do valor do piso. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os efeitos financeiros da Lei nº 11.738/08 valeriam a partir de 2009. Isso orientou o posicionamento da Advocacia Geral da União (AGU) de que o valor do piso em 2009 seria o definido na Lei, ou seja, R$ 950,00 (novecentos e cinquenta reais) para professor de nível médio e para uma carga-horária de 40 (quarenta) horas semanais e que sua correção somente ocorreria em janeiro de 2010. No primeiro mês do ano passado, enfrentou-se nova polêmica, dessa vez sobre a forma de correção do valor do piso. A posição da AGU foi de que o valor do piso deveria ser igual à variação dos valores efetivamente executados de custo-aluno mínimo das séries iniciais e não aos valores projetados e publicados nas portarias interministeriais. Esse posicionamento da AGU adicionou novo problema, pois o valor efetivamente realizado no Fundeb não é divulgado antes de março ou abril do ano seguinte à execução e a Lei do piso determina seu reajuste em janeiro.
Mesmo sem a Lei 11.738/08 determinar a instância responsável por estabelecer e publicar o valor atualizado do piso, o Ministério da Educação (MEC), em 2010, com base no posicionamento da AGU, e atendendo a solicitações de gestores municipais, calculou o valor do piso para aquele ano, encontrando o montante de R$ 1.024,67 (hum mil, vinte e quatro reais e sessenta e sete centavos).
Para dirimir tais problemas, desde 2008, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 3776, que propõe alteração na forma de cálculo da correção do valor do piso. Em 2010, foi aprovado um substitutivo no Senado Federal e o PL retornou para aprovação na Câmara dos Deputados. Pelo texto atual, a sistemática de correção do piso deverá (grifo nosso) ocorrer como se estabelece no Art. 5º, a saber:
Art. 5º. O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado anualmente, no mês de maio, por ato do Poder Executivo.
§ 1º A atualização de que trata o caput dar-se-á pelo percentual de aumento consolidado do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente nos termos da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, verificado entre os 2 (dois) exercícios anteriores ao exercício em que deverá ser publicada a atualização.
§ 2º O reajuste do piso não poderá ser inferior à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior ao da atualização.
§ 3º A atualização do valor do piso será publicada até o último dia útil de abril, em ato do Ministro de Estado da Educação.
A redação aprovada no Senado e em discussão na Câmara dos Deputados reproduz a fórmula utilizada pelo MEC para corrigir o piso em 2010, ou seja, a correção do piso será igual à variação do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano verificado entre os 2 (dois) exercícios anteriores ao exercício. E abre uma exceção para o caso dessa variação ser inferior ao índice inflacionário, situação em que a correção será pelo valor mais alto entre os dois índices.
Ressalta-se que duas novidades foram introduzidas no texto do PL: a competência de legalizar anualmente o valor do piso será do MEC; e a correção passará a ser feita até o último dia útil de abril, vigorando seus efeitos a partir de 1º de maio.
Como o PL 3776/ 08 ainda não foi aprovado, a norma legal anterior continua em vigor, ou seja, estados e municípios devem pagar remunerações para o magistério igual ou superior ao valor do piso nacional e este deve ser reajustado em janeiro de cada ano. Neste cenário, o piso deve ser reajustado em janeiro de 2011, mas não se conhece exatamente o percentual de correção, visto que o valor executado do Fundeb em 2010 será publicado somente em abril.
Mesmo se o PL 3776/ 08 for aprovado, por exemplo, em março próximo, o direito adquirido dos professores de terem o valor do piso corrigido a partir de 1º de janeiro de 2011 não é anulado, pois entre essa data e a aprovação da modificação pelo Congresso, a data legal de reajuste permanece sendo 1º de janeiro.
Assim, os municípios não devem infringir a legislação e devem pagar salários iguais ou superiores ao valor do piso nacional. É oportuno destacar que o município que optar por esperar a definição do novo valor, supostamente em abril, enfrentará dificuldades legais, por descumprir a Lei vigente e, além deste aspecto, deverá pagar os salários corrigidos com efeito retroativo ao mês de janeiro de 2011.
Pelo exposto, a melhor opção para o Poder Público Municipal é pagar um valor salarial que seja igual ou superior à projeção do valor do piso para 2011, mesmo que este ainda não esteja definido. Esperar por uma possível definição no próximo mês de maio é acumular um débito equivalente à diferença entre os salários atuais e o novo valor do piso, pelo menos entre 1º de janeiro e a data de aprovação do PL.
A Portaria Interministerial nº 538-A, de 26 de abril de 2010, estabeleceu o valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano em R$ 1.414,85 (hum mil, quatrocentos e catorze reais e oitenta e cinco centavos). Como ainda não está definido o valor efetivamente realizado em 2010, para estimar um valor provável de correção do piso pode-se encontrar a variação entre este valor projetado e o valor efetivado em 2009, que foi de R$ 1.227,17 (hum mil, duzentos e vinte e sete reais e dezessete centavos).
Com base nesta fórmula, a variação encontrada é de 15,294%. Aplicando este percentual ao valor do piso de 2010, que foi de R$ 1.024,67 (hum mil, vinte e quatro reais e sessenta e sete centavos), obtêm-se o valor provável do novo piso para 2011, qual seja R$ 1.181,38 (hum mil, cento e oitenta e um reais e trinta e oito centavos). Quando da aprovação definitiva do Projeto de Lei, este valor poderá ser maior ou menor, mas certamente não sofrerá grandes variações percentuais.
Pelo exposto, a Undime aconselha os gestores municipais a pagar o valor sugerido no parágrafo anterior, a partir de janeiro de 2011, ajustando a diferença para mais ou para menos entre o efetivamente pago e o valor do piso quando este for legalmente definido, após a aprovação do PL 3776/ 08.
Por decisão provisória do STF o valor do piso continua sendo calculado sobre a remuneração total dos salários. Assim, a remuneração de um professor com formação em nível médio e exercendo jornada de 40 horas semanais não poderá ser menor do que o valor do piso, devendo as demais jornadas ser calculadas de maneira proporcional. Para exemplificar, são calculadas as remunerações para professores com nível médio a partir de janeiro de 2011, para as correspondentes cargas-horárias semanais, a saber:
a) 20 horas semanais = R$ 590,69 (quinhentos e noventa reais e sessenta e nove centavos); b) 30 horas semanais = R$ 886,03 (oitocentos e oitenta e seis reais e três centavos); c) 40 horas semanais = R$ 1.181,38 (hum mil, cento e oitenta e um reais e trinta e oito centavos).
Nos casos de cargas-horárias semanais diferentes das exemplificadas nas letras a e b, é necessário proceder ao cálculo da proporcionalidade com o valor da letra c, conforme disposto na Lei n° 11.738/08.
O objetivo da Undime, com a presente nota, é contribuir com o processo de definição do valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica para 2011 nos municípios; esperando ter este assunto, devidamente regulamentado, por meio da legislação específica o mais breve possível.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ATIVIDADE FÍSICA - Trabalho de Educação Física - 7º ano Escola CAIC

Na semana passada (15/02), selecionei alguns textos produzidos pelos(as)aluno(as) do 7º ano A, B, C e D turnos manhã e tarde, da Escola Raimundo Pimentel Gomes de EI e EF - CAIC, o intuito desta ação, era para que os(as) alunos(as) lessem um texto sobre atividade física e fizessem uma reflexão por escrito de como você se via neste quadro. Obtive enormes surpresas, fiquei muito feliz com as produções feitas. A princípio todos alunos e alunas fizeram e, andei destacando algumas produções. Estão comigo 20 (vinte) produções que me chamou atenção. Porém irei destacar pra vocês apenas algumas. 

REFLEXÃO SOBRE ATIVIDADE FÍSICA POR ALUNOS(AS)

Digitei o texto da forma como o(a) aluno(a) escreveu.

1)    Aluna: Iolanda Kelly Carneiro de Souza - 7º ano – 12 anos de idade.

Pelo que entendi é que o texto fala sobre as atividades físicas é muito importante para o nosso corpo, ela não serve só parar ter um corpo bonito, um corpo em forma, mais para nos tornar mais saudável.
Ela nos faz muito bem, para o nosso organismo, nossos ossos. As atividades físicas tem que praticar todos os dias para bota-lo o nosso corpo em forma se não praticar a pessoa fica indisponível para as coisas.
A pessoa deve praticar atividade física todos os dias para alimentar o corpo, torna-lo mais saudável, pode fazer caminhada como correr no calçadão, pode fazer ginástica, se não haver possibilidade de fazer isso pode fazer mesmo, em casa, subir e descer escadas várias vezes.
O que importa é fazer exercício físico para bota-lo o corpo em forma, para o seu corpo ficar bem. 

2)    Aluna: Keila Carneiro da Silva – 7º ano – 11 anos de idade.

A atividade física pode ajudar em muitas coisas, faz bem para a saúde mental, faz bem para o corpo e outras coisas mais. Para quem gosta muito de exercícios físicos, pode ser muito legal para eles. Há vários tipos de exercícios físicos jogar bola, dançar, etc.
O exercício físico ajuda no corpo e na mente. As vezes fazemos exercícios e nem sabemos que estamos fazendo parece uma brincadeira mas é muito importante os obesos podem também praticar.
Mas devemos sempre deixar regulada todos os nossos exercícios mais também fazer um exercício que mais se adpte ao seu perfio falando um pouco sobre os gordinhos talvez a caminhada não seja tão pesada para eles.
O trabalho bem cansativo das pessoas também é um exercício o corpo sempre em forma faz muito bem pode ajudar em várias coisas.

3)    Aluna: Blenda Verlaina Lima de Souza – 11 anos de idade

Minha situação sobre a atividade física não é constante, eu sei que atividade física é muito importante para nós crianças, jovens e adultos, porque se não no futuro sofreremos consequências.
Nesses dias é bastante comum encontrar pessoas que engordam sem praticar exercícios e essas pessoas se chamam sedentárias. No meu caso eu não pratico muito atividade física, eu pratico alguns esportes bicicleta, pulo, danço, corro, mas não pratico vôlei, futsal esses jogos que praticam na atividade física.
Ninguém da minha família é sedentária apesar da minha tia. Eu tenho tempo de praticar esportes. Então um aviso pratique esporte diariamente.


4)    Aluno: José Sérgio Rodrigues Sousa Filho – 7º ano - 12 anos de idade

Nos dias da semana eu e a minha mãe caminhamos no pólo esportivo as 4 horas dias de terça, quinta e sábado, eu venho para o esporte e quase todo o dia eu faço flexões.
O meu padrasto tem uma esteira e quando eu vou na casa dele que ela tá ligada eu dou uma andadinha o meu padrasto gosta de esta em forma.
Muita gente da a desculpa de trabalhar muito por isso não tem tempo para seu corpo e sua saúde eu gosto da minha aula de educação física porque o meu professor sabe tudo do corpo e da atividade física.

5)    Aluno: Matheus da Silva Gomes – 7º ano – 12 anos

Minha situação em relação a atividade física é boa. Quase todo o dia eu pratico algum esporte como futebol ou e também todo o dia eu faço uma caminhada pelas terras la porta de casa.
Fazer isso é como uma rotina para mim porque todo o dia eu brinco de alguma coisa especialmente pega-pega.
A atividade física é muito bom de se fazer principalmente em grupo pois nos estimula a trabalhar em equipe e a se entender melhor para poder ter melhores chances de vencer uma brincadeira ou algum tipo de esporte em conjunto como: futebol, carimbo, basquete, etc.. Por isso que deviamos trabalha em equipe.

6)    Aluno: Clécio Rodrigues de Sousa – 7º ano – 11 anos de idade

Esse texto fala de muitas pessoas que se maudizem porque não tem tempo para praticar uma atividade física, o trabalho e a correria impedem que as pessoas pratiquem essas atividades físicas, a correira da vida  moderna impedem que elas pratiquem e o corpo não ache um entervalo para se cuidar, a atividade física é muito importante, mais não apenas para deixar o corpo mais bonito, mais para também formar o corpo mais saudável, para inúmeros benefícios para a saúde mental, a falta de exercícios trazem problemas cardiovasculares, ósseos, fígado, na região dos rins, coluna e estomago, entre outros.
Pessoas sedentárias não praticam atividades físicas regulares, cada pessoa deve fazer exercícios que mais se adapta ao seu perfil e praticá-lo, a caminhada, dançar, a natação, a ginástica ou o futebol são excelentes opções. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Esporte e Aprendizagem

Esporte e aprendizagemPraticar atividades físicas e assistir a competições esportivas podem aumentar o nível de inteligência

Praticar esporte e adotar a atividade física como parte verdadeiramente integrante da rotina é uma decisão inteligente. E alguns pesquisadores ingleses e americanos querem provar que esta expressão pode ser mais literal do que se imagina. Dois estudos recentemente desenvolvidos pela Universidade de Cambridge e Universidade de Chicago tentam provar que o relacionamento do ser humano com o esporte pode aumentar a inteligência e influenciar positivamente no desenvolvimento do cérebro.

O estudo número 1
Pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que fazer exercícios influencia diretamente no desenvolvimento da inteligência. O estudo mostrou que ratos que praticavam atividade física, tinham mais facilidade de memorizar fotos de alimentos. Os ratos esportistas corriam cerca de 20 quilômetros por dia. Ratos mais sedentários eram mais esquecidos e confusos. Com os ratos esportistas ocorreu um fenômeno chamado neurogênesis, ou seja, o nascimento de células neurológicas que se concentram principalmente nos chamados lóbulos temporais, nas laterais do cérebro, onde ficam os neurônios da memória e da inteligência. A pesquisa observa que com humanos o resultado pode variar, já que podemos adquirir conhecimento e desenvolver a inteligência de outras maneiras (estudando, por exemplo).

O estudo número 2
Cientistas nos Estados Unidos disseram que participar ou assistir a eventos esportivos pode deixar a pessoa mais inteligente. Os pesquisadores da Universidade de Chicago monitoraram as funções cerebrais de jogadores e torcedores e descobriram que, quando eles falam sobre seus esportes favoritos, ativam mais partes de seus cérebros do que durante conversas normais. A pesquisa foi divulgada na revista americana Proceedings of the National Academy or Sciences.

Repercutindo!
Profissionais da área médica e da educação física concordam com os dois estudos. Apesar de não concordar 100% com o primeiro estudo (não acredita na teoria da neurogênese), a personal trainer e personal runner, Carol Vaz teve uma impressão positiva das duas pesquisas. “A prática da atividade física pode proporcionar maior concentração e desenvolvimento de raciocínio lógico. Também influencia positivamente na interação social e serve como válvula de escape para energias agressivas ou improdutivas”, explica Carol Vaz, personal trainer e personal runner. “No campo profissional, o ser humano tende a desenvolver percepção, raciocínio rápido e capacidade de solucionar problemas. Jomar Souza, especialista em medicina do exercício e do esporte, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte também vê de forma positiva as conclusões das duas pesquisas. “O esporte melhora a capacidade cognitiva, não apenas do ponto de vista da memória. Melhora também o reflexo, a capacidade e a velocidade de raciocínio. Existe uma melhora da função cognitiva como um todo”, explica Jomar. “E o esporte também favorece o relaxamento e a diminuição do estresse, fatores que influenciam no desenvolvimento da inteligência”, conclui.

Comprovando!
A Prefeitura de São Paulo também realizou uma pesquisa que demonstra a influência positiva da atividade física no desenvolvimento cognitivo de seres humanos. Quase 1.600 pessoas responderam a um questionário avaliando o programa Clube Escola, iniciativa que oferece atividades esportivas e sócio-culturais em clubes desportivos públicos. Entre adultos e jovens entrevistados, 78% concordaram que o programa ajuda a combater o estresse, 59% concordaram que o rendimento no trabalho melhorou e 63% disseram que o programa influencia positivamente no rendimento escolar.
Fonte: endorefina.com

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

EDUCAÇÃO FÍSICA

A educação física é uma atividade dinâmica que contribui na formação ampla dos sujeitos, em seu aspecto social, bem como no desenvolvimento de seu lado individual, através de oportunidades lúdicas que proporcionam equilíbrio entre corpo, mente e espaço.Desenvolve as habilidades motoras de qualquer sujeito, além de manter elementos terapêuticos, sejam eles emocionais ou físicos.
 
O surgimento da educação física se deu desde os tempos primitivos, quando o homem necessitava correr dos animais predadores, pular para pegar alimentos, carregar pesos, arremessar objetos para caçar, etc. Aos poucos, percebeu que seu preparo físico garantiria melhores condições de vida, tanto para trabalhar, interagir e se divertir.Nas práticas esportivas, nos jogos recreativos ou nos jogos com disputas, os participantes aprendem a lidar com sentimentos de perda, frustração, ansiedade, paciência, respeito ao próximo, dentre outros, além de ter que aprender a esperar sua vez.
 
trabalho pedagógico desenvolvido na Educação Física deve estar voltado para a construção da cidadania dos sujeitos, formando elementos críticos e participativos no meio social em que estão inseridos. Seu objetivo principal deve ser de que o aluno “adquira a qualificação sócio-histórico-cultural necessária para promover o desenvolvimento de uma racionalidade crítica, autônoma e participativa”.
 
O caráter competitivo das atividades esportivas nem sempre está presente. Para crianças de até 8 anos de idade as práticas devem estar voltadas para o aspecto lúdico e de recreação, deixando as disputas para crianças maiores, jovens e adultos.
 
A educação física pode se dividir em várias classes: a escolar, a social, a terapêutica, a esportiva, a recreativa, dentre outras. O profissional também atua orientando sobre cuidados com a saúde, alimentação, problemas do sedentarismo, obesidade, etc.
 
Sabe-se da importância do profissional de educação física para a manutenção da qualidade de vida do ser humano, da sociedade em que se encontra inserido. Esse profissional exerce suas atividades atuando de forma individual (personal trainner) ou coletiva, em clubes, escolas, hotéis e spas, academias, condomínios, empresas, clínicas de recuperação, prefeituras e escolas, etc. 
 
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Transformando Suor em Ouro - Bernardinho NO VOLEI E NA VIDA

Frases extraídas de seu livro:


Compreender a importância da instrução no desenvolvimento cultural e profissional.

Dedicar-se com obstinação, na busca de um objetivo.

Entender a paixão como fator essencial de motivação.

Superar as limitações pessoais pela disciplina.

Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.

Buscar o "brilho da vitória" no olhar de seus colaboradores.

Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo nem recuando diante de obstáculos.

Desenvolver o senso de observação.

Entender que o sentido de coletividade é mais importante do que eventuais centelhas individuais.

Combater o desperdício de talento.

Falhe ao planejar e estará planejando falhar.

Monitorar constantemente sua vaidade.

Treinar ao nível extremo significa desenvolver ao máximo sua capacidade de realização.

Detectar e desenvolver talentos é uma das principais atribuições do líder.

Estudar, ler, observar, questionar constituem o processo de preparação.

Assumir o desafio de, ao encontrar um time pronto, conquistar as pessoas e fazer delas o "SEU" Time.

Lembrar-se sempre de que o talento, por si só, não basta.

Boas performances dependem de conteúdo (fruto de preparação) + entusiasmo (fruto da paixão).

Encarar os desafios como grandes oportunidades.

Não prometer o que não pode ou não pretende cumprir.

Entender a importância de todas as peças, mesmo as "consideradas" menos importantes.

Criar metas ideais.

Acreditar na força transformadora do efeito pigmalião (quanto mais o chefe mostrar que acredita no potencial de seus colaboradores e se dedicar a eles, maior será sua produtividade)

Não rotular as pessoas.

Concertrar-se no condicionamento, nos fundamentos e na união para a formação de uma equipe vitoriosa.

Trabalhar para fortalecer a parte emocional, de forma a não perder o foco na execução de uma tarefa.

Tentar entender os porquês de uma derrota, assumir suas responsabilidades e seguir em frente.

Inconformismo, insatisfação - sem isso, não se dá um passo à frente.

Não existem atalhos para o sucesso, mas o trabalho intenso é a estrada mais curta.

Errar na forma é aceitável, mas nunca na intenção.

O questionamento é uma grande fonte de crescimento, e o crescimento permanente, uma grande fonte de satisfação.

Entender a importância do trabalho em equipe (Team Work)

Incentivar lideranças.

Manter a motivação sempre elevada.

Preservar e buscar se superar constantemente.

Trabalhar o comprometimento e a cumplicidade entre as peças da "grande engrenagem".

Disciplina e Ética são hábitos que perpetuam os bons resultados.

Assumir responsabilidades e tentar extrair lições das derrotas para não repetir os erros.

O verdadeiro líder deve se manter sempre atento aos seus colaboradores.

Tentar evitar as armadilhas do sucesso.

Ter consciência coletiva exige desprendimento, solidariedade, companheirismo e espírito de equipe.

Uma equipe nem sempre é formada pelos melhores, mais capazes, mas sim pelos colaboradores certos.

Uma equipe vencedora tem sempre bons reservas.

Ter senso de urgência. (realizar cada tarefa como se fosse a mais importante. Jogar cada ponto como se fosse o decisivo.)

Entender que a condição de favoritismo atribuída a nós por outros deve servir como sinal de alerta.

Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: grandes expectativas e maiores responsabilidades.

Criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.

Conscientizar-se de que o verdadeiro campeão controla a vaidade para que, como um autêntico TEAM PLAYER, eleve o nível de atuação de todos à sua volta.

Um trabalho de preparação meticuloso é o caminho mais curto para a vitória.

É importante que os "primeiros da classe" se preparem com a mesma intensidade daqueles que os perseguem, caso contrário serão alcançados e provavelmente ultrapassados.

Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas.

Focar no trabalho de equipe.

Fomentar as lideranças no grupo.

Treinamento extremo. (nada substitui o treinamento)

Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas.

Atenção ao sucesso e suas armadilhas.

Buscar constantemente a excelência.

Bernadinho, Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei - Masculino Adulto.




TEM WORK

"Se não houver paixão, se não houver comprometimento, tudo o mais é inútil".

"A Expectativa gera responsabilidade, o que leva à necessidade de mais trabalho e a uma atenção ainda maior aos detalhes".

"O Sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é quase órfão".